{"id":43614,"date":"2013-01-28T07:35:09","date_gmt":"2013-01-28T10:35:09","guid":{"rendered":"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/?p=43614"},"modified":"2013-01-29T14:39:10","modified_gmt":"2013-01-29T17:39:10","slug":"professor-diz-que-foi-torturado-pela-policia-de-sergipe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/professor-diz-que-foi-torturado-pela-policia-de-sergipe\/","title":{"rendered":"Professor  diz que foi torturado pela pol\u00edcia de Sergipe"},"content":{"rendered":"<p><a href=\" http:\/\/cadaminuto.com.br\/externo\/policia\/204335\/professor-e-preso-e-diz-que-foi-torturado-pela-policia-de-sergipe\" target=\"_blank\"><strong>por Helio Fialho, Cada Minuto<\/strong><\/a><\/p>\n<div id=\"attachment_43615\" style=\"width: 260px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/Cada.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-43615\" class=\"size-full wp-image-43615\" title=\"Cada\" src=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/Cada.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"166\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-43615\" class=\"wp-caption-text\">Professor diz que foi torturado pela pol\u00edcia de Sergipe. (Reprodu\u00e7\u00e3o Portal Cada Minuto)<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">A reportagem do Minuto Sert\u00e3o foi procurada nesta sexta-feira (22) pelo professor Hermes da Silva Gomes J\u00fanior, 33 anos, residente no Povoado Jacarezinho, Munic\u00edpio de P\u00e3o de A\u00e7\u00facar, Alagoas. Pai de dois filhos e casado com a professora Ros\u00e1lia de Farias, com forma\u00e7\u00e3o superior, concursado, ele leciona faz mais de dez anos na rede municipal de ensino, estando lotado nas escolas municipais do Povoado Santiago e Vila Limoeiro, em P\u00e3o de A\u00e7\u00facar, onde goza de excelente conceito profissional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele, bastante emocionado, denunciou detalhadamente as torturas e humilha\u00e7\u00f5es sofridas no momento em que policiais militares o prenderam acusando-o de tr\u00e1fico de drogas, no momento em que o mesmo retornava de Aracaju, onde no dia anterior havia acompanhado a m\u00e3e e uma filha a fim de submeterem-se a consultas e exames m\u00e9dicos na capital sergipana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tudo come\u00e7ou quando o \u00f4nibus da Coopetaju em que viajava com destino ao Povoado Niter\u00f3i, munic\u00edpio de Porto da Folha, foi parado por um grupo de policiais do Grupo de A\u00e7\u00f5es T\u00e1ticas do Interior (GATI), no trecho da rodovia pr\u00f3xima a cidade de Siriri, por volta das 14 horas e 30 minutos do \u00faltimo dia 23.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pol\u00edcia determinou que os passageiros descessem do ve\u00edculo para serem revistados. Com os passageiros n\u00e3o foi encontrado nada que os comprometessem. Depois alguns policiais verificaram o interior do \u00f4nibus e encontraram drogas no piso e em uma ou duas poltronas. Os policiais desceram do \u00f4nibus com as drogas nas m\u00e3os e, segundo um deles, uma passageira havia dito ter sido um rapaz que havia deixado a droga no interior do ve\u00edculo ao perceber a presen\u00e7a da pol\u00edcia, embora a v\u00edtima declarou n\u00e3o ter presenciado passageira alguma apontando ningu\u00e9m. No \u00f4nibus estavam viajando aproximadamente 10 homens e 20 mulheres, inclusive o professor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo, ainda, a v\u00edtima, os policiais disseram ter encontrado no interior do \u00f4nibus: coca\u00edna, crack e maconha, cuja quantidade ele n\u00e3o sabe informar porque n\u00e3o viu nenhum dos passageiros portanto drogas, pois durante a viagem ele vinha dormindo em raz\u00e3o de ter ficado sem dormir a noite inteira, por causa dos problemas de sa\u00fade enfrentados pela filha menor de 12 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao perceberem que o professor Hermes estava com os olhos vermelhos, em consequ\u00eancia do sono, os policiais foram logo o acusando-o de ser usu\u00e1rio de coca\u00edna, perguntando logo em seguida de onde ele era e a sua