{"id":56146,"date":"2013-11-27T21:07:39","date_gmt":"2013-11-28T00:07:39","guid":{"rendered":"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/?p=56146"},"modified":"2013-11-28T13:34:45","modified_gmt":"2013-11-28T16:34:45","slug":"mundo-perde-a-enciclopedia-da-bola-morre-o-alvinegro-nilton-santos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/mundo-perde-a-enciclopedia-da-bola-morre-o-alvinegro-nilton-santos\/","title":{"rendered":"Mundo perde a Enciclop\u00e9dia da bola: morre o alvinegro Nilton Santos"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fazia frio naquela noite de 8 de junho de 1958 em Uddevalla, cidadezinha na Su\u00e9cia. Ali, no est\u00e1dio Rimnersvallen, o Brasil estreava na Copa do Mundo contra a ent\u00e3o perigosa \u00c1ustria. A Sele\u00e7\u00e3o vencia por um 1 a 0, gol de Mazzola. O jogo n\u00e3o estava nada f\u00e1cil. Aos seis minutos do segundo tempo, um lance mudaria a partida e, de certa forma, contribuiria para uma nova ordem do futebol mundial. O time austr\u00edaco tentava atacar pelo lado direito. A bola foi lan\u00e7ada para o ponta Horak. Nilton Santos, o lateral-esquerdo brasileiro, \u00e0 \u00e9poca j\u00e1 com 33 anos, se antecipou. Tomou-lhe a bola e se lan\u00e7ou ao ataque.<\/p>\n<div id=\"attachment_56151\" style=\"width: 606px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/mosaico_niltonsantos_620.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-56151\" class=\"size-full wp-image-56151\" alt=\"Com a camisa alvinegra, Nilton Santos mostrou classe com a bola nos p\u00e9s. Recebeu o carinho da fam\u00edlia, de t\u00e9cnicos como Joel Santana. E posou aos p\u00e9s do Cristo Redentor. Na sele\u00e7\u00e3o brasileira, com Pel\u00e9 &amp; Cia., foi bicampe\u00e3o mundial nas Copas de 1958 e 1962 e foi pioneiro como lateral ofensivo (Foto: Editoria de Arte)\" src=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/mosaico_niltonsantos_620.jpg\" width=\"596\" height=\"1553\" srcset=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/mosaico_niltonsantos_620.jpg 596w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/mosaico_niltonsantos_620-115x300.jpg 115w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/mosaico_niltonsantos_620-342x891.jpg 342w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/mosaico_niltonsantos_620-300x781.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 596px) 100vw, 596px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-56151\" class=\"wp-caption-text\">Com a camisa alvinegra, Nilton Santos mostrou classe com a bola nos p\u00e9s. Recebeu o carinho da fam\u00edlia, de t\u00e9cnicos como Joel Santana. E posou aos p\u00e9s do Cristo Redentor. Na sele\u00e7\u00e3o brasileira, com Pel\u00e9 &amp; Cia., foi bicampe\u00e3o mundial nas Copas de 1958 e 1962 e foi pioneiro como lateral ofensivo (Foto: Editoria de Arte)<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211;<strong> Volta, Nilton! &#8211; berrava o t\u00e9cnico Vicente Feola, preocupad\u00edssimo com o contra-ataque.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como todo craque que se preza, Nilton Santos desobedeceu \u00e0s ordens do treinador. Voltar, nada. Seguiu na arrancada, incomum aos laterais, na \u00e9poca meros marcadores. Tabelou com Mazzola e, na \u00e1rea, tal como um atacante extraclasse, tocou com categoria por cima do goleiro: era o segundo gol brasileiro na vit\u00f3ria por 3 a 0 (assista ao v\u00eddeo acima). Ali come\u00e7ava o caminho do primeiro t\u00edtulo brasileiro. Ali come\u00e7ava uma nova forma de se atacar. Ali o mundo come\u00e7ava a conhecer, de fato, o maior lateral-esquerdo de todos os tempos. Nada menos que a Enciclop\u00e9dia do Futebol, como era carinhosamente chamado Nilton Santos, bicampe\u00e3o mundial pelo Brasil, tantas vezes campe\u00e3o pelo Botafogo, \u00fanico clube em que atuou e hoje chora, com todo o Brasil, a sua morte, aos 88 anos, ap\u00f3s infec\u00e7\u00e3o pulmonar e longa luta contra o mal de Alzheimer. O ex-jogador estava internado desde s\u00e1bado \u00e0 noite na Funda\u00e7\u00e3o Bela Lopes, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro, com complica\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao ser informado do falecimento, o presidente Maur\u00edcio Assump\u00e7\u00e3o imediatamente ordenou que a bandeira alvinegra fosse colocada a meio mastro na sede de General Severiano, e uma bandeira com o rosto do \u00eddolo tamb\u00e9m foi exposta. O ex-jogador ser\u00e1 velado no Sal\u00e3o Nobre da sede, na Zona Sul do Rio, com previs\u00e3o para in\u00edcio \u00e0s 20h, e o enterro est\u00e1 marcado para as 16h desta quinta-feira, no