{"id":52065,"date":"2013-08-28T19:48:37","date_gmt":"2013-08-28T22:48:37","guid":{"rendered":"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/?p=52065"},"modified":"2013-08-29T10:52:23","modified_gmt":"2013-08-29T13:52:23","slug":"com-ippon-na-final-rafaela-silva-se-torna-a-1a-campea-mundial-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/com-ippon-na-final-rafaela-silva-se-torna-a-1a-campea-mundial-do-brasil\/","title":{"rendered":"Com ippon na final, Rafaela Silva se torna a 1\u00aa campe\u00e3 mundial do Brasil"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #888888;\"><em><strong>Por Raphael Andriolo e Thierry Gozzer<\/strong><\/em><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #888888;\"><em><strong>Globo Esporte\/Rio de Janeiro<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 dois anos, a medalha de ouro escapou das m\u00e3os de Rafaela Silva. Ela viu a japonesa Aiko Sato ocupar o lugar que ela queria estar e teve que se contentar com a prata no Mundial de Paris. No ano passado, chegou com grandes chances \u00e0s Olimp\u00edadas de Londres, mas viu seu mundo desabar com a elimina\u00e7\u00e3o por conta de um golpe proibido. Quis o destino que a carioca da Cidade de Deus entrasse para a hist\u00f3ria do jud\u00f4 brasileiro dentro de casa, no Maracan\u00e3zinho, diante de uma torcida barulhenta. Com menos de um minuto de luta ela aplicou um ippon na americana Marti Malloy e se tornou a primeira mulher brasileira campe\u00e3 mundial no jud\u00f4.<\/p>\n<div id=\"attachment_52066\" style=\"width: 606px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/jud_rafaelasilva_marciorodrigues2_fotocomm.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-52066\" class=\"size-full wp-image-52066\" alt=\" Rafaela levanta as m\u00e3os para o c\u00e9u ap\u00f3s ippon que lhe rendeu o ouro (Foto: Marcio Rodrigues \/ Fotocom)\" src=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/jud_rafaelasilva_marciorodrigues2_fotocomm.jpg\" width=\"596\" height=\"452\" srcset=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/jud_rafaelasilva_marciorodrigues2_fotocomm.jpg 596w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/jud_rafaelasilva_marciorodrigues2_fotocomm-300x227.jpg 300w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/jud_rafaelasilva_marciorodrigues2_fotocomm-342x259.jpg 342w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/jud_rafaelasilva_marciorodrigues2_fotocomm-60x45.jpg 60w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/jud_rafaelasilva_marciorodrigues2_fotocomm-150x113.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 596px) 100vw, 596px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-52066\" class=\"wp-caption-text\"><br \/>Rafaela levanta as m\u00e3os para o c\u00e9u ap\u00f3s ippon que lhe rendeu o ouro (Foto: Marcio Rodrigues \/ Fotocom)<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; O \u00faltimo Mundial bateu na trave, entrei dessa vez para levar a medalha na minha casa, na minha cidade. Eu n\u00e3o podia deixar meu bra\u00e7o esticado e nem ir para o ch\u00e3o. No Pan-Americano por equipes, perdi para ela no ch\u00e3o. Pensei: &#8220;vou entrar, vou ficar bem justa&#8221;. Eu vi que ela caiu, mas, no momento, do jeito que ela caiu, tentei pegar o bra\u00e7o. Olhei para a mesa, e o \u00e1rbitro resolveu dar o ippon &#8211; disse Rafaela ao SporTV, ainda sem acreditar no que tinha feito dentro do tatame.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dessa vez, o choro n\u00e3o foi de desespero nem de tristeza. A menina de 21 anos chorou de alegria. Antes dela, apenas Jo\u00e3o Derly, duas vezes (2005 e 2007), Tiago Camilo (2007) e Luciano Correa (2007) haviam subido no lugar mais alto do p\u00f3dio em um Mundial de jud\u00f4.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi a terceira medalha do Brasil em tr\u00eas dias de competi\u00e7\u00e3o. Na segunda, a campe\u00e3 ol\u00edmpica Sarah Menezes conquistou o bronze entre os ligeiros. Na ter\u00e7a foi a vez de \u00c9rika Miranda levar a prata no meio-leve. E agora Rafaela Silva \u00e9 ouro no peso leve. O SporTV transmite o Mundial do Rio ao vivo, e o GLOBOESPORTE.COM acompanha tudo em Tempo Real com v\u00eddeos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> O caminho at\u00e9 o ouro in\u00e9dito<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rafaela Silva come\u00e7ou o dia justamente lutando contra uma americana. Hana Carmichael fez jogo duro, dificultou a vida da brasileira, mas n\u00e3o conseguiu evitar os dois yukos que deram a vit\u00f3ria para Rafaela. Em casa, ela ia ganhando