{"id":47881,"date":"2013-05-11T05:25:44","date_gmt":"2013-05-11T08:25:44","guid":{"rendered":"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/?p=47881"},"modified":"2013-05-12T18:20:45","modified_gmt":"2013-05-12T21:20:45","slug":"caso-pc-juri-reconhece-duplo-homicidio-mas-absolve-policiais-militares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/caso-pc-juri-reconhece-duplo-homicidio-mas-absolve-policiais-militares\/","title":{"rendered":"Caso PC: j\u00fari reconhece duplo homic\u00eddio, mas absolve policiais militares"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>Por Reda\u00e7\u00e3o\/Cada Minuto<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s cinco dias, chegou ao fim, na noite desta sexta-feira (10), o julgamento do Caso PC Farias. Os militares Adeildo Costa, Jos\u00e9 Geraldo da Silva, Reinaldo Correia e Josemar Faustino foram absolvidos, por maioria de votos, pelas mortes de Paulo C\u00e9sar Farias e Suzana Marcolino. A decis\u00e3o do conselho de senten\u00e7a foi lida depois de uma reuni\u00e3o de duas horas dos jurados. \u201cEsse j\u00fari foi de muita relev\u00e2ncia para o estado de Alagoas e para a na\u00e7\u00e3o\u201d, disse o juiz Maur\u00edcio Breda no final do julgamento.<\/p>\n<div id=\"attachment_47883\" style=\"width: 307px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/PC.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-47883\" class=\"size-full wp-image-47883\" title=\"PC\" src=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/PC.jpg\" alt=\"\" width=\"297\" height=\"211\" srcset=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/PC.jpg 297w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/PC-90x65.jpg 90w\" sizes=\"(max-width: 297px) 100vw, 297px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-47883\" class=\"wp-caption-text\">Militares s\u00e3o inocentados pelas mortes de PC e Suzana. (Cada Minuto)<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao ser anunciada a absolvi\u00e7\u00e3o dos r\u00e9us, os familiares, que fizeram uma corrente de ora\u00e7\u00e3o momentos antes, comemoraram a decis\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante a leitura da senten\u00e7a, o magistrado relatou que os jurados decidiram pela anula\u00e7\u00e3o da tese de suic\u00eddio, apresentada pelas primeiras investiga\u00e7\u00f5es e que ficou comprovado um crime de duplo homic\u00eddio ocorrido no dia 23 de junho de 1996, na casa de praia do empres\u00e1rio PC Farias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo com a decis\u00e3o, o Tribunal do J\u00fari reconheceu que Adeildo e Jos\u00e9 Geraldo tinham o dever de garantir a seguran\u00e7a de PC. O Minist\u00e9rio P\u00fablico ter\u00e1 o prazo de cinco dias para recorrer da senten\u00e7a. Por\u00e9m, o promotor Marcos Mousinho, n\u00e3o afirmou se ir\u00e1 recorrer, mas garantiu que as argumenta\u00e7\u00f5es da acusa\u00e7\u00e3o foram fundamentais para os jurados considerar o segundo laudo produzido, que apontava para o duplo homic\u00eddio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m muito emocionado, o advogado de defesa, Jos\u00e9 Fragoso afirmou que ele conseguiu prevalecer \u00e0 verdade e \u201creparar o dano que a m\u00eddia causou\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c\u00c9 um al\u00edvio muito grande, mas nunca perdi a esperan\u00e7a. Meus amigos e minha fam\u00edlia sempre acreditaram em mim e sempre tive a minha consci\u00eancia tranquila de que nada tinha feito\u201d, desabafou o militar Reinaldo Correia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Contra Augusto Farias<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com os depoimentos dos delegados Ant\u00f4nio Carlos Lessa e Alcides Andrade, o juiz Mauricio Breda determinou que fosse oferecida uma den\u00fancia contra o ex-deputado Augusto Farias pelo crime corrup\u00e7\u00e3o ativa. Al\u00e9m disto, determinou que toda a grava\u00e7\u00e3o do j\u00fari fosse entregue ao Minist\u00e9rio P\u00fablico para que os promotores fizessem uma \u201caprecia\u00e7\u00e3o pelo crime em desfavor de Augusto