cemit\u00e9rio S\u00e3o Jo\u00e3o Batista, em Botafogo. O clube emitiu nota oficial de lamento pela morte, e a CBF decretou luto no futebol do pa\u00eds e a observa\u00e7\u00e3o de um minuto de sil\u00eancio nos jogos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o muitas as hist\u00f3rias emblem\u00e1ticas de Nilton dos Santos, nascido a 16 de maio de 1925 na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. Se em 1958 o craque mostrou que lateral podia atacar e at\u00e9 se aventurar a fazer gols &#8211; marcou 11 como profissional em toda a carreira, um n\u00famero alto para a \u00e9poca -, no bicampeonato mundial de 1962 fez da malandragem uma arma poderos\u00edssima para salvar o Brasil. Nilton Santos era Enciclop\u00e9dia at\u00e9 para consertar o pr\u00f3prio erro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi no jogo contra a Espanha, em Vi\u00f1a del Mar, no Chile, em 6 de junho (assista ao v\u00eddeo ao lado). A Sele\u00e7\u00e3o perdia por 1 a 0 e estava desnorteada quando o lateral derrubou na \u00e1rea o ponta Enrique Collar. Era p\u00eanalti. Mas o \u00e1rbitro estava distante do lance e n\u00e3o percebeu os dois passos \u00e0 frente de Nilton logo ap\u00f3s ter feito a falta. E esses passos o deixavam fora da \u00e1rea. Foi o suficiente para o chileno S\u00e9rgio Bustamante marcar falta. O Brasil acabou vencendo por 2 a 1 e caminhou rumo ao bicampeonato mundial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bastariam essas duas hist\u00f3rias para Nilton Santos entrar para a hist\u00f3ria do futebol. Mas Nilton Santos fez muito, muito mais. Era t\u00e3o bom e perfeito com a bola nos p\u00e9s que ganhou o apelido de Enciclop\u00e9dia. De fato, sabia tudo de bola. Que o digam os torcedores do Botafogo, beneficiados pela exclusividade de vibrar com as jogadas do maior lateral de todos os tempos &#8211; \u00e9 oficial, a Fifa reconheceu em 2000.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alto (1,84m), habilidoso (ambidestro), veloz, cl\u00e1ssico, elegante, forte. Nilton j\u00e1 era assim desde moleque, tanto no futebol de praia quanto no Flexeiras, onde chegou com 14 anos ap\u00f3s experi\u00eancia no remo, que lhe dera mais for\u00e7a f\u00edsica. E foi assim que se fez no Botafogo, onde chegou com 23 anos ap\u00f3s ter se destacado no time do Ex\u00e9rcito &#8211; era o \u00fanico soldado em meio a tenentes e capit\u00e3es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Santo baile de Garrincha<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao assinar contrato em branco com o clube, se tornou o maior soldado em preto e branco: \u00e9 o recordista de jogos (718 partidas), ganhou o Rio-S\u00e3o Paulo de 1962 e 1964 e foi campe\u00e3o carioca em 1954, 1957, 1961 e 1962. No bicampeonato estadual, formava o tima\u00e7o-base da Sele\u00e7\u00e3o bicampe\u00e3 mundial, com Didi, Zagallo, Amarildo&#8230; E Man\u00e9 Garrincha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ali\u00e1s, Garrincha e o ex-lateral estavam sempre ligados por causos curiosos. Nilton Santos era Enciclop\u00e9dia at\u00e9 para levar um baile. Foi o que aconteceu no primeiro treino do Man\u00e9 no clube alvinegro. O jogador das pernas tortas nem tomou conhecimento do astro botafoguense.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Ele me deu um baile. Pedi que o contratassem e o pusessem entre os titulares. Eu n\u00e3o queria enfrent\u00e1-lo de novo &#8211; disse certa vez, \u00e0s gargalhadas, o maior f\u00e3 da Alegria do Povo, como passou a ser chamado Man\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E o bom olheiro Nilton Santos era Enciclop\u00e9dia tamb\u00e9m para contar hist\u00f3rias. Fala mansa, sempre bem-humorado, se divertia tanto com os causos de Garrincha quanto com os duelos com o maior rival, o Flamengo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; O pessoal da imprensa instigava o Manga. E amanh\u00e3, Manga, como \u00e9 que vai ser? Sim, j\u00e1 peguei meu bicho adiantado (&#8230;) E a torcida do Flamengo ficava louca. Porque normalmente a gente ganhava. Nosso time era bom: Garrincha, Didi, Paulo Valentim, Quarentinha e Zagallo. E ainda tinha de fora o China. Tinha o Amarildo. Tinha um mont\u00e3o de gente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pelo sol<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As hist\u00f3rias de Nilton Santos est\u00e3o entre as mais saborosas do futebol desde sua estreia pelo Botafogo, em 1948, em amistoso contra o Am\u00e9rica Mineiro. Poucos sabem, mas foi Zez\u00e9 Moreira que, nos treinos, descobriu ser a lateral esquerda a posi\u00e7\u00e3o certa de Nilton