{"id":45294,"date":"2013-03-08T07:06:23","date_gmt":"2013-03-08T10:06:23","guid":{"rendered":"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/?p=45294"},"modified":"2013-03-09T06:11:43","modified_gmt":"2013-03-09T09:11:43","slug":"bruno-pega-22-anos-e-3-meses-de-prisao-pela-morte-de-eliza-samudio-dayanne-e-absolvida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/bruno-pega-22-anos-e-3-meses-de-prisao-pela-morte-de-eliza-samudio-dayanne-e-absolvida\/","title":{"rendered":"Bruno pega 22 anos e 3 meses de pris\u00e3o pela morte de Eliza Samudio; Dayanne \u00e9 absolvida"},"content":{"rendered":"<p><em><strong><a href=\"  http:\/\/www.em.com.br\/app\/noticia\/especiais\/caso-bruno\/2013\/03\/08\/internas_caso_bruno,355411\/bruno-pega-22-anos-e-3-meses-de-prisao-pela-morte-de-eliza-samudio-dayanne-e-absolvida.shtml\" target=\"_blank\">Do EM. COM<\/a><\/strong><\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_45295\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/Bruno1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-45295\" class=\"size-medium wp-image-45295\" title=\"Bruno\" src=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/Bruno1-300x257.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"257\" srcset=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/Bruno1-300x257.jpg 300w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/Bruno1-342x293.jpg 342w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/Bruno1-234x200.jpg 234w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/Bruno1.jpg 350w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-45295\" class=\"wp-caption-text\">&quot;Voc\u00eas podem at\u00e9 culpar o Bruno, mas n\u00e3o por provas&quot;, argumentou L\u00facio Adolfo. (Paulo Filgueiras\/Em\/D.A Press)<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sexta-feira, 8 de mar\u00e7o de 2013, Dia Internacional da Mulher. Exatamente 969 dias depois da primeira not\u00edcia sobre o desaparecimento de Eliza Silva Samudio, o goleiro Bruno \u00e9 condenado. Com base na decis\u00e3o de sete jurados, a ju\u00edza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues determinou, no in\u00edcio desta madrugada, em Contagem, na Grande BH, que Bruno Fernandes das Dores de Souza fique preso por 22 anos e tr\u00eas meses, 17 anos e seis meses deste tempo em regime fechado. Ele foi considerado culpado pelos crimes de homic\u00eddio triplamente qualificado e oculta\u00e7\u00e3o de cad\u00e1ver, al\u00e9m de sequestro e c\u00e1rcere privado. J\u00e1 Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, sua ex-mulher, foi absolvida por 4 votos a 3 pelo c\u00e1rcere e sequestro do beb\u00ea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi num s\u00e1bado, 26 de junho de 2010. Estourou como uma bomba no Flamengo e em todo o Pa\u00eds a not\u00edcia de que o capit\u00e3o da equipe, \u00eddolo da maior torcida do Brasil e pretendido por clubes internacionais, como o Milan, da It\u00e1lia, estava sendo investigado pelo sumi\u00e7o e suposta morte da ex-amante, a modelo Eliza Samudio, de 25 anos, com quem teve um filho, Bruninho, tamb\u00e9m desaparecido. No mesmo dia a crian\u00e7a foi localizada no Bairro Liberdade, em Belo Horizonte, depois de a pol\u00edcia descobrir que ela estava sob os cuidados da ex-mulher do atleta. Dayanne passou mais de 12 horas presa, at\u00e9 que um alvar\u00e1 de soltura a tirou da Delegacia de Contagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dosimetria da pena. A ju\u00edza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues determinou 17 anos e seis meses de pris\u00e3o em regime fechado para Bruno pelo homic\u00eddio triplamente qualificado de Eliza Samudio. Neste crime, o goleiro foi beneficiado com redu\u00e7\u00e3o de tr\u00eas anos na pena pela confiss\u00e3o