Farias\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Confira os melhores momentos do julgamento:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1\u00ba DIA DO JULGAMENTO:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O j\u00fari teve in\u00edcio na segunda-feira (06) com a escolha dos sete jurados para compor o Conselho de Senten\u00e7a do j\u00fari popular. Foram escolhidos cinco homens e duas mulheres que durante os cinco dias do julgamento prestaram aten\u00e7\u00e3o a todos os depoimentos de testemunhas arroladas pela defesa dos r\u00e9us e pela promotoria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Queima do colch\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O primeiro a ser ouvido pelo juiz Maur\u00edcio Br\u00eada foi o jardineiro Leonino Ten\u00f3rio de Carvalho que, em depoimento, confirmou que trabalhava para a fam\u00edlia h\u00e1 quase 20 anos. Ele afirmou que no dia do crime apenas ele, a esposa e os seguran\u00e7as Jos\u00e9 Geraldo da Silva e Adeildo Costa dos Santos estavam no local, e que trabalhava de 7h \u00e0s 17h. Leonino disse n\u00e3o recordar de detalhes no dia do crime.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O jardineiro afirmou desconhecer qualquer discuss\u00e3o entre PC Farias e Suzana Marcolino e ressaltou que mantinha contato apenas de trabalho com as v\u00edtimas. Leonino, o gar\u00e7om e os seguran\u00e7as foram as pessoas que arrombaram a janela do quarto e encontraram PC e a namorada mortos em cima da cama.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Leonino confirmou que chegaram a mexer no corpo de PC Farias e ao perceber que estava frio, um dos seguran\u00e7as disse que \u201cdoutor Paulo C\u00e9sar est\u00e1 morto\u201d. No entanto, ele negou que tenham mexido no corpo de Suzana Marcolino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em depoimento, Leonino Carvalho afirmou que queimou o colch\u00e3o do casal porque o local estava exalando odoro. No primeiro momento, Leonino afirmou que foi sua a ideia de p\u00f4r fogo no colch\u00e3o e no travesseiro. Ap\u00f3s ser questionado por juiz Maur\u00edcio Breda, Leonino disse que foi a mando de Fl\u00e1vio (outro funcion\u00e1rio). Com a queima do colch\u00e3o do casal, a reconstitui\u00e7\u00e3o do crime foi feita com o colch\u00e3o dos filhos de Paulo C\u00e9sar Farias, que Leonino afirma ser menor que o colch\u00e3o do casal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>N\u00e3o viu discuss\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem tamb\u00e9m prestou depoimento foi o gar\u00e7om Genival da Silva Fran\u00e7a que durante tr\u00eas horas respondeu perguntas do magistrado. Foi ele quem serviu o jantar a PC Farias, o irm\u00e3o Augusto Farias com a namorada Milane Valente e Suzana Marcolino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Genival confirmou que na noite do dia 22 de junho, antes de PC e Suzana terem sido encontrados mortos, n\u00e3o presenciou nenhuma briga entre o casal. Ele, que hoje trabalha como vigilante, no entanto, afirmou que, em outras situa\u00e7\u00f5es, se deparou com discuss\u00f5es entre os dois.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele contou que serviu o jantar por volta de 23 horas e que, cerca de uma hora e 30 minutos depois, o jantar havia acabado. Genival disse ao juiz que dormiu entre 02 horas e 02h30 e viu que Paulo C\u00e9sar Farias estava acordado escutando m\u00fasica. Ele tamb\u00e9m afirmou que n\u00e3o escutou os disparos de arma de fogo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2\u00ba DIA DO JULGAMENTO:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre as testemunhas arroladas para serem ouvidas no segundo dia do julgamento estavam o irm\u00e3o de PC Farias, Augusto Farias, a ex-namorada dele, Milane Valente e a suposta amante do empres\u00e1rio assassinado, Cl\u00e1udia Dantas. A \u00faltima a ser ouvida pelo magistrado foi Ingrid Farias, filha de PC.