Por Mário José dos Santos*
No passado João Bebe Água foi o símbolo da resistência para que São Cristóvão se mantivesse como capital de Sergipe e por consequência mantivesse sua importância política no cenário estadual. Hoje a Rodovia que leva seu nome passou a ter uma importância enorme para o futuro da cidade, podendo inclusive ser chamada de: “Rodovia do renascimento”. Lideranças políticas, empresariais e comunitárias devem se unir em defesa da revitalização dessa rodovia para fortalecer o desenvolvimento econômico e a integração social e turística de São Cristóvão a toda a região metropolitana de Aracaju.

Falta de manutenção na Rodovia João Bebe Água tem sido motivo de reclamação dos moradores de São Cristóvão (foto: SE Notícias)
É um traçado estratégico para o turismo, que cria novas perspectivas de expansão para a economia da cidade, facilitando o acesso e rompendo as barreiras que hoje impedem o intercâmbio turístico, comercial e de serviços na região.
Muito mais que nova alternativa de deslocamento, a revitalização da João Bebe Água insere-se no conceito de desenvolvimento sustentável. Uma malha viária renovada, irá ampliar as oportunidades de atração de investimentos, de produção de riquezas e de melhoria das condições sociais e da qualidade de vida dos sancristovenses.
O setor turístico começará a olhar a região de outra forma e até o setor hoteleiro poderá passar a investir mais na cidade, significando emprego e renda para a população da cidade.
O Governo Estadual precisa olhar o município com mais atenção. Após a gestão de Marcelo Déda, que investiu aproximadamente 170 milhões em São Cristóvão e que foi um dos grandes articuladores para que a Praça São Francisco fosse reconhecida como Patrimônio Mundial pela Unesco, o governo Jackson Barreto praticamente abandonou a cidade, mesmo sendo o 5º colégio eleitoral do estado, mas sem uma liderança política que representasse a cidade no parlamento, o município ficou fora dos investimentos do Proinvest. Após o rompimento político entre o governador e o grupo que comandava a cidade, nas eleições de 2014, e mesmo tendo o Deputado Francisco Gualberto que é filho da terra, e que é líder do governo Jackson Barreto e é um parlamentar influente, o cofre do Governo Estadual se fechou para a cidade.
Com a proximidade das eleições de 2018, o povo sancristovense deve pagar na mesma moeda e esquecer das lideranças que viraram as costas para cidade, seja por falta de compromisso, seja por questões político-partidária, o que deve prevalecer em primeiro lugar é o interesse coletivo, o bem comum.
Por Mário José dos Santos
Membro do Fórum em Defesa da Grande Aracaju.