parcial. Marixa fez quest\u00e3o de ressaltar que o benef\u00edcio foi inferior ao condedido \u00e0 Luiz Henrique Rom\u00e3o, o Macarr\u00e3o, que revelou detalhes de sua participa\u00e7\u00e3o em julgamento no \u00faltimo novembro. Pelo sequestro da modelo e de Bruninho, o goleiro pegou mais 3 anos e outros tr\u00eas meses pelo agravante de ser pai da crian\u00e7a. Ele tamb\u00e9m foi condenado a um ano e seis meses pela oculta\u00e7\u00e3o de cad\u00e1ver. Estas \u00faltimas duas penas ser\u00e3o cumpridas em regime aberto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O JULGAMENTO&#8230;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>SEGUNDA-FEIRA e o suposto acordo para confiss\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s mais de 5 horas de interrogat\u00f3rio da delegada Ana Maria Santos, primeira e \u00fanica testemunha a ser ouvida no primeiro dia de julgamento do goleiro Bruno, a ju\u00edza Marixa Fabiane Rodrigues encerrou os trabalhos para retom\u00e1-los, com o depoimento de outras tr\u00eas testemunhas, na manh\u00e3 da ter\u00e7a-feira. Depois do t\u00e9rmino da sess\u00e3o, em conversa com a imprensa, promotoria e defesa negaram a exist\u00eancia de um poss\u00edvel acordo para que o atleta confessasse o crime e revelasse detalhes sobre a morte da modelo Eliza Samudio. No entanto, o assunto centralizou os debates nos bastidores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na ocasi\u00e3o, o promotor Henry Vasconcelos Castro refor\u00e7ou a inexist\u00eancia de um combinado e minimizou o impacto que uma confiss\u00e3o do acusado teria na senten\u00e7a desta sexta-feira. &#8220;Eu estou trabalhando com a expectativa de que n\u00e3o haja confiss\u00e3o, assim como trabalhei com a expectativa de que n\u00e3o houvesse confiss\u00e3o por parte do Macarr\u00e3o. E assim como a confiss\u00e3o do Macarr\u00e3o n\u00e3o era importante, a do Bruno Fernandes n\u00e3o \u00e9 importante para que a acusa\u00e7\u00e3o prove ao j\u00fari a participa\u00e7\u00e3o e a responsabilidade de todos os r\u00e9us no cometimento dos crimes que os s\u00e3o atribu\u00eddos. Todas as provas s\u00e3o robustas, s\u00e3o densas e s\u00e3o respaldadas&#8221;, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda na segunda-feira, os advogados de Bruno dispensaram todas as testemunhas de defesa. Segundo o promotor, a decis\u00e3o foi uma estrat\u00e9gia dos defensores para encurtar o julgamento. A ideia, de acordo com Castro, era que menos pessoas falassem e menos detalhes fossem apresentados aos jurados, assim, eles teriam que basear a decis\u00e3o basicamente nas 9 horas de debate entre defesa e acusa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m foi assunto no primeiro dia de trabalhos uma suposta encena\u00e7\u00e3o do goleiro, que teria esperado os fot\u00f3grafos entrarem para, ent\u00e3o, abrir a B\u00edblia e come\u00e7ar a ler. Para Vasconcelos, Bruno foi completamente teatral. &#8220;O apelo religioso em nada vai interferir, assim como n\u00e3o interferiu no caso da Fernanda que fez a mesma coisa&#8221;, apostou o promotor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Interrogat\u00f3rio extenso Com mais de 14 anos de carreira na Pol\u00edcia Civil e tendo chefiado uma delegacia de homic\u00eddios, a delegada Ana Maria Santos afirmou em plen\u00e1rio, tamb\u00e9m na segunda-feira, ter ficado abalada com o relato de Jorge Luiz Rosa, primo de Bruno, sobre o momento em que Eliza Samudio foi morta. Ela afirmou que a escriv\u00e3 chegou a pedir para interromper momentaneamente a digita\u00e7\u00e3o, se dizendo assustada com a narra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Ao narrar detalhadamente a morte, ele (Jorge) se mostrava bastante emocionado. Transpareceu que guardou o choro. Foi inclusive um dos momentos em que ele