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>PC e Augusto: rela\u00e7\u00e3o de cumplicidade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Milane Valente disse em j\u00fari que nos momentos em que esteve com Augusto na casa de PC para um jantar na noite do crime, Suzana chegou depois de todo mundo e que n\u00e3o se recordava de ter visto discuss\u00e3o entre o casal. Ela ainda afirmou que a rela\u00e7\u00e3o de Augusto com Paulo C\u00e9sar Farias era de cumplicidade. Milane Valente acrescentou que Augusto Farias considerava o irm\u00e3o uma refer\u00eancia, apesar dos relatos de que o ex-deputado teria interesse na heran\u00e7a deixada pelo irm\u00e3o assassinado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A depoente relatou que a rela\u00e7\u00e3o de PC com a namorada n\u00e3o era bem vista pela fam\u00edlia e que o irm\u00e3o de PC achava que Marcolino queria se beneficiar de alguma forma namorando com o empres\u00e1rio. \u201cAugusto n\u00e3o tinha admira\u00e7\u00e3o por Suzana, apenas a tratava bem&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Suzana tra\u00eda PC<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 Augusto Farias, durante o seu depoimento, disse que o irm\u00e3o sabia que era tra\u00eddo por Suzana e que por este motivo, contratou detetives para investigar a namorada. Em v\u00e1rios momentos, ele disse que os militares julgados s\u00e3o inocentes e negou que tivesse alguma inimizade com Suzana Marcolino. Ele disse que a fam\u00edlia n\u00e3o via com bons olhos o relacionamento, mas que ningu\u00e9m nunca orientou Paulo C\u00e9sar a terminar o relacionamento. O ex-parlamentar disse que sempre atribu\u00edram a ele fatos que nem sempre considera serem ver\u00eddicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Interrogado pelo juiz Maur\u00edcio Br\u00eada, M\u00e1rcio Fernando Lessa, ex-assessor de Augusto Farias, afirmou que coment\u00e1rios da \u00e9poca afirmavam que Suzana Marcolino era garota de programa e teria sido apresentada ao Paulo C\u00e9sar Farias por uma cafetina. Sobre as causas da morte de PC Farias e Suzana Marcolino, o ex-assessor disse que chegou a imaginar que o PC teria sido envenenado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Compra da arma<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dona de uma churrascaria \u00e0 \u00e9poca das mortes de Paulo C\u00e9sar Farias e Suzana Marcolino, M\u00f4nica Calheiros vendeu \u00e0 namorada de PC o rev\u00f3lver usada no crime. Ela contou que viu Suzana umas duas vezes em seu estabelecimento comercial, na cidade de Atalaia. Ela disse que uma prima de Suzana, Z\u00e9lia Maciel, frequentava a churrascaria e um dia a telefonou perguntando se ela conhecia algu\u00e9m que vendia armas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tentativas de suic\u00eddio<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Josinaldo de Fran\u00e7a, o ex-gar\u00e7om que trabalhou durante 10 meses, confirmou as vers\u00f5es de outras testemunhas de que ap\u00f3s uma discuss\u00e3o, Suzana teria se jogado no mar da praia de Guaxuma e tentado suic\u00eddio. Por\u00e9m, ao ser indagado pelo advogado de defesa, Jos\u00e9 Fragoso, se ele tinha conhecimento que Suzana tentou em outra vez se jogar de um ve\u00edculo em movimento, o ex-funcion\u00e1rio de PC, confirmou que sim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Jantar com Cl\u00e1udia Dantas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cozinheira Irene Maria Fran\u00e7a, que trabalhou para Paulo C\u00e9sar Farias por nove anos tamb\u00e9m prestou depoimento \u00e0 tarde. Ela ressaltou que o relacionamento entre os irm\u00e3os era bom e que a ex-esposa de PC, Elma Farias, nunca revelou ter alguma animosidade com o ex-cunhado, Augusto Farias. Ap\u00f3s a pris\u00e3o de PC &#8220;os irm\u00e3os frequentavam a casa&#8221;, disse Irene Maria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao se referir a Cl\u00e1udia Dantas, a cozinheira afirmou que chegou a preparar dois jantares para ela. Quanto \u00e0s brigas do casal, Irene disse nunca ter presenciado nenhum desentendimento entre PC e Suzana. Sobre a inglesa Zara, com quem PC teria provavelmente algum relacionamento amoroso, era apenas uma amiga<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Suposta