{"id":54983,"date":"2013-11-04T18:45:23","date_gmt":"2013-11-04T21:45:23","guid":{"rendered":"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/?p=54983"},"modified":"2013-11-04T18:45:23","modified_gmt":"2013-11-04T21:45:23","slug":"tribunal-de-justica-de-sergipe-anula-juri-que-condenou-o-juiz-francisco-de-novais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/tribunal-de-justica-de-sergipe-anula-juri-que-condenou-o-juiz-francisco-de-novais\/","title":{"rendered":"Tribunal de Justi\u00e7a de Sergipe anula j\u00fari que condenou o juiz Francisco de Novais"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/justica-250x181.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-54985\" alt=\"\" src=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/justica-250x181-300x217.jpg\" width=\"300\" height=\"217\" srcset=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/justica-250x181-300x217.jpg 300w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/justica-250x181-342x247.jpg 342w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/justica-250x181-90x65.jpg 90w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/justica-250x181.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A C\u00e2mara Criminal do Tribunal de Justi\u00e7a de Sergipe (TJSE) anulou, por unanimidade, nos autos da Apela\u00e7\u00e3o Criminal n\u00ba 094\/2002 (Processo n\u00ba 2002302671), o julgamento do Tribunal do J\u00fari que condenou o juiz Francisco Melo de Novais \u00e0 pena de 18 (dezoito) anos e 06 (seis) meses de reclus\u00e3o, a ser cumprida em regime fechado, pelo homic\u00eddio do promotor Valdir de Freitas Dantas. Com a decis\u00e3o da C\u00e2mara Criminal, da qual cabe recurso, o juiz ser\u00e1 submetido a novo julgamento pelo Tribunal do J\u00fari.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O relator da Apela\u00e7\u00e3o, Des. Edson Ulisses de Melo, inicialmente rejeitou as preliminares de Incompet\u00eancia Absoluta por ofensa aos Princ\u00edpios do Juiz Natural, da Inamovibilidade e da Indisponibilidade da Compet\u00eancia. \u201cObservo, ao compulsar o hist\u00f3rico da demanda de origem, que esta mat\u00e9ria j\u00e1 foi decidida pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a, nos termos do voto relatado pelo Eminente Ministro Gilson Dipp, no Habeas Corpus n\u00ba 20.927-SE (2002\/0018640-7), e confirmado pelo Supremo Tribunal Federal, atrav\u00e9s do julgamento do Recurso Ordin\u00e1rio em Habeas Corpus de n\u00ba 82.548-SE, da relatoria do Ministro Carlos Velloso. Ante a rejei\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria pelos Tribunais Superiores e, visando preservar o duplo grau de jurisdi\u00e7\u00e3o, entendo que a an\u00e1lise da preliminar deve ser rejeitada em raz\u00e3o da efic\u00e1cia preclusiva da coisa julgada\u201d, afirmou o desembargador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>Siga o SE Not\u00edcias no\u00a0<span style=\"color: #ff0000;\"><a href=\"https:\/\/twitter.com\/senoticias  \" target=\"_blank\"><span style=\"color: #ff0000;\">Twitter<\/span><\/a><\/span>\u00a0e curta no<span style=\"color: #ff0000;\">\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/PortalSENoticias\" target=\"_blank\"><span style=\"color: #ff0000;\">Facebook<\/span><\/a><\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No m\u00e9rito, o relator salientou que a Constitui\u00e7\u00e3o Federal garante ao Tribunal do J\u00fari a soberania de veredictos, mas que n\u00e3o se pode perder de vista que o artigo 593, inciso III, al\u00ednea d, e \u00a7 3\u00ba, do C\u00f3digo de Processo Penal, autoriza a anula\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o do Conselho de Senten\u00e7a desde que manifestamente contr\u00e1ria \u00e0 prova dos autos. \u201cA anula\u00e7\u00e3o se imp\u00f5e quando os jurados decidem arbitrariamente, dissociando-se de toda e qualquer evid\u00eancia probat\u00f3ria, garantindo-se, assim, que seja o r\u00e9u submetido a novo julgamento pelo Tribunal Popular\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para fundamentar o seu entendimento, o magistrado explicou que apesar da conclus\u00e3o adotada pelo Conselho de Senten\u00e7a, a prova testemunhal juntada aos autos n\u00e3o \u00e9 concludente de que o r\u00e9u \u00e9 autor do fato a ele imputado e, por isso, deve ser realizado novo julgamento para melhor averigua\u00e7\u00e3o das provas existentes nos autos. \u201cEste entendimento decorre do fato de que, ao serem interrogados os corr\u00e9us na primeira fase processual, em que pese \u00e0s contradi\u00e7\u00f5es existentes em seus depoimentos, estes n\u00e3o apontaram o r\u00e9u Francisco Melo de Novais como mandante do homic\u00eddio que vitimou o Promotor de Justi\u00e7a Valdir Freitas Dantas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cIn casu, o que se extrai do contexto probante \u00e9 que as circunst\u00e2ncias f\u00e1ticas demonstram a exist\u00eancia de ind\u00edcios da participa\u00e7\u00e3o do r\u00e9u em condutas diversas do homic\u00eddio ora apurado, de forma que a anula\u00e7\u00e3o da sess\u00e3o plen\u00e1ria se imp\u00f5e para que seja oportunizada aos Jurados uma nova avalia\u00e7\u00e3o das provas, a fim de concluir, pela responsabiliza\u00e7\u00e3o, ou n\u00e3o, criminal do Apelante\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao final, o magistrado concluiu que, ap\u00f3s a an\u00e1lise de todo o acervo probat\u00f3rio, o posicionamento adotado pelo J\u00fari foi manifestamente contr\u00e1rio \u00e0 prova dos autos. \u201cConcluo restar configurada a hip\u00f3tese inserta no art. 593, III, \u201cd\u201d, do CPP, e, por conseguinte, deve ser anulado o julgamento realizado pelo Tribunal do J\u00fari a fim de que o r\u00e9u seja submetido a um novo julgamento\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ascom TJ\/SE<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A C\u00e2mara Criminal do Tribunal de Justi\u00e7a de Sergipe (TJSE) anulou, por unanimidade, nos autos da Apela\u00e7\u00e3o Criminal n\u00ba 094\/2002 (Processo n\u00ba 2002302671), o julgamento do Tribunal do J\u00fari que condenou o juiz Francisco Melo de Novais \u00e0 pena de 18 (dezoito) anos e 06 (seis) meses de reclus\u00e3o, a ser cumprida em regime fechado, 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