{"id":49075,"date":"2013-06-09T10:50:26","date_gmt":"2013-06-09T13:50:26","guid":{"rendered":"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/?p=49075"},"modified":"2013-06-09T10:51:23","modified_gmt":"2013-06-09T13:51:23","slug":"os-viloes-para-a-saude-do-consumidor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/os-viloes-para-a-saude-do-consumidor\/","title":{"rendered":"Os vil\u00f5es para a sa\u00fade do consumidor"},"content":{"rendered":"<p><strong>ANDREA FREITAS\/O GLOBO.com<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_49076\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/cuidadocarne-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-49076\" class=\"size-medium wp-image-49076\" title=\"cuidadocarne-1\" src=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/cuidadocarne-1-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/cuidadocarne-1-300x225.jpg 300w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/cuidadocarne-1-342x256.jpg 342w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/cuidadocarne-1-60x45.jpg 60w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/cuidadocarne-1-150x113.jpg 150w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/cuidadocarne-1-269x201.jpg 269w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/cuidadocarne-1.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-49076\" class=\"wp-caption-text\">Ilustra\u00e7\u00e3o de Cl\u00e1udio Duarte\/O GLOBO<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os produtos de origem animal, principalmente as carnes, s\u00e3o os mais suscet\u00edveis a problemas que podem afetar a sa\u00fade do consumidor. Esses alimentos s\u00e3o mais perec\u00edveis e propensos ao desenvolvimento de bact\u00e9rias. J\u00e1 os de origem vegetal \u2014 que tamb\u00e9m podem ser vetores de agentes letais \u2014 geralmente carregam micotoxinas que s\u00e3o menos perigosas para a sa\u00fade humana. E os problemas podem ter origem na produ\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m no transporte, no armazenamento e no manuseio no ponto de venda, explicam os especialistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cDoen\u00e7a de bicho pode pegar em gente. Doen\u00e7a de planta n\u00e3o.\u201d A afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 de Ricardo Cavalcante, diretor do Departamento de Inspe\u00e7\u00e3o de Produtos de Origem Vegetal (Dipov) do Minist\u00e9rio da Agricultura (Mapa), que acrescenta que os produtos de origem vegetal oferecem muito menos riscos do que os de proced\u00eancia animal.<br \/>\n\u2014 Os produtos de origem vegetal t\u00eam uma acidez muito maior do que os de proced\u00eancia animal, inativando uma s\u00e9rie de pat\u00f3genos. Uma das fun\u00e7\u00f5es do Mapa \u00e9 monitorar micotoxinas \u2014 subst\u00e2ncias produzidas por fungos \u2014 que fazem mal \u00e0 sa\u00fade e podem at\u00e9 matar. Se acender a luz amarela, j\u00e1 tiramos o produto do mercado \u2014 afirma Cavalcante, destacando que 99% dos problemas de ingest\u00e3o humana s\u00e3o por descaminho, ou seja, causados propositalmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso das bebidas, explica Cavalcante, as polpas de frutas s\u00e3o as mais propensas a problemas. J\u00e1 as alco\u00f3licas s\u00e3o menos problem\u00e1ticas, uma vez que o etanol j\u00e1 \u00e9 um sanitizante. As destiladas, por sua parte, podem conter res\u00edduo de cobre, o que faz mal ao organismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Conhecemos os riscos de cada produto, avaliamos cada um deles e distribu\u00edmos nossos esfor\u00e7os de fiscaliza\u00e7\u00e3o e controle com isso em mente \u2014 afirma o diretor do Dipov, alertando que as empresas clandestinas devem ser denunciadas para que possam ser fechadas. \u2014 A tributa\u00e7\u00e3o sobre s bebidas alco\u00f3licas, por exemplo, \u00e9 muito alta e, por isso, h\u00e1 muitas clandestinidade. As a\u00e7\u00f5es acontecem tamb\u00e9m com o aux\u00edlio da Receita Federal e de \u00f3rg\u00e3os de sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O doutor em gest\u00e3o da qualidade e mestre em ci\u00eancia e tecnologia de alimentos Andr\u00e9 Bonnet afirma que n\u00e3o h\u00e1 produto est\u00e9ril. A exce\u00e7\u00e3o \u00e9 o leite longa vida, o UHT, devido ao processo industrial pelo qual passa, mas mesmo ele, ressalta Bonnet, n\u00e3o est\u00e1 livre de uma contamina\u00e7\u00e3o ou fraude, como se viu recentemente no Rio Grande do Sul:<br \/>\n\u2014 O que \u00e9 preciso \u00e9 estabelecer pontos de controle na ind\u00fastria, seja ela grande ou pequena, com limpeza de equipamentos e utens\u00edlios. N\u00e3o adianta adotar uma s\u00e9rie de pr\u00e1ticas e colocar um produto num tanque contaminado. Al\u00e9m disso, h\u00e1 outras potencias fontes de contamina\u00e7\u00e3o, como microfuros nas embalagens, que n\u00e3o s\u00e3o percept\u00edveis ao olho humano, mas que permitem o desenvolvimento de fungos ou bact\u00e9rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bonnet, que tamb\u00e9m \u00e9 pesquisador da Embrapa e coordena o MBA em Gest\u00e3o da Qualidade e Seguran\u00e7a dos Alimentos da Universidade Veiga de Almeida, a fiscaliza\u00e7\u00e3o tem o importante papel de mostrar ao consumidor que uma determinada empresa est\u00e1 conforme os padr\u00f5es de qualidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 A evid\u00eancia \u00e9 muito importante para o consumidor. E se algo der errado, se houver um