{"id":66510,"date":"2014-07-02T08:06:09","date_gmt":"2014-07-02T11:06:09","guid":{"rendered":"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/?p=66510"},"modified":"2014-07-02T08:37:41","modified_gmt":"2014-07-02T11:37:41","slug":"jovem-homem-negro-e-o-perfil-dos-que-mais-morrem-de-forma-violenta-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/jovem-homem-negro-e-o-perfil-dos-que-mais-morrem-de-forma-violenta-no-pais\/","title":{"rendered":"Jovem, homem, negro \u00e9 o perfil dos que mais morrem de forma violenta no pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_66512\" style=\"width: 290px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/Negro.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-66512\" class=\"size-full wp-image-66512\" alt=\"Foto meramente ilustrativa.\" src=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/Negro.jpg\" width=\"280\" height=\"161\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-66512\" class=\"wp-caption-text\">Foto meramente ilustrativa.<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em m\u00e9dia, 100 a cada 1.000 jovens com idade entre 19 e 26 anos morreram de forma violenta no Brasil em 2012, mostra o\u00a0<em>Mapa da Viol\u00eancia 2014<\/em>, que considera morte violenta a resultante de homic\u00eddios, suic\u00eddios ou acidentes de transporte (que incluem mortes a\u00e9reas e marinhas, al\u00e9m das que ocorrem nas vias terrestres de circula\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estudo mostra ainda que a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 nova. Nos anos 1980, a taxa era 146 mortes por 100 mil jovens, e passou para 149, em 2012. A diferen\u00e7a tamb\u00e9m \u00e9 diagnosticada quando comparados homens e mulheres. Entre 1980 e 2012, no total das mulheres, as taxas passam de 2,3 para 4,8 homic\u00eddios por 100 mil. Um crescimento de 111%. Entre os homens, a taxa passa de 21,2 para 54,3. Um aumento de 156%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso dos suic\u00eddios, a pesquisa revela mortalidade tr\u00eas a quatro vezes maior no caso dos homens, no Brasil. Entre as d\u00e9cadas citadas, as taxas masculinas cresceram 84,9%. J\u00e1 as femininas, 15,8%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma terceira vari\u00e1vel chama a aten\u00e7\u00e3o na pesquisa: a vitimiza\u00e7\u00e3o dos negros \u00e9 bem maior que a de brancos. Morreram proporcionalmente 146,5% mais negros do que brancos no Brasil, em 2012. Considerando a d\u00e9cada entre 2002 e 2012, a vitimiza\u00e7\u00e3o negra, isso \u00e9, a compara\u00e7\u00e3o da taxa de morte desse segmento com a da popula\u00e7\u00e3o branca, mais que duplicou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o respons\u00e1vel pela an\u00e1lise, Julio Jacobo Waiselfisz, coordenador da \u00c1rea de Estudos da Viol\u00eancia da Faculdade Latino-Americana de Ci\u00eancias, o recorte racial ajuda a explicar o fato de n\u00e3o ter se verificado na pesquisa grandes mudan\u00e7as nas taxas globais de homic\u00eddios, embora o n\u00famero registrado a cada ano tenha aumentado. Os brancos t\u00eam morrido menos. Os negros, mais. Entre 2002 e 2012, por exemplo, o n\u00famero de homic\u00eddios de jovens brancos caiu 32,3% e o dos jovens negros aumentou 32,4%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com Jacobo, essa seletividade foi constru\u00edda por diversos mecanismos, entre os quais o desenvolvimento de pol\u00edticas p\u00fablicas de enfrentamento \u00e0 viol\u00eancia em \u00e1reas onde havia mais popula\u00e7\u00e3o branca do que negra, bem como o acesso, por parte dos brancos, \u00e0 seguran\u00e7a privada. Assim, os negros s\u00e3o exclu\u00eddos duplamente &#8211; pelo Estado e por causa do poder aquisitivo. \u201cIsso faz com que seja mais dif\u00edcil a morte de um branco do que a de um negro\u201d, destaca o soci\u00f3logo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele alerta que essa situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser encarada com naturalidade pela popula\u00e7\u00e3o brasileira. \u201cN\u00e3o pode haver a culpabiliza\u00e7\u00e3o da v\u00edtima\u201d, diz Jacobo, para quem o preconceito acaba justificando a viol\u00eancia contra setores vulner\u00e1veis. O soci\u00f3logo, que em 2013 recebeu o Pr\u00eamio Nacional de Seguran\u00e7a P\u00fablica e Direitos Humanos da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, defende o estabelecimento de pol\u00edticas de prote\u00e7\u00e3o espec\u00edficas, que respeitem os direitos dos diferentes grupos e busquem\u00a0garantir\u00a0a vida da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Siga o SE Not\u00edcias pelo <a href=\" https:\/\/twitter.com\/Senoticias\" target=\"_blank\">Twitter<\/a> e curta no <a href=\" https:\/\/www.facebook.com\/PortalSENoticias\" target=\"_blank\">Facebook<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Helena Martins &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em m\u00e9dia, 100 a cada 1.000 jovens com idade entre 19 e 26 anos morreram de forma violenta no Brasil em 2012, mostra o\u00a0Mapa da Viol\u00eancia 2014, que considera morte violenta a resultante de homic\u00eddios, suic\u00eddios ou acidentes de transporte (que incluem mortes a\u00e9reas e marinhas, al\u00e9m das que ocorrem nas vias terrestres de circula\u00e7\u00e3o). 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