{"id":44835,"date":"2013-02-25T23:32:46","date_gmt":"2013-02-26T02:32:46","guid":{"rendered":"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/?p=44835"},"modified":"2013-02-26T15:31:59","modified_gmt":"2013-02-26T18:31:59","slug":"anvisa-publica-proibicao-de-venda-de-alcool-liquido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/anvisa-publica-proibicao-de-venda-de-alcool-liquido\/","title":{"rendered":"Anvisa publica proibi\u00e7\u00e3o de venda de \u00e1lcool l\u00edquido"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Do G1, em S\u00e3o Paulo<\/strong><\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_44836\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/alcool.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-44836\" class=\"size-full wp-image-44836\" title=\"alcool\" src=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/alcool.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/alcool.jpg 300w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/alcool-60x45.jpg 60w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/alcool-150x113.jpg 150w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/alcool-269x201.jpg 269w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-44836\" class=\"wp-caption-text\">Venda de \u00e1lcool pode ser proibida no Brasil, mas depende de decis\u00e3o judicial (Foto: Marlon Tavoni \/ EPTV)<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) publicou, no Di\u00e1rio Oficial desta segunda-feira (26), resolu\u00e7\u00e3o que pro\u00edbe a fabrica\u00e7\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o e venda, de \u00e1lcool l\u00edquido com gradua\u00e7\u00e3o acima de 54\u00ba GL. A medida determina, ainda, que as empresas recolham os produtos existentes no mercado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a ag\u00eancia, a decis\u00e3o \u00e9 resultado da decis\u00e3o judicial do Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o, que em julho de 2012 se manifestou pela legalidade da resolu\u00e7\u00e3o da Anvisa, de 2002, que proibia a venda do produto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em janeiro deste ano, no entanto, o TRF-1 informara que a medida n\u00e3o teria validade at\u00e9 que fossem julgados pelo tribunal recursos pendentes relacionados ao tema. Procurado pelo G1 nesta segunda-feira, o TRF-1 informou que &#8220;nada mudou&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em julho do ano passado, a Quarta Turma do TRF-1 decidiu validar uma resolu\u00e7\u00e3o da Anvisa de 2002 que proibia a &#8220;fabrica\u00e7\u00e3o, exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 venda ou entrega ao consumo, do \u00e1lcool et\u00edlico de alta gradua\u00e7\u00e3o, ou seja, acima de 54\u00b0 GL&#8221;. Com a resolu\u00e7\u00e3o, somente o \u00e1lcool gel poderia ser comercializado ou \u00e1lcool l\u00edquido com teor menor do que 54\u00ba GL, ou seja, menos inflam\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s a decis\u00e3o, a Anvisa deu prazo de 180 dias para a adequa\u00e7\u00e3o do setor produtivo, que terminaram em 28 de janeiro. Com isso, diz a ag\u00eancia, a venda do \u00e1lcool l\u00edquido estaria proibida a partir de 29 de janeiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Procurada pelo G1, a Anvisa informou que entende que a medida \u00e9 v\u00e1lida. Dessa forma, as empresas que descumprirem a proibi\u00e7\u00e3o estariam sujeitas a multas que podem variar de R$ 2 mil a R$ 1,5 milh\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Anvisa informou que a fiscaliza\u00e7\u00e3o ficar\u00e1 a cargo das vigil\u00e2ncias estaduais e municipais que ser\u00e3o comunicadas sobre a nova norma. A proibi\u00e7\u00e3o da venda do \u00e1lcool l\u00edquido com gradu\u00e7\u00e3o maior que 54\u00b0 GL, segundo a Anvisa, tem o objetivo de reduzir o n\u00famero de casos de queimaduras e ingest\u00e3o acidental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em janeiro, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Produtores e Envasadores de \u00c1lcool (Abraspea) afirmou que entende que n\u00e3o h\u00e1 respaldo legal para a proibi\u00e7\u00e3o da venda, uma vez que a quest\u00e3o est\u00e1 sub j\u00fadice e cabe inclusive recursos \u00e0 tribunais superiores.