{"id":52703,"date":"2013-09-13T20:10:39","date_gmt":"2013-09-13T23:10:39","guid":{"rendered":"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/?p=52703"},"modified":"2013-09-16T14:37:27","modified_gmt":"2013-09-16T17:37:27","slug":"justica-decide-que-usuario-pode-compartilhar-sinal-de-internet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/justica-decide-que-usuario-pode-compartilhar-sinal-de-internet\/","title":{"rendered":"Justi\u00e7a decide que usu\u00e1rio pode compartilhar sinal de internet"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Do UOL, em S\u00e3o Paulo<\/strong><\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_25821\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/lanhouse_internet_ernesto_rodrigues_ae.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-25821\" class=\"size-medium wp-image-25821\" alt=\"Justi\u00e7a decide que usu\u00e1rio pode compartilhar sinal de internet. (Foto: AE)\" src=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/lanhouse_internet_ernesto_rodrigues_ae-300x200.jpg\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/lanhouse_internet_ernesto_rodrigues_ae-300x200.jpg 300w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/lanhouse_internet_ernesto_rodrigues_ae-342x228.jpg 342w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/lanhouse_internet_ernesto_rodrigues_ae.jpg 588w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-25821\" class=\"wp-caption-text\">Justi\u00e7a decide que usu\u00e1rio pode compartilhar sinal de internet. (Foto: AE)<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Tribunal Regional Federal (TRF) da 1\u00aa Regi\u00e3o negou nesta sexta-feira (13) recurso apresentado pelo MPF (Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal) que caracterizava o compartilhamento de sinal de internet como crime. Segundo a decis\u00e3o do TRF, que foi un\u00e2nime, o compartilhamento e a retransmiss\u00e3o n\u00e3o configuram atividades clandestinas de telecomunica\u00e7\u00f5es. Ainda cabe recurso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A atividade seria um &#8220;Servi\u00e7o de Valor Adicionado&#8221; e, portanto, n\u00e3o est\u00e1 relacionada ao crime de &#8221;desenvolver clandestinamente atividades de telecomunica\u00e7\u00e3o&#8221;, tipificado no artigo 183 da Lei n.\u00ba 9.472\/1997.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na apela\u00e7\u00e3o, o MPF sustentava que, na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o de provedor de internet via ondas de r\u00e1dio, estariam embutidos dois servi\u00e7os: um de valor adicionado e outro de telecomunica\u00e7\u00f5es. Sendo assim, o servi\u00e7o de comunica\u00e7\u00e3o multim\u00eddia seria uma &#8220;atividade de telecomunica\u00e7\u00e3o&#8221;, e o r\u00e9u na a\u00e7\u00e3o movida pelo MPF deveria ser condenado pela pr\u00e1tica de explora\u00e7\u00e3o clandestina dessa atividade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os argumentos do MPF foram contestados pelo relator do processo, o juiz federal Carlos D&#8217;Avila Teixeira. Ele considerou a conduta do r\u00e9u &#8220;irrelevante jur\u00eddico-penalmente&#8221;. &#8220;Bastou a simples instala\u00e7\u00e3o de uma antena e de um roteador wireless para que fosse poss\u00edvel a efetiva transmiss\u00e3o de sinal de internet por meio de radiofreq\u00fc\u00eancia. Portanto, a conduta do r\u00e9u resume-se \u00e0 mera amplia\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o de internet banda larga regularmente contratado, o que n\u00e3o configura il\u00edcito penal&#8221;, explicou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda segundo o magistrado, n\u00e3o ficou constatada no caso analisado &#8221;nenhuma interfer\u00eancia radioel\u00e9trica efetiva&#8221; que pudesse causar danos a terceiros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O crime no compartilhamento do sinal de internet s\u00f3 ocorreria, prossegue Teixeira, na &#8220;transmiss\u00e3o, emiss\u00e3o ou recep\u00e7\u00e3o, por fio, radioeletricidade, meios \u00f3ptico ou qualquer outro processo eletromagn\u00e9tico de s\u00edmbolos, caracteres, sinais, escritos, imagens, sons ou informa\u00e7\u00f5es de qualquer natureza&#8221;, o que n\u00e3o foi constatado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como funciona<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para comercializar link de internet, o interessado deve ter uma licen\u00e7a de provedor que \u00e9 dada pela Anatel. Chamada de licen\u00e7a de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o SCM (Servi\u00e7o de Comunica\u00e7\u00e3o Multim\u00eddia), a autoriza\u00e7\u00e3o \u00e9 dada pelo \u00f3rg\u00e3o p\u00fablico ap\u00f3s o comprometimento do envio de relat\u00f3rios sobre a rede para o \u00f3rg\u00e3o e o pagamento de uma taxa de R$ 9.000. No site da Anatel, h\u00e1 mais informa\u00e7\u00f5es de como proceder.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m da vantagem de poder comercializar internet, os licenciados tamb\u00e9m t\u00eam direito de comprar links dedicados de internet. Diferente dos provedores comuns, os links dedicados oferecem velocidade integral contratada. Se for acordado que a internet \u00e9 de 10 Mbps, esta velocidade deve ser entregue de forma integral pela empresa \u2013 logicamente, o pre\u00e7o pelo servi\u00e7o \u00e9 proporcional \u00e0 qualidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 poss\u00edvel ainda ter uma licen\u00e7a para compartilhar internet entre diferentes im\u00f3veis sem fins comerciais. Ela \u00e9 chamada SLP (Servi\u00e7o Limitado Privado) e custa R$ 400. No site da Anatel, h\u00e1 mais detalhes do processo para adquirir a licen\u00e7a SLP.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>(Com Converg\u00eancia Digital)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Do UOL, em S\u00e3o Paulo O Tribunal Regional Federal (TRF) da 1\u00aa Regi\u00e3o negou nesta sexta-feira (13) recurso apresentado pelo MPF (Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal) que caracterizava o compartilhamento de sinal de internet como crime. 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