confian\u00e7a \u00e0 medida que a torcida gritava seu nome no Maracan\u00e3zinho. No entanto, a luta mais dura ainda estava por vir. Contra a romena Loredana Ohai, muita emo\u00e7\u00e3o, de levantar o torcedor na arquibancada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As duas chegaram ao terceiro minuto de luta, dos cinco totais, sem pontuar, mas a romena tinha duas puni\u00e7\u00f5es, contra apenas uma da brasileira. Faltando pouco mais de um minuto para o fim do combate, Loredana conseguiu um yuko, e Rafaela se viu em desvantagem. Abriu os bra\u00e7os, reclamou da pontua\u00e7\u00e3o contra e perdeu a concentra\u00e7\u00e3o. Com isso, entrou nos segundos finais precisando encaixar um golpe perfeito ou quase perfeito para n\u00e3o ser eliminada em sua pr\u00f3pria casa. Mas a 15 segundos de o cron\u00f4metro zerar veio o wazari salvador, que a colocou \u00e0 frente do marcador novamente e a classificou para as quartas de final.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A vaga na semifinal veio em um reencontro Brasil x Kosovo. Se na ter\u00e7a-feira \u00c9rika Miranda perdeu o ouro para Majlinda Kelmendi, nesta quarta Rafaela Silva n\u00e3o deu chances para Nora Gjakova. A atleta do Kosovo bem que tentou, mas a carioca aplicou um ippon ainda no in\u00edcio do combate e avan\u00e7ou para enfrentar a n\u00famero um do mundo da categoria na semi, a francesa Automne Pavia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O hist\u00f3rico entre Pavia e Rafaela era equilibrado. Uma vit\u00f3ria para cada lado. E assim foi a luta. As duas disputavam pegada e n\u00e3o atacavam. O \u00e1rbitro aplicou duas puni\u00e7\u00f5es para cada uma. O duelo continuou truncado, mas a brasileira conseguia aplicar alguns golpes. Foi quando uma entrada encaixou, e a carioca conseguiu um wazari, imobilizou, deixou a francesa escapar e pegou o bra\u00e7o para uma chave. A francesa deu a batida indicando fim de luta, mas o juiz n\u00e3o viu, apesar dos apelos de Rafaela (veja o v\u00eddeo ao lado). A luta seguiu, mas n\u00e3o havia mais tempo para rea\u00e7\u00e3o. A brasileira estava mais uma vez na decis\u00e3o de um mundial, dois anos depois de Paris.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tudo conspirava a favor da brasileira, judoca do Instituto Rea\u00e7\u00e3o, projeto criado por Fl\u00e1vio Canto, medalhista ol\u00edmpico na modalidade e hoje apresentador. No retrospecto entre Rafaela e Malloy, goleada. A carioca j\u00e1 havia lutado com a americana sete vezes e vencido seis &#8211; inclusive uma este ano, no Pan de San Jos\u00e9. E a vantagem foi ampliada: 7 a 1. Rafaela precisou de menos de um minuto para jogar a rival no ch\u00e3o. Mas teve que esperar para comemorar. O \u00e1rbitro assinalou wazari. Mas, depois de ouvir os \u00e1rbitros da mesa por um ponto eletr\u00f4nico, corrigiu a marca\u00e7\u00e3o e deu ippon. Rafaela chorou antes mesmo de o juiz confirmar a vit\u00f3ria: enfim, podia gritar que era campe\u00e3 mundial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais cedo, na mesma categoria que Rafaela, Ketleyn Quadros foi eliminada ap\u00f3s vencer a h\u00fangara Hedvig Karakas na estreia. Ela caiu justamente diante da americana Marti Malloy, medalha de prata. Bruno Mendon\u00e7a tamb\u00e9m perdeu e n\u00e3o foi ao p\u00f3dio. Ele venceu as duas primeiras lutas contra Felipe Caceres, do Chile, e Terence Junior Kouamba Poutoukou, do Gab\u00e3o, mas foi eliminado por Aliaksei Ramanchyk, de Belarus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta quinta-feira \u00e9 a vez dos judocas da categoria meio-m\u00e9dio entrarem no tatame. Victor Penalber, l\u00edder da categoria at\u00e9 81kg, e Katherine Campos, at\u00e9 63kg, competem no Mundial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Classifica\u00e7\u00e3o categoria leve feminino (57kg)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1\u00b0 Rafaela Silva (BRA)<br \/>\n2\u00b0 Marti Malloy (EUA)<br \/>\n3\u00b0 Vlora Bedeti (ESL)<br \/>\n3\u00b0 Miryam Roper (ALE)<br \/>\nClassifica\u00e7\u00e3o categoria leve masculino (73kg)<br \/>\n1\u00b0 Shohei Ono (JPN)<br \/>\n2\u00b0 Ugo Legrand (FRA)<br \/>\n3\u00b0 Dex Elmont (HOL)<br \/>\n3\u00b0 Dirk Van Tichelt (BEL)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Por Raphael Andriolo e Thierry Gozzer Globo Esporte\/Rio de Janeiro &nbsp; H\u00e1 dois anos, a medalha de ouro escapou das m\u00e3os de Rafaela Silva. Ela viu a japonesa Aiko Sato ocupar o lugar que ela queria estar e teve que se contentar com a prata no Mundial de Paris. 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