segurou no meu bra\u00e7o com intensidade. Eu percebi que ele estava sendo bastante sincero e que estava muito emocionado&#8221;, reiterou a delegada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Interrogada pelo defensor do goleiro Bruno, L\u00facio Adolfo, a delegada demonstrou, em muitos momentos, impaci\u00eancia com as perguntas feitas pelo advogado e chegou a ser ir\u00f4nica em algumas respostas. A investigadora foi ouvida na condi\u00e7\u00e3o de testemunha por mais de quatro horas, tendo sido inquirida, tamb\u00e9m, pela ju\u00edza e pelo promotor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>TER\u00c7A-FEIRA e o depoimento de Dayanne<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O segundo dia do julgamento do goleiro Bruno Fernandes e de sua ex-mulher Dayanne Rodrigues terminou sem grandes novidades. Durante aproximadamente quatro horas a r\u00e9 respondeu \u00e0s perguntas feitas pela ju\u00edza, promotoria e defesa. O jogador foi retirado do plen\u00e1rio durante o depoimento da ex e logo deixou o f\u00f3rum, retornando para a Penitenci\u00e1ria Nelson Hungria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dayanne n\u00e3o apresentou nada de muito revelador em seu depoimento. Por\u00e9m, falou claramente do envolvimento do policial civil aposentado Jos\u00e9 Lauriano de Assis Filho (o Zez\u00e9). Segundo ela, no dia em que a pol\u00edcia prendeu os envolvidos no c\u00e1rcere de Bruninho, Macarr\u00e3o telefonou dizendo que Zez\u00e9 ligaria para ela contando para qual delegacia Elenilson e o casal de caseiros do s\u00edtio haviam sido levados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O promotor Henry Vasconcelos quis saber de Dayanne qual foi o teor dessa conversa, mas ela n\u00e3o esclareceu. Apenas reafirmou que Bruno e Macarr\u00e3o mandaram ela negar a qualquer policial saber do paradeiro de Bruninho. Foi ent\u00e3o que Vasconcelos questionou o por qu\u00ea de Macarr\u00e3o ter colocado justamente um policial civil em contato direto com ela. Dayanne ficou nervosa porque n\u00e3o compreendeu a pergunta, mas depois afirmou n\u00e3o saber qual era a inten\u00e7\u00e3o do amigo do goleiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Zez\u00e9 \u00e9 alvo de uma investiga\u00e7\u00e3o que corre em segredo para apurar o envolvimento dele e de outro policial civil, Gilson Costa, no sequestro e morte de Eliza. Segundo o Minist\u00e9rio P\u00fablico, h\u00e1 v\u00e1rios registros de liga\u00e7\u00f5es telef\u00f4nicas entre os dois policiais, Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, e Macarr\u00e3o. O promotor Henry afirmou que eles ser\u00e3o indiciados oportunamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois de conclu\u00eddo o interrogat\u00f3rio do promotor, a ju\u00edza permitiu aos advogados que fizessem perguntas. Tiago Lenoir, que defende Bruno, quis saber sobre os cuidados que Dayanne teve com Bruninho. J\u00e1 L\u00facio Adolfo, que tamb\u00e9m representa o goleiro, a questionou sobre uma carta enviada \u00e0 Ordem dos Advogados do Brasil sobre supostas torturas cometidas durante a fase de inqu\u00e9rito policial. Dayanne disse que agiu sob orienta\u00e7\u00e3o do advogado \u00c9rcio Quaresma, que \u00e0 \u00e9poca a representava. Quem tamb\u00e9m fez perguntas foi a advogada que representa a m\u00e3e de Eliza. Ela quis saber se Dayanne sabia qual seria o destino de Bruninho. A r\u00e9 disse desconhecer. Nenhum jurado quis fazer perguntas e a ju\u00edza Marixa Fabiane Rodrigues deu o interrogat\u00f3rio por encerrado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>QUARTA-FEIRA e a fala de Bruno: Bola \u00e9 citado<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na quarta-feira, a grande expectativa por uma confiss\u00e3o do goleiro Bruno Fernandes foi frustrada. Em pouco mais de tr\u00eas horas, o atleta praticamente repetiu os relatos feitos por Luiz Henrique Rom\u00e3o, o Macarr\u00e3o, no primeiro julgamento do caso, realizado em novembro do ano passado. Ele apenas inverteu os pap\u00e9is com o amigo e o acusou de ter articulado e at\u00e9 ajudado na morte de Eliza Samudio. O que se pode considerar novidade nas falas de Bruno \u00e9 o fato de, pela primeira vez, um dos acusados citar abertamente o nome de Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, como executor do crime.