<br \/>\n&#8220;Se a Anvisa efetivamente adotar essa medida, iremos defender os direitos dos produtores e pedir o ressarcimento de eventuais preju\u00edzos\u201d, afirmou, na ocasi\u00e3o, Ary Alcantara, porta-voz da Abraspea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O processo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s a Quarta Turma do TRF-1 ter validado a resolu\u00e7\u00e3o da Anvisa em julho de 2012, entidades de empresas que fabricam o \u00e1lcool l\u00edquido a questionaram por meio de embargos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em sess\u00e3o no dia 4 de dezembro, o relator do processo, o juiz M\u00e1rcio Barbosa Maia, manteve em sua decis\u00e3o a resolu\u00e7\u00e3o da Anvisa, e foi acompanhado pelo juiz Rodrigo Navarro. O terceiro juiz que integra a turma, Moreira Alves, pediu vista do processo. Como o embargo tem efeito suspensivo, segundo o TRF-1, o prazo n\u00e3o vale at\u00e9 que Moreira Alves d\u00ea seu voto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta segunda-feira, o TRF-1 informou que n\u00e3o houve mudan\u00e7a desde que houve pedido de vista do desembargador Carlos Eduardo Moreira Alves, que encontra-se de f\u00e9rias at\u00e9 o dia 25 de mar\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Os embargos de declara\u00e7\u00e3o relativos \u00e0 quest\u00e3o est\u00e3o pendentes de aprecia\u00e7\u00e3o e n\u00e3o nos foi informada a data para julgamento dos mesmos. Quanto a essa nova resolu\u00e7\u00e3o da Anvisa, o TRF1 n\u00e3o pode se manifestar sem que seja motivado, considerando que n\u00e3o chegou em nosso protocolo nenhum recurso a ela relacionado&#8221;, afirmou o TRF-1 em nota.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Anvisa argumenta que a proibi\u00e7\u00e3o do \u00e1lcool l\u00edquido com teor maior do que 54\u00ba GL n\u00e3o prejudicar\u00e1 o consumidor, uma vez que j\u00e1 existem op\u00e7\u00f5es no mercado do produto dentro das normas defendidas pela Anvisa. &#8220;O que estamos retirando \u00e9 aquele \u00e1lcool de alta gradua\u00e7\u00e3o que as pessoas acham \u00f3timo de usar para churrasco&#8221;, diz Mancilha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a ag\u00eancia, pela nova norma o \u00e1lcool com gradu\u00e7\u00e3o maior que 54\u00b0 GL poder\u00e1 ser vendido na forma de gel. &#8220;Os produtos comercializados para fins industriais e hospitalares continuam liberados. Tamb\u00e9m pode ser comercializado para o consumidor final o \u00e1lcool de 54\u00b0 GL em embalagens de no m\u00e1ximo 50 mililitros&#8221;, informou a Anvisa, em comunicado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Abraspea, por sua vez, argumenta que este tipo de \u00e1lcool l\u00edquido \u00e9 comercializado na maioria dos pa\u00edses por ser o preferido dos consumidores, que n\u00e3o h\u00e1 dados alarmantes sobre a ocorr\u00eancia de acidentes dom\u00e9sticos com o produto e que os produtos com maior teor de \u00e1gua na composi\u00e7\u00e3o n\u00e3o possuem o mesmo poder bactericida do \u00e1lcool l\u00edquido do tipo comum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a associa\u00e7\u00e3o, a proibi\u00e7\u00e3o da Anvisa atingiria cerca de 70% do \u00e1lcool l\u00edquido comercializado pelas empresas no pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Do G1, em S\u00e3o Paulo A Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) publicou, no Di\u00e1rio Oficial desta segunda-feira (26), resolu\u00e7\u00e3o que pro\u00edbe a fabrica\u00e7\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o e venda, de \u00e1lcool l\u00edquido com gradua\u00e7\u00e3o acima de 54\u00ba GL. 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