Por meio de nota enviada ao Portal SE Notícias, a Polícia Civil informou, na manhã desta quinta-feira (18), que está investigando uma ocorrência envolvendo o suposto exercício ilegal da medicina na Clínica 24 Horas Dr. José Nailson Moura, mantida pela Prefeitura de Umbaúba, distante 98 km de Aracaju.
O caso, divulgado nesta quinta-feira (18), é apurado pela Delegacia de Polícia Civil do município e envolve suspeitas de atuação profissional irregular em uma unidade pública de saúde.
Uma fonte do Portal SE Notícias enviou um vídeo gravado por um dos filhos da idosa, Quitéria Barbosa da Costa, de 60 anos. Nas imagens, o suposto médico admite que estaria utilizando o carimbo de seu irmão, que é médico regularmente inscrito no Conselho Regional de Medicina (CRM).
Ainda de acordo com a fonte, Quitéria deu entrada na Clínica 24 Horas Dr. José Nailson Moura, onde foi atendida e medicada pelo suposto médico. Após receber atendimento, ela foi liberada. Horas depois, no entanto, retornou à unidade de saúde com o agravamento do quadro clínico, vindo a falecer no local.
De acordo com a nota da prefeitura, o homem que realizou o atendimento de urgência à paciente possuiria apenas o Registro do Ministério da Saúde (RMS), que permite atuação restrita à atenção básica, como em unidades de PSF/ESF, realizando atendimentos ambulatoriais, ações preventivas e acompanhamento de pacientes. Mesmo sem CRM, ele estaria atuando na Clínica 24 Horas pertencente à Prefeitura de Umbaúba, município localizado a cerca de 80 quilômetros de Aracaju.
De acordo com as informações levantadas até o momento, um homem teria realizado atendimentos médicos sem possuir registro profissional válido para o exercício da medicina. Conforme a apuração inicial, ele é suspeito de utilizar identificação profissional e carimbo pertencentes ao próprio irmão, médico regularmente inscrito no CRM.
A suspeita surgiu após questionamentos feitos por familiares de uma paciente que recebeu atendimento na unidade de saúde. Posteriormente, a mulher veio a óbito, fato que também passou a ser objeto de investigação policial.
Segundo a Polícia Civil, até o momento não há elementos que permitam estabelecer eventual relação entre o atendimento prestado e a morte da paciente. As circunstâncias do falecimento serão esclarecidas a partir da conclusão dos exames periciais e das demais diligências em andamento.
O Instituto Médico Legal (IML) foi acionado para a realização do exame necroscópico, que deverá apontar a causa da morte e subsidiar as investigações.
A Delegacia de Umbaúba apura duas frentes distintas relacionadas ao caso: a suposta prática de exercício ilegal da medicina, que será analisada por meio do Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) lavrado, e as circunstâncias da morte da paciente, que serão investigadas em inquérito policial conduzido pela própria unidade policial.
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Redação SE Notícias



















































