Dois detentos do Complexo Penitenciário Dr. Manoel Carvalho Neto no município de São Cristóvão (SE) aparecem em um vídeo gravado dentro da unidade prisional realizando uma espécie de luta livre durante o banho de sol.

Secretaria de Justiça diz que instaurou inquérito administrativo para investigar a situação (foto: reprodução/TV Sergipe)
O Sindicato dos Agentes Penitenciários de Sergipe (Sindpen) confirmou nesta segunda-feira (5) que os detentos costumam fazer essas lutas. E em virtude do baixo efetivo os agentes ficam impossibilitados de intervir na situação.
Ainda de acordo com o Sindpen, cada plantão é feito apenas por dois ou três agentes. O Sindicato disse também que o presídio possui atualmente 2.400 detentos, mas a capacidade é de apenas 800.
Confira a nota do Sindpen
O Sindicato dos Agentes Penitenciários e Servidores da Sejuc (Sindpen) vem a público prestar esclarecimentos sobre o vídeo que circula nas redes sociais e na imprensa com imagens de uma briga entre detentos no Complexo Penitenciário Manoel Carvalho Neto (Copemcan), em São Cristóvão.
Esse tipo de situação – na qual detentos brigam entre si e promovem lutas similares a MMA – ocorre eventualmente no Copemcan. A principal razão é a superlotação. A unidade foi construída para receber 800 detentos, mas abriga 2500. Os pavilhões com capacidade para 160 pessoas têm atualmente 530; e as alas que deveriam ter até 80 pessoas, abrigam 250.
Infelizmente, por causa do baixo efetivo, os agentes ficam impossibilitados de intervir na situação. Cada plantão tem dois ou três agentes por pavilhão, o que deixa a categoria impossibilitada de agir com eficácia e segurança nesses casos.
O Sindpen, por diversas vezes, já fez alertas aos órgãos públicos e à sociedade sobre a superlotação e a fragilidade da segurança no Copemcan. Recentemente, o Sindpen protocolou em diversos órgãos públicos de Sergipe e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília, um extenso documento com informações sobre a situação caótica em que se encontra o sistema prisional sergipano, incluindo um relatório da Comissão de Direitos Humanos da OAB/SE, classificando o Copemcan (principal presídio de Sergipe) como uma bomba relógio.
Acompanhe também o SE Notícias no Twitter, Facebook e no Instagram
Clique AQUI e assista o vídeo
Com informações do G1 SE e Sindpen