amante<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A empres\u00e1ria Cl\u00e1udia Dantas revelou detalhes dos encontros que teve com Paulo C\u00e9sar Farias e garantiu que nunca viu Suzana Marcolino, acrescentando que seu \u00faltimo contato com PC foi na noite anterior ao crime. Cl\u00e1udia afirmou tamb\u00e9m que teve tr\u00eas encontros com Paulo C\u00e9sar Farias e esteve na casa de praia de Guaxuma do ex-tesoureiro de Fernando Collor. A empres\u00e1ria disse que na primeira ocasi\u00e3o que jantou com PC ele contou do namoro com Suzana e da segunda vez, ele afirmou que acabaria o relacionamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cl\u00e1udia disse, ao ser indagada, por Maur\u00edcio Br\u00eada que nunca recebeu amea\u00e7as ap\u00f3s o crime. Ela contou ainda que quando foi intimada a depor, recebeu um telefonema de parentes de Paulo C\u00e9sar que a indicaram um advogado para acompanh\u00e1-la na oitiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Somente \u2018mais uma namorada\u2019<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A filha de Paulo C\u00e9sar Farias, Ingrid Pereira Farias, revelou que conheceu Suzana no m\u00eas de abril de 1996, um m\u00eas antes de ela ter sido encontrada morta ao lado de PC. Sobre o relacionamento do pai com Suzana, Ingrid disse que Paulo C\u00e9sar n\u00e3o comentava sua vida amorosa. Mas, ela afirmou que quando chegou a Macei\u00f3, dois dias antes do crime, PC confidenciou que queria terminar o namoro por conta do ci\u00fame excessivo de Suzana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3\u00ba DIA DO JULGAMENTO:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entrando no terceiro dia do julgamento sobre as mortes de PC Farias e Suzana Marcolino, o juiz Maur\u00edcio Br\u00eada ouviu os depoimentos da irm\u00e3 da v\u00edtima, Anna Luiza Marcolino, e tamb\u00e9m de E\u00f4nia Pereira, ex-cunhada do empres\u00e1rio assassinado em 1996, assim como a prima de Suzana, Z\u00e9lia Maciel, quem intermediou a compra da arma. O m\u00e9dico-legista Badan Palhares e outros membros da equipe de per\u00edcia tamb\u00e9m prestaram esclarecimentos sobre o laudo que apontou para homic\u00eddio seguido de suic\u00eddio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os delegados Ant\u00f4nio Carlos Lessa e Alcides Andrades, respons\u00e1veis pela investiga\u00e7\u00e3o na \u00e9poca do crime, tamb\u00e9m prestaram depoimento no Tribunal do J\u00fari. Eles foram convocados por Br\u00eada ap\u00f3s serem denunciados por Augusto Farias por uma suposta tentativa de suborno para que o irm\u00e3o da v\u00edtima incriminasse os seguran\u00e7as<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Arma e treinos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao juiz Maur\u00edcio Br\u00eada, a prima de Suzana, Z\u00e9lia Maciel afirmou que foi ela quem fez o contato com M\u00f4nica, a dona da churrascaria, para comprar a arma para Suzana. Ela contou tamb\u00e9m que a prima chegou a fazer alguns treinos de tiro na casa de um amigo. Marcolino disse \u00e0 Z\u00e9lia que precisava de um rev\u00f3lver para sua seguran\u00e7a, j\u00e1 que morava em um local pouco habitado e por conta da hora que chegava em casa, queria ter uma defesa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Z\u00e9lia contou tamb\u00e9m que n\u00e3o sabia do relacionamento da prima com Paulo C\u00e9sar Farias. Apesar de afirmar ser a pessoa que Suzana mais tinha proximidade, ela contou ao juiz que s\u00f3 tomou conhecimento do namoro um m\u00eas antes do crime e que conheceu PC durante um almo\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Inveja de Augusto Farias<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ex-cunhada de PC Farias, E\u00f4nia Bezerra, confirmou que tamb\u00e9m n\u00e3o mant\u00e9m uma rela\u00e7\u00e3o amig\u00e1vel com Augusto por ele ter interesse de expulsar ela e os sobrinhos da mans\u00e3o afirmando que ele iria ocupar o im\u00f3vel. Segundo E\u00f4nia, todos os irm\u00e3os Farias possu\u00edam um certo interesse no dinheiro de PC, destacando o comportamento de Augusto, ao afirmar que ele tinha