A cidade de João Pessoa (PB) foi, nesta quarta-feira, 18 de março, o centro de um dos mais importantes movimentos culturais do país: a formalização da candidatura do forró ao título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. Representando a capital sergipana, o secretário municipal da Cultura de Aracaju, Paulo Corrêa, participou ativamente da programação, reforçando o papel estratégico da cidade nos debates nacionais sobre a preservação e valorização dessa expressão cultural.
O evento reuniu artistas, pesquisadores, mestres da cultura popular e gestores públicos de diversas regiões do Brasil, consolidando anos de articulação em defesa do forró de raiz. A entrega oficial do dossiê ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) simboliza um avanço significativo na luta pelo reconhecimento internacional dessa tradição nordestina.
Para o secretário Paulo Corrêa, a participação de Aracaju nesse momento é fundamental para fortalecer o protagonismo da cidade no cenário cultural brasileiro. “Aracaju não poderia estar ausente de um debate dessa magnitude. O forró é uma das expressões mais profundas da identidade nordestina, e Sergipe tem uma contribuição histórica e simbólica incontornável nesse processo. Estar aqui é reafirmar nosso compromisso com a preservação da memória e com o futuro dessa tradição”, destacou.
Ao longo da programação, que incluiu rodas de conversa, cortejo cultural e a cerimônia oficial no Theatro Santa Roza, foram discutidas políticas de salvaguarda, direitos culturais e os desafios contemporâneos enfrentados pelas manifestações populares diante das pressões do mercado.
Para Joana Alves, Presidenta da Associação Cultural Balaio Nordeste, esse momento é mais do que um reconhecimento simbólico, o título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade “é um instrumento de proteção viva, que assegura às futuras gerações o direito de herdar, praticar e reinventar essa tradição centenária”, destacou. Em um cenário onde o mercado da música impõe cada vez mais pressões comerciais sobre as manifestações culturais populares, o reconhecimento pelo IPHAN e pela UNESCO reafirma que o forró de raiz tem valor, tem história e tem lugar garantido não apenas nos palcos, mas na alma do povo brasileiro.”
Paulo Corrêa, que também é pesquisador do tema, ressaltou a importância do reconhecimento não apenas como título, mas como instrumento de proteção cultural. “O reconhecimento como patrimônio imaterial não deve ser entendido apenas como uma chancela simbólica. Ele é, sobretudo, um mecanismo de garantia de continuidade. Trata-se de assegurar que o forró permaneça vivo, sendo praticado, recriado e transmitido entre gerações, sem perder suas raízes e sua essência popular”, afirmou.
O secretário também enfatizou o papel das políticas públicas nesse processo, defendendo uma atuação integrada entre municípios, estados e governo federal. “Esse movimento demonstra que a cultura se constrói coletivamente. Aracaju tem buscado se posicionar no centro dessas discussões, contribuindo com políticas, pesquisas e ações que valorizam nossos mestres, nossos artistas e nossas tradições. O forró não é apenas música — é linguagem, é território, é identidade”, pontuou.
A presença da capital sergipana no evento reforça o compromisso da gestão municipal com o fortalecimento da cultura popular e com a inserção de Aracaju nos grandes debates nacionais. Em um momento histórico para o forró, a cidade se afirma como agente ativo na construção de políticas culturais que reconhecem, protegem e projetam para o futuro uma das mais autênticas expressões da cultura brasileira.
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Fonte: Prefeitura de Aracaju
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