{"id":76958,"date":"2015-03-08T09:36:11","date_gmt":"2015-03-08T12:36:11","guid":{"rendered":"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/?p=76958"},"modified":"2015-03-08T09:36:11","modified_gmt":"2015-03-08T12:36:11","slug":"aumento-no-consumo-da-tapioca-anima-produtores-do-sergipe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/aumento-no-consumo-da-tapioca-anima-produtores-do-sergipe\/","title":{"rendered":"Aumento no consumo da tapioca anima produtores do Sergipe"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A tapioca, uma del\u00edcia t\u00edpica da regi\u00e3o norte e nordeste, tamb\u00e9m est\u00e1 conquistando o paladar de quem vive no Sul e Sudeste do pa\u00eds e dando novo impulso \u00e0 produ\u00e7\u00e3o no campo.<br \/>\nF\u00e9cula de mandioca, goma, polvilho, tapioca&#8230; Esses s\u00e3o alguns dos muitos nomes dados pra o pozinho precioso, que hidratado e peneirado, ganha forma na chapa quente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vai bem com doce, salgado, e pode levar o recheio que o consumidor quiser. Em S\u00e3o Paulo, j\u00e1 existem casas especializadas no preparo da iguaria, que at\u00e9 pouco tempo atr\u00e1s s\u00f3 frequentava card\u00e1pios do Norte e Nordeste.<\/p>\n<div id=\"attachment_76959\" style=\"width: 607px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/Tapioca-e1425818026547.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-76959\" class=\"size-full wp-image-76959\" alt=\"Foto: Divulga\u00e7\u00e3o no Globo Rural.\" src=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/Tapioca-e1425818026547.jpg\" width=\"597\" height=\"336\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-76959\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Divulga\u00e7\u00e3o no Globo Rural.<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cM\u00eas a m\u00eas a gente vem notando um crescimento de vendas e um crescimento de consumo da tapioca. Caiu no gosto do paulistano definitivamente\u201d, diz Antonio Raymundo, dono de uma tapiocaria.<br \/>\nNos supermercados \u00e9 poss\u00edvel encontrar a goma da mandioca hidratada, pronta para ir pra frigideira. Tanta praticidade fez muita gente trocar o p\u00e3ozinho pela tapioca no caf\u00e9 da manh\u00e3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse aumento no consumo j\u00e1 mexeu com os neg\u00f3cios no campo. Na lavoura de mandioca do agricultor Jos\u00e9 Domingos, no munic\u00edpio de Campo do Brito, agreste de Sergipe, a colheita \u00e9 feita uma vez por semana.<br \/>\nEm plena entressafra, o agricultor est\u00e1 aumentando a produ\u00e7\u00e3o. Em um hectare de \u00e1rea plantada, ele consegue colher uma tonelada de mandioca por m\u00eas, 30% a mais que em 2012.<br \/>\nFoi o clima que deu aos produtores de mandioca de Sergipe, condi\u00e7\u00f5es para colher o ano inteiro, inclusive na entressafra, que vai de dezembro a mar\u00e7o. Nos \u00faltimos dois anos choveu com mais regularidade e com intensidade moderada, o que \u00e9 bom para o desenvolvimento da planta. Al\u00e9m disso, a procura pela raiz tamb\u00e9m aumentou. \u201cO com\u00e9rcio aumentou muito e a\u00ed ficou bom para vender\u201d afirma Jos\u00e9 dos Santos.<br \/>\nAt\u00e9 pouco tempo, toda a produ\u00e7\u00e3o que vinha do campo era destinada diretamente \u00e0 fabrica\u00e7\u00e3o da farinha. Agora, isso est\u00e1 come\u00e7ando a mudar. A mandioca passa por outro beneficiamento para extrair uma goma, conhecida tamb\u00e9m como tapioca.<br \/>\nO processo come\u00e7a com a raiz descascada, depois a mandioca \u00e9 triturada e vira uma massa. Ela \u00e9 misturada com \u00e1gua, peneirada e em seguida descansa por cerca de quatro horas.<br \/>\nO produtor Jos\u00e9 Martins recebe por semana dez toneladas de mandioca. At\u00e9 pouco tempo ele s\u00f3 fazia farinha e agora resolveu diversificar e hoje faz tamb\u00e9m a tapioca. \u201cDepois que come\u00e7amos a fazer a tapioca, a renda melhorou\u201d, diz Jos\u00e9 Martins, dono da casa de farinha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No munic\u00edpio de Campo de Brito existem 350 casas de farinha e todas fabricam a tapioca. Em uma cooperativa de produtores de tapioca foram contratadas cinco funcion\u00e1rias para dar conta dos pedidos. Elas entregam a tapioca embalada a v\u00e1cuo. \u00c9 tanto servi\u00e7o que \u00e9 preciso fazer hora extra.<br \/>\nNos \u00faltimos dois anos, a produ\u00e7\u00e3o de tapioca em Campo do Brito aumentou de 18 para 30 toneladas ao m\u00eas. \u201cCom uma tonelada de mandioca eu consigo fazer de 250 a 260 quilos de farinha e 35 a 40 quilos de tapioca, ent\u00e3o eu ganho fazendo os dois produtos ao mesmo tempo\u201d, explica Paulo Concei\u00e7\u00e3o, diretor comercial da cooperativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<strong>Acompanhe o SE Not\u00edcias pelo <a href=\"https:\/\/twitter.com\/Senoticias\" target=\"_blank\">Twitter<\/a> e no <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/PortalSENoticias\" target=\"_blank\">Facebook.<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nInforma\u00e7\u00f5es do Portal Globo Rural.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A tapioca, uma del\u00edcia t\u00edpica da regi\u00e3o norte e nordeste, tamb\u00e9m est\u00e1 conquistando o paladar de quem vive no Sul e Sudeste do pa\u00eds e dando novo impulso \u00e0 produ\u00e7\u00e3o no campo. 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