obsess\u00e3o por tudo que Paulo Cesar tinha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela tamb\u00e9m destacou que era Paulo C\u00e9sar quem custeava boa parte dos gastos de todos os irm\u00e3os. Ela disse que por v\u00e1rias vezes chegou a presenciar PC pagando o aluguel da casa que o ex-deputado morava na \u00e9poca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s a morte de Suzana e PC, E\u00f4nia disse que a fam\u00edlia Farias, e em especial Augusto, n\u00e3o tiveram interesse de considerar outras hip\u00f3teses para o crime. Ela contou tamb\u00e9m que o seguran\u00e7a Reinaldo come\u00e7ou a ter privil\u00e9gios entre a fam\u00edlia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Suzana e Augusto: p\u00e9ssimo relacionamento<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Anna Lu\u00edza Marcolino, irm\u00e3 de Suzana, afirmou que a v\u00edtima n\u00e3o mantinha um bom relacionamento com Augusto Farias. Anna Lu\u00edz disse que at\u00e9 hoje n\u00e3o sabe o que aconteceu com o celular de Suzana ap\u00f3s o crime.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela descartou brigas entre o casal e destacou que chegou a ser orientada por Gabriel Mousinho, primo de Augusto, para ser comedida em suas palavras durante uma entrevista que ela daria a um programa de TV. Anna Lu\u00edza disse tamb\u00e9m que soube da morte da irm\u00e3 pela imprensa e que achou estranho quando foram entregues os pertences de Suzana \u00e0 fam\u00edlia e o celular dela n\u00e3o estar com os demais objetos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>4\u00ba DIA DO JULGAMENTO:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Peritos<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Domingos Torquetto<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O depoimento do perito ga\u00facho Domingos Torchetto, defendeu a tese de duplo homic\u00eddio e n\u00e3o homic\u00eddio seguido de suic\u00eddio, contestando o laudo elaborado por Badan Palhares e sua equipe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao falar sobre a tese de duplo assassinato, Domingos Torchetto apresentou aos jurados detalhes de seu trabalho em Alagoas durante as investiga\u00e7\u00f5es do caso. O perito disse que a miss\u00e3o de sua equipe foi analisar a arma e se havia res\u00edduos met\u00e1licos de p\u00f3lvora nas m\u00e3os de Suzana e PC Farias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O m\u00e9dico afirmou que seu laudo comprovou que a primeira per\u00edcia foi falha por constatar erroneamente vest\u00edgios de p\u00f3lvora nas m\u00e3os de Suzana Marcolino. Nas m\u00e3os da v\u00edtima, foram encontrados alum\u00ednio, enxofre, cloro e pot\u00e1ssio, e nenhuma dessas subst\u00e2ncias estava contida na p\u00f3lvora da arma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Daniel Mu\u00f1oz<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O segundo m\u00e9dico legista a prestar esclarecimentos sobre o laudo emitido pela equipe da Unicamp foi Daniel Mun\u00f5z. A vers\u00e3o apresentada pelo perito refor\u00e7a a tese apresentada por Domingos Torchetto, de que Suzana n\u00e3o se suicidou e depois matou PC. Ele defendeu que Suzana possivelmente teria tentado se defender do tiro por apresentar vest\u00edgios de res\u00edduos nas m\u00e3os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele refor\u00e7ou afirmando que n\u00e3o havia possibilidade de Suzana ter atirado contra o pr\u00f3prio corpo. Para ele, a maior concentra\u00e7\u00e3o de res\u00edduo na palma da m\u00e3o comprova que ela estaria com as m\u00e3os pr\u00f3ximas da arma numa posi\u00e7\u00e3o de defesa, refor\u00e7ando duplo homic\u00eddio. &#8220;Se fosse tiro suicida, ela teria encostado a arma em uma regi\u00e3o letal. O orif\u00edcio jamais ficaria desta forma se ela tivesse encostado o revolver no corpo&#8221;, explicou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Jos\u00e9 Lopes Silva<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O m\u00e9dico legista, Jos\u00e9 Lopes Silva, que estava de plant\u00e3o no dia 23 de junho de 1996, quando aconteceu o assassinato