Pesquisa Genial/Quaest divulgada hoje mostra melhora geral do desempenho do presidente Lula (PT) na percepção dos eleitores. Medidas como o lançamento do Novo Desenrola e a tramitação do fim da escala 6×1 no Congresso são fatores que podem ter influenciado positivamente nos resultados para o petista.
Ao mesmo tempo, desdobramentos da investigação do caso Master e o desentendimento entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro podem ter impactado negativamente nos números do senador.
Nos últimos três meses, Lula cresceu cinco pontos percentuais em um eventual segundo turno contra Flávio — o petista tinha 40% em abril e hoje aparece com 45% das intenções de voto —, enquanto o candidato do PL caiu cinco — tinha 42% em abril e hoje tem 37%.

Genial/Quaest: por que Lula subiu e Flávio caiu nos últimos 3 meses.Pré-candidatos ao Palácio do Planalto, o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL)
Imagem: Ricardo Stuckert/PR e Andressa Anholete/Agência Senado.
A pesquisa Quaest, contratada pela Genial Investimentos, ouviu 2.004 pessoas presencialmente, entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança, de 95%. O levantamento foi registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-07181/2026.
Aprovação maior que desaprovação.
A aprovação do governo Lula cresceu cinco pontos em três meses, de 43% em abril para 48% em julho — portanto, uma variação fora da margem de erro. Já a desaprovação caiu os mesmos cinco pontos no período, de 52% para 47% neste mês.
A aprovação (48%) supera numericamente a desaprovação (47%) pela primeira vez desde dezembro de 2024 — na margem de erro, há empate técnico. Naquele mês, 52% aprovavam e 47% desaprovavam, uma diferença de cinco pontos (portanto, fora da margem de erro).
Rejeição: Lula cai, e Flávio cresce.
A rejeição a Lula caiu cinco pontos no período. Em abril, 55% dos entrevistados disseram que não votariam no presidente. O índice foi para 50% em julho.
Já a rejeição a Flávio Bolsonaro fez trajetória inversa e subiu cinco pontos: estava em 52% em abril e subiu para 57% em julho.
Acontecimentos dos últimos meses também se refletiram nas intenções de voto no primeiro turno. Lula teve com 37% das intenções de voto na pesquisa do mês de abril. De lá para cá, foi a 39% em maio e junho e atingiu 40% em julho. Já Flávio estava com 32% em abril, oscilou para 33% em maio e caiu para 29% em junho e 28% em julho.
Em eventual embate entre ambos no segundo turno, a variação foi mais significativa, com inversão do cenário de abril, quando Flávio aparecia numericamente à frente de Lula. O senador registrou 42% das intenções de voto naquele mês e depois caiu gradativamente — para 41% em maio, 38% em junho e 37% em julho. Nos mesmos meses, o presidente registrou 40%, 42%, 44% e 45%, respectivamente.
No mesmo período, Flávio teve queda de 16 pontos na direita não bolsonarista no segundo turno contra Lula. Embora o senador lidere com folga nesse grupo, as intenções de voto no candidato do PL caíram de 90% em abril para 74% em julho, uma variação negativa de 16 pontos (fora da margem de erro, que nesse recorte é de cinco pontos para mais ou menos). Na direita bolsonarista, ele atinge 91%.
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