Santos, e n\u00e3o o ataque, onde jogava nas peladas, ou a zaga, onde chegou a se pensar em lan\u00e7\u00e1-lo. Afinal, tinha bom porte, era seguro na marca\u00e7\u00e3o, se posicionava bem, se antecipava aos atacantes com facilidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ambidestro desde os tempos que ia de arquibancada assistir aos treinos de Zizinho, seu \u00eddolo, e participar das peladas na praia, Nilton Santos acabou assumindo a posi\u00e7\u00e3o diante da falta de bons canhotos na \u00e9poca. E gostava de dizer que marcava os atacantes pelo sol&#8230; Olhava pela sombra do advers\u00e1rio e tinha ali a refer\u00eancia do posicionamento correto para marc\u00e1-lo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os companheiros brincavam que, em dias nublados, Nilton Santos n\u00e3o teria muito o que fazer. O correto, no entanto, \u00e9 que o jogador era completo em qualquer situa\u00e7\u00e3o. Foi assim que se tornou \u00eddolo alvinegro. Para muitos, o maior de todos, n\u00e3o s\u00f3 por ter atuado mais vezes pelo clube como tamb\u00e9m pelo fato de a camisa gloriosa ter sido a \u00fanica que vestiu al\u00e9m da amarelinha da Sele\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quatro Copas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Sele\u00e7\u00e3o, Nilton Santos participou de quatro Copas do Mundo. Na trag\u00e9dia de 1950, foi preterido pelo t\u00e9cnico Fl\u00e1vio Costa e sequer entrou em campo. Quatro anos depois, estava Nilton Santos na Su\u00ed\u00e7a como titular, vestindo a camisa 3. A primeira partida em Mundiais foi na goleada por 5 a 0 sobre o M\u00e9xico. O lateral ainda atuou no empate por 1 a 1 com a Iugosl\u00e1via e na derrota por 4 a 2 para a Hungria, quando o Brasil sucumbiu diante de Puskas &amp; Cia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dois fiascos em Copas deram experi\u00eancia para o lateral, em 1958 e 1962, ser decisivo. Priimeiro com a camisa 12 e depois com a 6, foi dono da posi\u00e7\u00e3o e atuou nas 12 partidas da campanha do bicampeonato mundial. Nas 75 partidas oficiais e 10 n\u00e3o oficiais pela Sele\u00e7\u00e3o, marcou dois gols e ganhou outros t\u00edtulos, como o Sul-Americano de 1949, quando fez sua estreia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois que parou de jogar, Nilton Santos escreveu o livro &#8220;Minha bola, minha vida&#8221;, contando sua trajet\u00f3ria. Recebeu in\u00fameras homenagens do Botafogo, numa rela\u00e7\u00e3o de amor poucas vezes vista entre clube e jogador. E ainda contribuiu para o t\u00edtulo carioca de 1989, quebrando jejum de 21 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Prele\u00e7\u00e3o&#8221; em 1989<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00e1 aposentado, o eterno \u00eddolo alvinegro foi convidado a participar da prele\u00e7\u00e3o no vesti\u00e1rio do Maracan\u00e3 na final contra o Flamengo. L\u00e1, usou da &#8220;psicologia&#8221; e a boa e velha supersti\u00e7\u00e3o para injetar confian\u00e7a nos jogadores. Lembrou dos tempos vitoriosos contra o rival nos anos 1960. Quando perguntado sobre quem gostaria que estivesse ali, n\u00e3o pensou duas vezes:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; O Man\u00e9. Mas eu j\u00e1 rezei pra ele, e ele vai nos ajudar &#8211; disse o Enciclop\u00e9dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resultado final: Botafogo campe\u00e3o ao vencer por 1 a 0, gol de Maur\u00edcio usando a camisa 7 eternizada por Garrincha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Siga o SE Not\u00edcias no <a href=\"https:\/\/twitter.com\/\" target=\"_blank\">Twitter<\/a> e curta no <a href=\" https:\/\/www.facebook.com\/PortalSENoticias\" target=\"_blank\">Facebook<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse e muitos outros causos com o compadre Garrincha fazem parte do arquivo de mem\u00f3rias do eterno craque. Celebrado por \u00eddolos como Jairzinho, Paulo Cezar, Marinho Chagas, Garrincha, Didi, Zagallo e Junior e jornalistas como Armando Nogueira (assista ao v\u00eddeo acima com um conto), Jo\u00e3o Saldanha, Sandro Moreyra, Jo\u00e3o M\u00e1ximo, Marcos de Castro e tantos outros, a Enciclop\u00e9dia estar\u00e1 sempre na cabeceira dos que amam o futebol.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro Fazia frio naquela noite de 8 de junho de 1958 em Uddevalla, cidadezinha na Su\u00e9cia. Ali, no est\u00e1dio Rimnersvallen, o Brasil estreava na Copa do Mundo contra a ent\u00e3o perigosa \u00c1ustria. A Sele\u00e7\u00e3o vencia por um 1 a 0, gol de Mazzola. O jogo n\u00e3o estava nada f\u00e1cil. 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