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A impress\u00e3o \u00e9 de que o nome de Bola saiu por um descuido de Bruno. Os dois defensores do r\u00e9u estavam posicionados em frente a ele, mas recuaram no momento em que o nome foi pronunciado na resposta do goleiro a uma pergunta da ju\u00edza relacionada \u00e0 execu\u00e7\u00e3o de Eliza. &#8220;Depois dos fatos, ele me contou que havia contratado o Marcos Aparecido, o Nen\u00e9m&#8221;. A magistrada perguntou, ent\u00e3o, se Marcos Aparecido era o Bola. Depois de um curto sil\u00eancio, Bruno respondeu que soube pela imprensa que o ex-policial civil tinha v\u00e1rios codinomes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em perguntas feitas pelo advogado L\u00facio Adolfo, que defende o atleta, Bruno contou que tem medo de Bola e que a sua ex-mulher, Dayanne Rodrigues, foi pressionada pelo ex-policial civil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vers\u00f5es semelhantes Ao relatar como ficou sabendo da morte de Eliza Sam\u00fadio, Bruno chorou muito. A vers\u00e3o contada pelo atleta se assemelha ao depoimento do primo, Jorge Rosa Sales, prestado \u00e0 pol\u00edcia no in\u00edcio das investiga\u00e7\u00f5es sobre o sumi\u00e7o e morte da modelo. Ele contou que sua ex-amante foi esquartejada, teve as m\u00e3os retiradas e os ossos jogados para cachorros comerem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Bruno, Eliza deixou o s\u00edtio na noite do dia 10 de junho com Macarr\u00e3o, Jorge e o filho dela. Ao atleta, a mulher teria dito que iria a um ponto de t\u00e1xi e depois seguiria para S\u00e3o Paulo, onde resolveria alguns problemas. Ap\u00f3s algumas horas, Luiz Henrique e o primo do goleiro voltaram somente com o beb\u00ea e as bagagens de Eliza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bruno disse que questionou os dois sobre o que havia acontecido e que Jorge acabou revelando. \u201cEles teriam ido para uma casa na Regi\u00e3o de Vespasiano e entregado a Eliza para um rapaz chamado Nen\u00e9m. L\u00e1, o rapaz perguntou para ela se era usu\u00e1ria de drogas e cheirou a m\u00e3o dela. O rapaz pediu para o Macarr\u00e3o amarrar a m\u00e3o dela para frente e deu uma gravata nela\u201d, disse Bruno, que ainda completou: &#8220;O Jorge disse que Macarr\u00e3o ainda pegou e chutou as pernas de Eliza. Em seguida tinham esquartejado o corpo dela e jogado os ossos dela para os cachorros comerem&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>QUINTA-FEIRA e novo depoimento de Bruno<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes dos debates entre acusa\u00e7\u00e3o e defesa, o goleiro Bruno pediu para depor novamente, mas o &#8220;reinterrogat\u00f3rio&#8221; n\u00e3o durou nem 5 minutos. O advogado dele, L\u00facio Adolfo, fez apenas uma pergunta, a qual o acusado respondeu cabisbaixo afirmando que &#8220;sabia e imaginava&#8221; que Eliza seria morta por Macarr\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Promotoria Depois de um longo cumprimento aos jurados, citando nomes de um por um e dizendo a eles o privil\u00e9gio que \u00e9 estarem no conselho de senten\u00e7a, Henry Vasconcelos, iniciou os argumentos voltado aos sete escolhidos. Muito firme, o promotor contou desde o in\u00edcio as amea\u00e7as de Bruno