{"id":49263,"date":"2013-06-13T05:55:55","date_gmt":"2013-06-13T08:55:55","guid":{"rendered":"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/?p=49263"},"modified":"2013-06-14T10:17:02","modified_gmt":"2013-06-14T13:17:02","slug":"presidente-da-camara-apoia-projeto-de-lei-que-flexibiliza-ficha-limpa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/presidente-da-camara-apoia-projeto-de-lei-que-flexibiliza-ficha-limpa\/","title":{"rendered":"Presidente da C\u00e2mara apoia projeto de lei que flexibiliza Ficha Limpa"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Josias de Souza\/UOL<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_49264\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/size_590_O_deputado_Henrique_Eduardo_Alves_PMDB-RN_eleito_presidente_da_C\u00e2mara_dos_Deputados.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-49264\" class=\"size-medium wp-image-49264\" title=\"\" src=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/size_590_O_deputado_Henrique_Eduardo_Alves_PMDB-RN_eleito_presidente_da_C\u00e2mara_dos_Deputados-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/size_590_O_deputado_Henrique_Eduardo_Alves_PMDB-RN_eleito_presidente_da_C\u00e2mara_dos_Deputados-300x225.jpg 300w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/size_590_O_deputado_Henrique_Eduardo_Alves_PMDB-RN_eleito_presidente_da_C\u00e2mara_dos_Deputados-342x256.jpg 342w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/size_590_O_deputado_Henrique_Eduardo_Alves_PMDB-RN_eleito_presidente_da_C\u00e2mara_dos_Deputados-60x45.jpg 60w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/size_590_O_deputado_Henrique_Eduardo_Alves_PMDB-RN_eleito_presidente_da_C\u00e2mara_dos_Deputados-150x113.jpg 150w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/size_590_O_deputado_Henrique_Eduardo_Alves_PMDB-RN_eleito_presidente_da_C\u00e2mara_dos_Deputados-269x201.jpg 269w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/size_590_O_deputado_Henrique_Eduardo_Alves_PMDB-RN_eleito_presidente_da_C\u00e2mara_dos_Deputados.jpg 590w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-49264\" class=\"wp-caption-text\">Deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) presidente da C\u00e2mara dos Deputados.(Jose Cruz\/ABr)<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">O presidente da C\u00e2mara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), declarou-se favor\u00e1vel ao projeto de lei complementar que prev\u00ea a flexibiliza\u00e7\u00e3o da Lei da Ficha Limpa. \u201cH\u00e1 alguns exageros\u201d, disse o deputado em entrevista ao blog. Ao exemplificar, afirmou que \u201cum parecer de um tribunal de contas n\u00e3o pode inviabilizar a decis\u00e3o sobre a candidatura de um prefeito.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O abrandamento da Ficha Limpa est\u00e1 sendo discutido no contexto de uma minireforma da legisla\u00e7\u00e3o eleitoral que a C\u00e2mara quer votar at\u00e9 o final do m\u00eas. A proposta elimina a possibilidade de serem considerados \u2018fichas sujas\u2019, ineleg\u00edveis por oito anos, os prefeitos, governadores e presidentes cujas contas tenham sido rejeitadas pelos tribunais de contas dos munic\u00edpios, dos Estados e da Uni\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme j\u00e1 noticiado aqui, alega-se que cabe \u00e0s Casas legislativas dar a palavra final sobre a regularidade das contas. Henrique endossa a iniciativa.\u201d Declara que \u201ca Ficha Limpa foi um avan\u00e7o\u201d, mas \u201cn\u00e3o pode ser injusta\u201d. Promete o \u201cajuste\u201d sera debatido \u00e0s claras. \u201cN\u00e3o vai ser uma mat\u00e9ria clandestina, votada de madrugada.\u201d A minireforma engloba outros temas. A ideia \u00e9 que vigore j\u00e1 na elei\u00e7\u00e3o de 2014.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em v\u00e1rios pontos da entrevista, Henrique Alves falou sobre o paradoxo que inferniza o governo na C\u00e2mara: dono de um bloco de apoio que soma mais de 400 votos, o Planalto sofre para arrastar at\u00e9 o plen\u00e1rio 257 deputados, qu\u00f3rum m\u00ednimo para iniciar uma sess\u00e3o deliberativa. A causa? Como que inspirado no brocardo segundo o qual quem avisa amigo \u00e9, o presidente da C\u00e2mara apontou para a sala de Dilma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Henrique, a ministra Ideli Salvatti, coordenadora pol\u00edtica do governo, \u201c\u00e9 muito mais v\u00edtima do que culpada.\u201d Sua autonomia \u00e9 limitada. Os outros ministros n\u00e3o atendem aos pedidos dela. \u201cEssa quest\u00e3o da delimita\u00e7\u00e3o de poder, de autonomia, de formata\u00e7\u00e3o de espa\u00e7o logicamente quem d\u00e1 \u00e9 a presidenta da Rep\u00fablica\u201d, afirmou o presidente da C\u00e2mara.