{"id":60804,"date":"2014-03-08T12:28:53","date_gmt":"2014-03-08T15:28:53","guid":{"rendered":"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/?p=60804"},"modified":"2014-03-08T12:30:13","modified_gmt":"2014-03-08T15:30:13","slug":"mulheres-ja-ultrapassam-60-dos-formandos-em-nivel-superior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/mulheres-ja-ultrapassam-60-dos-formandos-em-nivel-superior\/","title":{"rendered":"Mulheres j\u00e1 ultrapassam 60% dos formandos em n\u00edvel superior"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_60806\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/conteudo_2_38762_20140308091303_531b094f95438.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-60806\" class=\"size-medium wp-image-60806\" alt=\"Em n\u00fameros absolutos, 643 mil estudantes do sexo feminino se formaram em 2012 diante de 407 mil do sexo masculino.\" src=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/conteudo_2_38762_20140308091303_531b094f95438-300x172.png\" width=\"300\" height=\"172\" srcset=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/conteudo_2_38762_20140308091303_531b094f95438-300x172.png 300w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/conteudo_2_38762_20140308091303_531b094f95438-342x196.png 342w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/conteudo_2_38762_20140308091303_531b094f95438.png 500w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-60806\" class=\"wp-caption-text\">Em n\u00fameros absolutos, 643 mil estudantes do sexo feminino se formaram em 2012 diante de 407 mil do sexo masculino.<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">A presen\u00e7a feminina vem crescendo cada vez mais na sociedade brasileira. No ensino superior, elas j\u00e1 s\u00e3o maioria h\u00e1 pelo menos duas d\u00e9cadas. Um levantamento feito pelo R7 com dados do MEC (Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o) apontou que em 1991 as mulheres representavam 59,9% das pessoas que se formavam no Pa\u00eds. Em 2012, esta participa\u00e7\u00e3o subiu para 61,2%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em n\u00fameros absolutos, 643 mil estudantes do sexo feminino se formaram em 2012 diante de 407 mil do sexo masculino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Fulvia Rosemberg, pesquisadora da Funda\u00e7\u00e3o Carlos Chagas e professora da PUC &#8211; SP (Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica), estes dados n\u00e3o surpreendem, mas mostram uma mudan\u00e7a de paradigma porque j\u00e1 est\u00e1 gerando questionamentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00f3 30% dos engenheiros no Pa\u00eds tiveram acesso a cursos de bom desempenho<br \/>\n\u2014 Isto n\u00e3o \u00e9 novidade, nem uma especificidade brasileira. Mesmo assim, vemos que agora as pessoas come\u00e7am a questionar como as mulheres permanecem em posi\u00e7\u00e3o hierarquicamente inferior aos homens em grande parte das esferas da vida social e p\u00fablica, mas n\u00e3o na educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A professora, que pesquisa este tema fazendo um comparativo com a maioria dos pa\u00edses do ocidente, diz que este perfil \u2014 que mostra as mulheres com escolaridade maior que os homens \u2014 se tornou uma realidade ap\u00f3s a retirada da \u00faltima barreira que dificultava o acesso das mulheres ao ensino superior no Brasil. Isto ocorreu por volta da d\u00e9cada de1970.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Estudantes que fizeram curso de forma\u00e7\u00e3o profissional no ensino m\u00e9dio eram impedidas de se inscrever em um curso superior. A legisla\u00e7\u00e3o educacional n\u00e3o permitia isso.<br \/>\nA maioria das mulheres que estavam no ensino m\u00e9dio na \u00e9poca tamb\u00e9m cursava a forma\u00e7\u00e3o profissional chamada normal (que as preparava para o magist\u00e9rio e para dar aulas), elas eram impedidas de frequentar um curso superior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Assim que essa lei foi alterada, voc\u00ea n\u00e3o teve mais barreiras que impediam o ingresso das mulheres no ensino superior, conta a especialista.<br \/>\nA professora ainda lembra que esta propor\u00e7\u00e3o \u00e9 relativa \u00e0 dedica\u00e7\u00e3o das mulheres aos estudos. O n\u00edvel de repet\u00eancia dos homens tamb\u00e9m \u00e9 maior nos outros n\u00edveis da educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Isto explica o fen\u00f4meno da educa\u00e7\u00e3o de base ter mais homens do que mulheres, ao contr\u00e1rio do que ocorre no n\u00edvel superior. As mulheres passam &#8220;mais r\u00e1pido&#8221; pela escola. A mulher \u00e9 melhor aluna que o homem, destaca a professora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Carreiras masculinas x femininas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No mercado de trabalho, diversas profiss\u00f5es ainda s\u00e3o separadas como atividades &#8220;femininas&#8221; e &#8220;masculinas&#8221;. A professora Fulvia, por\u00e9m, refor\u00e7a que est\u00e1 ocorrendo uma mudan\u00e7a gradual em diversas carreiras.<br \/>\nPara o engenheiro civil Osmar Barros J\u00fanior, vice-presidente do Crea-SP (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia), uma das profiss\u00f5es onde a invers\u00e3o do perfil foi mais relevante \u00e9 a engenharia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014Um aspecto importante \u00e9 que o preconceito diminuiu muito. Hoje voc\u00ea encontra mulheres trabalhando em canteiros de obras, alunas dos primeiros e segundo anos estagiando nestes locais, contou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dados dos \u00faltimos 21 anos com estat\u00edsticas de formando do MEC revela que o n\u00famero de mulheres concluintes do curso de engenharia cresceu 9%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, se as mulheres ganharam espa\u00e7o em lugares que eram essencialmente dominados pelos homens, vemos que o contr\u00e1rio ainda n\u00e3o ocorreu. Diversas profiss\u00f5es continuam com grande presen\u00e7a feminina, entre elas as \u00e1rea de pedagogia, servi\u00e7o social, enfermagem e biblioteconomia, onde o n\u00famero de mulheres formandas gira em torno de 90% dos alunos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a assistente social Maria Elisa dos Santos Fraga, conselheira do Cfess (Conselho Federal de Servi\u00e7o Social), isto ainda \u00e9 um reflexo do machismo da sociedade brasileira.<br \/>\n\u2014 Socialmente, as profiss\u00f5es voltadas para o cuidado de outras pessoas ainda s\u00e3o escolhas mais femininas. Isso acontece porque a mulher em uma sociedade machista e patriarcal como a nossa ainda tem um papel relacionado com o de quem &#8220;cuida&#8221;, finalizou Maria Elisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Com informa\u00e7\u00f5es do Portal R7\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Siga o SE Not\u00edcias pelo <a href=\"https:\/\/twitter.com\/Senoticias\" target=\"_blank\">Twitter <\/a>e curta no <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/PortalSENoticias?ref=hl\" target=\"_blank\">Facebook<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A presen\u00e7a feminina vem crescendo cada vez mais na sociedade brasileira. No ensino superior, elas j\u00e1 s\u00e3o maioria h\u00e1 pelo menos duas d\u00e9cadas. Um levantamento feito pelo R7 com dados do MEC (Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o) apontou que em 1991 as mulheres representavam 59,9% das pessoas que se formavam no Pa\u00eds. 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