de Paulo C\u00e9sar Farias e sua namorada Suzana Marcolino. Como estava de plant\u00e3o no Instituto M\u00e9dico Legal (IML) o m\u00e9dico recebeu os corpos de PC e Suzana realizando necropsia nos dois. \u201cNo corpo de Suzana foi encontrado um orif\u00edcio de entrada e sa\u00edda de proj\u00e9til e no corpo de PC apenas um orif\u00edcio de entrada\u201d, afirmou o legista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O m\u00e9dico legista foi enf\u00e1tico ao concluir que o caso se trata de homic\u00eddio seguido de suic\u00eddio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Gerson Odilon Pereira<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro perito ouvido foi Gerson Odilon Pereira, m\u00e9dico legista convocado para participar da per\u00edcia junto aos profissionais de Alagoas e dias depois junto \u00e0 equipe de Campinas. O profissional lembrou que em reuni\u00e3o ficou decidido ir fazer uma visita ao local do crime junto \u00e0 equipe de legistas vinda de Campinas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na \u00e9poca solicitamos um aparelho de raio X no IML para fazer o exame, momento esse \u00fanico, uma vez que at\u00e9 hoje esse equipamento \u00e9 inexistente no Instituto, falou Pereira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto \u00e0 falta de proje\u00e7\u00e3o de sangue na arma o m\u00e9dico destacou a press\u00e3o negativa da caixa tor\u00e1cica e que o sangramento n\u00e3o acontece de forma imediata. Isso leva alguns segundos onde o orif\u00edcio de sa\u00edda projeta maior volume de sangue do que o de entrada, destacando que quando um proj\u00e9til entra o di\u00e2metro e menor do que quando sai\u201d, afirmou o m\u00e9dico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Depoimento dos r\u00e9us<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os quatro militares Reinaldo Correia, Josimar Faustino Santos, Adeildo Costa dos Santos e Jos\u00e9 Geraldo da Silva negaram ter participa\u00e7\u00e3o no crime. O primeiro a prestar depoimento foi Adeildo. Ele afirmou que trabalhou durante diversos anos para a fam\u00edlia Farias, como seguran\u00e7a, mas que &#8220;ap\u00f3s a morte de PC o militar n\u00e3o se recordava quanto tempo mais trabalhou para a fam\u00edlia e que depois disso n\u00e3o manteve contato com eles. O militar afirmou desconhecer os motivos que teriam gerado a den\u00fancia contra ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O segundo r\u00e9u a prestar depoimento foi Jos\u00e9 Geraldo da Silva. O ex-seguran\u00e7a de Paulo C\u00e9sar Farias contou que chegou a ser preso pela morte do patr\u00e3o e de Suzana Marcolino. Perguntado pelo juiz Maur\u00edcio Br\u00eada se ele sabia o que aconteceu no quarto onde os corpos de PC e Suzana, Jos\u00e9 Geraldo disse n\u00e3o ter d\u00favidas de que ocorreu um assassinato seguido de suic\u00eddio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Josimar Faustino dos Santos foi o terceiro r\u00e9u ouvido pelo juiz Maur\u00edcio Breda e negou sua participa\u00e7\u00e3o nas mortes de PC Farias e Suzana Marcolino. Faustino, tamb\u00e9m conhecido como Dudu, disse que n\u00e3o trabalhava como seguran\u00e7a de PC e sim dos seus filhos, mas que no dia em que os corpos foram encontrados havia trocado de servi\u00e7o com outro seguran\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O policial militar Reinaldo Correia (foto abaixo) foi o \u00faltimo acusado a prestar depoimento. Reinaldo contou ao juiz Maur\u00edcio Br\u00eada os detalhes do que aconteceu no dia 23 de junho, desde \u00e0s 08h30, quando chegou \u00e0 casa de Guaxuma, at\u00e9 o momento em que se deparou com o patr\u00e3o e a namorada dele mortos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Por Reda\u00e7\u00e3o\/Cada Minuto Ap\u00f3s cinco dias, chegou ao fim, na noite desta sexta-feira (10), o julgamento do Caso PC Farias. Os militares Adeildo Costa, Jos\u00e9 Geraldo da Silva, Reinaldo Correia e Josemar Faustino foram absolvidos, por maioria de votos, pelas mortes de Paulo C\u00e9sar Farias e Suzana Marcolino. 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