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cabe a Dilma tamb\u00e9m disciplinar o preenchimento dos cargos de escal\u00f5es inferiores dos minist\u00e9rios. Acomodados recentemente nas pastas da Avia\u00e7\u00e3o Civil e dos Transportes, Moreira Franco (PMDB) e Cesar Borges (PR) n\u00e3o puderam compor suas equipes. Segundo Henrique, isso ecoa na C\u00e2mara. \u201c\u00c9 natural que o partido queira o ministro, mas que n\u00e3o seja rainha da Inglaterra.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Provocado, o entrevistado comparou Dilma ao antecessor. \u201c\u00c9 muito diferente. O presidente Lula tinha a caracter\u00edstica de conversar mais, de reunir mais. [\u2026] J\u00e1 a presidenta Dilma \u00e9 mais objetiva. Com ela \u00e9 mais o sim e o n\u00e3o. N\u00e3o tem o cinza. \u00c9 o preto ou o branco. Na pol\u00edtica, \u00e0s vezes, tem um cinza, que depois se torna branco.\u201d Falta uma pitada de Lula em Dilma? \u201cAh, se pudesse pedir a Deus um milagre e somar os dois\u2026\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na opini\u00e3o de Henrique, a ebuli\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara foi precipitada pela antecipa\u00e7\u00e3o da campanha presidencial. O debate nacional envenenou as prov\u00edncias. \u201cNo meu Estado, j\u00e1 tem prefeito e vereador me procurando para discutir detalhes da campanha. Parece que a elei\u00e7\u00e3o \u00e9 em outubro, agora, n\u00e3o no pr\u00f3ximo ano.\u201d Passou a vigorar o que muitos pol\u00edticos chamam de Lei de Murici: cada um cuida de si.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cN\u00f3s queremos a reelei\u00e7\u00e3o da Dilma, mas todos n\u00f3s queremos nos reeleger tamb\u00e9m\u201d, resumiu Henrique. \u201cEnt\u00e3o, \u00e9 hora de atender \u00e0s demandas.\u201d O problema, diz ele, \u00e9 que o governo s\u00f3 tem olhos para o PAC. E a desaten\u00e7\u00e3o \u201ccome\u00e7a a gerar uma ansiedade muito grande nos parlamentares.\u201d Algo que considera natural. \u201cFaz parte, sim, do governo, da sua base, pressionar legitimamente para que essas demandas possam chegar aos seus Estados e munic\u00edpios.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 contra esse pano de fundo que ser\u00e1 votada a proposta que torna impositiva a execu\u00e7\u00e3o das emendas que os congressistas acomodam no Or\u00e7amento da Uni\u00e3o. O governo \u00e9 contra. Mas Henrique bate o p\u00e9: \u201cO parlamentar n\u00e3o pode ficar se humilhando para liberar uma emenda. Est\u00e1 na hora de acabar com isso. Eu quero acabar. At\u00e9 o m\u00eas de julho esta Casa vota o Or\u00e7amento impositivo.\u201d Como \u201cconcess\u00e3o\u201d ao governo, ele prop\u00f4s aos colegas uma redu\u00e7\u00e3o no total de emendas a que cada um tem direito: em vez de R$ 15 milh\u00f5es, R$ 10 milh\u00f5es por ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">L\u00edder do governo na C\u00e2mara, o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) disse acreditar que a iniciativa ser\u00e1 barrada no Senado. Henrique discorda: \u201cAchei infeliz a declara\u00e7\u00e3o. Qual \u00e9 a diferen\u00e7a do deputado para o senador? Da base que eu venho vem o senador. Os pleito que eu vou buscar l\u00e1, ele recebe tamb\u00e9m. N\u00e3o acredito [que os senadores rejeitem a proposta]. Essa emenda \u00e9 um resgate ao altivez do Parlamento.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Instado a comentar o \u00faltimo Datafolha, Henrique atribuiu \u00e0 infla\u00e7\u00e3o a queda de oito pontos percentuais na popularidade de Dilma. N\u00e3o deu grande import\u00e2ncia ao fato. \u201cEla estava superbem avaliada e ficou muito bem avaliada ainda.\u201d Acredita que, reduzindo-se a carestia, Dilma volta \u00e0 categoria de \u201csuper\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Henrique achou normal tamb\u00e9m o crescimento da taxa de inten\u00e7\u00e3o de voto de A\u00e9cio Neves de 10% para 14%. Prev\u00ea que o tucano crescer\u00e1 \u201cmais ainda\u201d. Imagina que a sucess\u00e3o de 2014 ser\u00e1 novamente polarizada entre PT e PSDB. Otimista, prev\u00ea que a chapa Dilma-Michel Temer prevalecer\u00e1 no primeiro turno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E quanto a Eduardo Campos? \u201cN\u00e3o est\u00e1 conseguindo firmar palanques estaduais nem alian\u00e7as partid\u00e1rias\u201d, constata Henrique. Para ele, o presidenci\u00e1vel do PSB lida com \u201cuma contradi\u00e7\u00e3o\u201d dif\u00edcil de ser explicada. \u201cEle tem no governo um ministro seu [Fernando Bezerra], num minist\u00e9rio important\u00edssimo como o da Integra\u00e7\u00e3o Nacional, que est\u00e1 de bra\u00e7o dado com a Dilma pelo pa\u00eds afora. Muitos n\u00e3o entendem como \u00e9 que ele [Eduardo Campos] pode ser candidato participando da base do governo.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Josias de Souza\/UOL O presidente da C\u00e2mara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), declarou-se favor\u00e1vel ao projeto de lei complementar que prev\u00ea a flexibiliza\u00e7\u00e3o da Lei da Ficha Limpa. \u201cH\u00e1 alguns exageros\u201d, disse o deputado em entrevista ao blog. 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