Fernandes a Eliza Samudio. Ele fez quest\u00e3o de citar as contradi\u00e7\u00f5es do goleiro no que diz respeito \u00e0 rela\u00e7\u00e3o dele com a v\u00edtima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O promotor, focado na a\u00e7\u00e3o de Bruno, afirmou que o goleiro cuidou para que suas mulheres, empregados, primos e amigos, seu im\u00f3veis no Rio de Janeiro e Minas Gerais, seus ve\u00edculos e seus recursos pudessem protagonizar a trama para atrair Eliza Samudio. Para Henry, o goleiro teria levado sua &#8220;canalha quadrilha&#8221; a trazer Eliza para Minas Gerais. Atraiu a mulher ao Rio, providenciou o sequestro e de l\u00e1 a trouxe a Minas Gerais para providenciar seu assassinato. O promotor ainda chamou os envolvidos no crime de &#8220;calhordas e covardes&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vasconcelos tra\u00e7ou o perfil do goleiro Bruno como um homem perigoso, que seria articulador de um esquema forte de tr\u00e1fico de drogas entre o Rio de Janeiro e Minas Gerais. Mostrou em plen\u00e1rio que Bruno tinha contato direto com o criminoso Nem da Rocinha. E provocou: &#8220;O futebol perdeu um goleiro razo\u00e1vel, mas um grande ator entrou para dramaturgia&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Defesa O advogado do goleiro Bruno, L\u00facio Adolfo, come\u00e7ou sua argumenta\u00e7\u00e3o buscando desqualificar o trabalho do promotor Henry Vasconcelos. Disse aos jurados que reparou como os 67 volumes do processo foram dispostos na mesa em que est\u00e1 sentado o representante do Minist\u00e9rio P\u00fablico, que possuem &#8220;papeizinhos&#8221; marcando p\u00e1ginas. &#8220;Mas s\u00f3 nos primeiros oito. Depois os papeizinhos v\u00e3o raleando&#8221;, disse. Com isso o defensor buscou destacar que a promotoria se at\u00e9m somente \u00e0s primeiras provas produzidas contra os r\u00e9us.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A condena\u00e7\u00e3o de Macarr\u00e3o tamb\u00e9m foi usada como argumenta para criticar o trabalho feito pela acusa\u00e7\u00e3o. Lembrou L\u00facio Adolfo que Macarr\u00e3o, acusado de crime hediondo, recebeu a pena base. &#8220;E a promotoria n\u00e3o recorreu&#8221;, lembrou, questionando qual profissional faria isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao longo de sua argumenta\u00e7\u00e3o, o advogado L\u00facio Adolfo tamb\u00e9m tentou explicar, mesmo que de forma sucinta, especifica\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas aos sete jurados. Teoricamente, o Conselho de Senten\u00e7a \u00e9 formado por pessoas leigas. Assim, o defensor de Bruno tomou o cuidado de explicar termos t\u00e9cnicos e tr\u00e2mites legais da magistratura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Caso Bruno ter\u00e1 novos julgamentos nos pr\u00f3ximos meses<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, apontado como executor de Eliza Samudio, est\u00e1 preso desde 2010 em S\u00e3o Joaquim de Bicas, na Grande BH. Ele aguarda o julgamento que acontecer\u00e1 no dia 22 de abril. Durante o julgamento desta semana, Bruno citou o ex-policial civil como assassino da modelo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ex-funcion\u00e1rios do goleiro, Elenilson da Silva e Wemerson Marques, o Coxinha, tamb\u00e9m ser\u00e3o julgados, mas est\u00e3o em liberdade. Eles ir\u00e3o a j\u00fari popular em 15 de maio, pelo sequestro e c\u00e1rcere privado de Bruninho. Moradores de Ribeir\u00e3o das Neves, os dois trabalham na regi\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Do EM. COM Sexta-feira, 8 de mar\u00e7o de 2013, Dia Internacional da Mulher. Exatamente 969 dias depois da primeira not\u00edcia sobre o desaparecimento de Eliza Silva Samudio, o goleiro Bruno \u00e9 condenado. 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