problema, o atendimento ao consumidor \u00e9 muito importante. O registro do cliente tamb\u00e9m \u00e9 crucial para que uma empresa possa cobrar ou rastrear sua rede de distribuidores. Quem n\u00e3o registra seus problemas n\u00e3o est\u00e1 ajudando nem as empresas nem a si mesmo, gerando um c\u00edrculo vicioso. A responsabilidade \u00e9 de todos. O consumidor tamb\u00e9m tem que ser um fiscal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os produtos prontos e semiprontos tamb\u00e9m est\u00e3o muito sujeitos a contamina\u00e7\u00f5es. Para avaliar e controlar tal risco, o Mapa est\u00e1 implementando, desde 2009, um modelo utilizado internacionalmente que tem o objetivo de gerar estat\u00edsticas que permitam controlar com mais seguran\u00e7a os focos de risco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 No caso das carnes e produtos prontos e semiprontos, como embutidos e frios, buscamos bact\u00e9rias, identificamos os riscos para o consumidor e verificamos como a empresa age para garantir a seguran\u00e7a e qualidade do que comercializa. Isso permite avaliar o desempenho de cada uma. Nas salsichas, identificamos a preval\u00eancia da bact\u00e9ria listeria e come\u00e7amos a gerenciar este elemento \u2014 explica Ari Crispim, coordenador de Programas Especiais do Mapa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E j\u00e1 h\u00e1 dados que permitem a\u00e7\u00f5es para a imposi\u00e7\u00e3o de procedimentos que garantam a qualidade. Segundo Crispim, fatiados vendidos j\u00e1 embalados, por exemplo, s\u00e3o mais propensos \u00e0 contamina\u00e7\u00e3o do que os produto comercializados em pe\u00e7as inteiras. Por isso, eles t\u00eam que ser mais controlados e fiscalizados:<br \/>\n\u2014 Queremos reduzir a exposi\u00e7\u00e3o dos consumidores a perigos veiculados pelos alimentos. A aten\u00e7\u00e3o maior, num primeiro momento, foi sobre os produtos prontos para o consumo, pois levam o perigo diretamente \u00e0 mesa do brasileiro. Os pr\u00f3ximos produtos a entrarem no modelo de gerenciamento de risco, ainda este ano, s\u00e3o as carnes bovina, su\u00edna e de aves. Em at\u00e9 quatro anos rastrearemos 40 fam\u00edlias de produtos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse sistema de monitora\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o de risco dos produtos, afirma Crispim, pode gerar crit\u00e9rios de valoriza\u00e7\u00e3o com base nas caracter\u00edsticas e garantias de qualidade. E isso poder\u00e1 nortear as escolhas do consumidor na hora de fazer uma compra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Produtos no fundo das geladeiras dos mercados s\u00e3o mais seguros<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A doutora em alimentos e nutri\u00e7\u00e3o e professora da Unisantos Elizabete Louren\u00e7o da Costa lembra que o problema num produto pode ser provocado por armazenamento inadequado e que o varejo tem responsabilidade nesses casos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 As falhas tamb\u00e9m est\u00e3o nos varejistas. As geladeiras de frios e iogurtes, por exemplo, s\u00e3o abertas e, assim, n\u00e3o conseguem manter a temperatura do alimento. Neste caso, a dica \u00e9 pegar os produtos que est\u00e3o no fundo pois mant\u00eam a temperatura mais perto da ideal \u2014 diz Elizabete.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os produtos perec\u00edveis, por exemplo, devem ser adquiridos no fim da compra para reduzir a exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 temperatura inadequada e evitar sua deteriora\u00e7\u00e3o devido a m\u00e1 conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como falha n\u00e3o intencional, mas que gera defeitos nos produtos que chegam ao consumidor, Bonnet cita o p\u00e3o de forma produzido em uma padaria de bairro. O p\u00e3o sempre mofava. A causa era simples: a \u00e1rea de refrigera\u00e7\u00e3o era inadequada, pois havia excesso de condensa\u00e7\u00e3o de \u00e1gua no local, gerando o bolor. Bastou mudar o espa\u00e7o, colocando por exemplo um exaustor, para que o problema acabasse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Muitas vezes, os problemas e defeitos nos alimentos chegam at\u00e9 n\u00f3s por falta de informa\u00e7\u00e3o do produtor. N\u00e3o por m\u00e1-f\u00e9 \u2014acredita o especialista, que ensina um macete. \u2014 E o consumidor deve sempre guardar p\u00e3es quentes em embalagens abertas, de forma a evitar o aumento da umidade no interior da embalagem que pode levar ao crescimento de microrganismos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embalagens amassadas ou enferrujadas, de maneira geral, n\u00e3o devem ser adquiridas, pois tais danos aumentam o risco de contamina\u00e7\u00e3o por microrganismo, diz Bonnet. E ao observar ind\u00edcio de contamina\u00e7\u00e3o de um produto, ele n\u00e3o deve ser consumido. Quanto \u00e0s frutas e hortali\u00e7as, o especialista destaca a import\u00e2ncia de serem higienizadas antes do consumo, para retirara o acumulo de microrganismo que podem ser levados ao prato e tamb\u00e9m contaminar \u00e0 cozinha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ANDREA FREITAS\/O GLOBO.com Os produtos de origem animal, principalmente as carnes, s\u00e3o os mais suscet\u00edveis a problemas que podem afetar a sa\u00fade do consumidor. Esses alimentos s\u00e3o mais perec\u00edveis e propensos ao desenvolvimento de bact\u00e9rias. 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