ocupa\u00e7\u00e3o. Ele respondeu que era de P\u00e3o de A\u00e7\u00facar e trabalhava como professor, mas os policiais disseram que ele estava mentindo e come\u00e7aram a humilh\u00e1-lo e o agredir fisicamente e com palavras de baixo cal\u00e3o. \u201cEles me levaram para tr\u00e1s do ve\u00edculo, agrediram-me com tapas e murros, por cinco vezes, e me xingaram com palavras humilhantes\u201d, disse o professor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele narrou tamb\u00e9m que a pol\u00edcia prendeu mais quatro homens que viajavam no ve\u00edculo e que estes se identificaram como moradores de P\u00e3o de A\u00e7\u00facar. A pol\u00edcia ao descobrir que os outros quatro acusados moram em de P\u00e3o de A\u00e7\u00facar, investiu contra o professor, na tentativa de for\u00e7\u00e1-lo a confessar que ele conhecia os demais acusados. Sempre que era interrogado e agredido por policiais, o professor respondia que morava na zona rural de P\u00e3o de A\u00e7\u00facar e por esta raz\u00e3o n\u00e3o conhecia os outros acusados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A v\u00edtima declarou que al\u00e9m de ter sido submetida a interrogat\u00f3rios e agress\u00f5es f\u00edsicas e psicol\u00f3gicas, passou por mais outro grave constrangimento, pois um dos policiais esfregou uma embalagem de subst\u00e2ncia qu\u00edmica no seu nariz, acusando-o de ser usu\u00e1rio de coca\u00edna. \u201cAgora voc\u00ea vai usar o resto da coca\u00edna que n\u00e3o deu tempo para voc\u00ea usar toda\u201d, disse o policial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O professor disse, tamb\u00e9m, que ap\u00f3s os atos de interrogat\u00f3rios, torturas e zombarias praticados pela pol\u00edcia, ainda teve as m\u00e3os algemadas junto aos outros quatro acusados e conduzido na carroceria da viatura policial at\u00e9 a delegacia de pol\u00edcia de Siriri. N\u00e3o encontrando o delegado de pol\u00edcia de plant\u00e3o, foram levados imediatamente para a Delegacia de Maruim sob a acusa\u00e7\u00e3o de tr\u00e1fico de drogas. Durante o trajeto dos presos, inclusive expostos ao p\u00fablico na carroceria da viatura policial, algumas pessoas chegaram a gritar chamando-os de bandidos e ladr\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante a sua perman\u00eancia na carceragem, o professor Hermes n\u00e3o teve direito a beber \u00e1gua, a alimentar-se, apesar de dizer que estava com sede, e ficou incomunic\u00e1vel, inclusive a pol\u00edcia jamais informou \u00e0 fam\u00edlia do professor sobre a sua pris\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro momento de humilha\u00e7\u00e3o vivido pelo professor Hermes Gomes, j\u00e1 na delegacia, foi quando ele teve que ficar completamente despido para ser revistado. \u201cVivi momentos de terror psicol\u00f3gico, com sede, fome e sem comunica\u00e7\u00e3o com a minha fam\u00edlia, al\u00e9m de dormir junto com outros presos numa cela quente, muito pequena, de aproximadamente dois metros e meio\u201d, disputando com os demais presos um min\u00fasculo espa\u00e7o numa cama de cimento\u201d, desabafou a v\u00edtima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Perguntado pela reportagem do Minuto Sert\u00e3o se ele achava que os outros acusados de P\u00e3o de A\u00e7\u00facar eram culpados ou inocentes, o professor foi enf\u00e1tico ao responder que n\u00e3o podia falar a respeito de pessoas que ele n\u00e3o conhecia. \u201cN\u00e3o posso falar sobre estas pessoas que eu jamais tinha visto antes e n\u00e3o as conhe\u00e7o. S\u00f3 posso falar por mim. Eu sou inocente e nunca pensei que um dia fosse passar por tamanho sofrimento\u201d, disse o professor Hermes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Esposa aflita<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muito preocupada com o fato do esposo n\u00e3o ter chegado da viagem prevista e n\u00e3o ter dado not\u00edcias, a professora Ros\u00e1lia de Farias, logo pela manh\u00e3, veio \u00e0 cidade de P\u00e3o de A\u00e7\u00facar, em busca de informa\u00e7\u00f5es sobre o paradeiro do esposo. Ao ouvir informa\u00e7\u00f5es sobre a pris\u00e3o de cinco pessoas que vinham no \u00f4nibus, ela viajou ao Povoado Niter\u00f3i e atrav\u00e9s do pessoal que trabalha no \u00f4nibus em que o professor Hermes viajou, ela foi informada sobre a pris\u00e3o de cinco pessoas de P\u00e3o de A\u00e7\u00facar, acusadas de tr\u00e1fico de drogas, pr\u00f3ximo da cidade de Siriri, inclusive o seu esposo. Depois de passar por uma verdadeira via crussis, finalmente ela localizou o marido preso na delegacia de pol\u00edcia da cidade Maruim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ros\u00e1lia, antes de seguir viagem, telefonou para uma de suas irm\u00e3s que residem em Aracaju e deu a triste not\u00edcia sobre a pris\u00e3o do marido. A irm\u00e3 de Ros\u00e1lia telefonou para a delegacia de Maruim e questionou o fato de a fam\u00edlia n\u00e3o ter sido comunicada sobre a pris\u00e3o do professor Hermes. O policial que atendeu a liga\u00e7\u00e3o telef\u00f4nica respondeu deselegantemente que Hermes havia sido preso em flagrante portando uma mochila cheia de maconha. A cunhada pediu para falar com o professor, mas o policial negou, deixando-a sem maiores informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Chegando \u00e0 delegacia de Maruim, a esposa da v\u00edtima dirigiu-se ao delegado de pol\u00edcia em busca de informa\u00e7\u00f5es sobre a pris\u00e3o do marido, ele falou que n\u00e3o tinha maiores informa\u00e7\u00f5es sobre a pris\u00e3o porque estava assumindo a delegacia daquela data (23). A professora questionou a injusta pris\u00e3o e a falsa acusa\u00e7\u00e3o ao esposo, pois ele seria incapaz de praticar tal crime. Quando foi ouvida pelo delegado sobre a vida do esposo, a professora Ros\u00e1lia foi enf\u00e1tica e verdadeira, cujas informa\u00e7\u00f5es foram confirmadas, na \u00edntegra, pelo esposo, no momento em tamb\u00e9m foi ouvido pelo mesmo delegado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois de ter sido ouvido e ter assinado o seu depoimento, a v\u00edtima foi solta por volta das 11 horas de quarta-feira (23) e imediatamente retornou para a sua cidade em um ve\u00edculo cedido pela Prefeitura Municipal de P\u00e3o de A\u00e7\u00facar. \u201cN\u00e3o tenho como agradecer ao prefeito Jorge Dantas e \u00e0 secret\u00e1ria Ida Ten\u00f3rio pelo grande apoio dado ao meu esposo\u201d, disse Ros\u00e1lia. \u201cEspero que a verdade seja esclarecida, a justi\u00e7a seja feita e esses policiais que prenderam o meu marido aprendam a trabalhar e a respeitarem os homens de bem, pois o que fizeram com o meu esposo foi uma injusti\u00e7a\u201d, finalizou a professora Ros\u00e1lia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Questionado sobre como ele estava se sentindo e o que faria a parir de agora, ele respondeu que estava sentindo muita vergonha por ter sido preso, torturado e humilhado inocentemente e que estaria movendo uma a\u00e7\u00e3o contra o estado de Sergipe e contra os policiais envolvidos na sua abusiva pris\u00e3o e contra os ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o que divulgaram a not\u00edcia com acusa\u00e7\u00f5es falsas contra a sua pessoa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEstou sentindo muita vergonha porque a minha imagem foi exposta negativamente para os meus alunos e para todas as pessoas. Os meus alunos n\u00e3o v\u00e3o acreditar porque j\u00e1 me conhecem e sempre ouvem as orienta\u00e7\u00f5es que passo sobre os males das drogas, por\u00e9m as pessoas que n\u00e3o me conhecem, \u00e9 claro, v\u00e3o acreditar na vers\u00e3o da pol\u00edcia. Por isso, quero provar a minha inoc\u00eancia para limpar o meu nome e vou entrar com uma a\u00e7\u00e3o contra o estado de Sergipe, contra os policiais que me prenderam e contra alguns ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o que publicaram a not\u00edcia mentirosa sem ouvir a minha pessoa\u201d, finalizou o professor Hermes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong><a href=\" http:\/\/cadaminuto.com.br\/externo\/policia\/204335\/professor-e-preso-e-diz-que-foi-torturado-pela-policia-de-sergipe\" target=\"_blank\">Clique aqui e leia a mat\u00e9ria completa<\/a><\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Helio Fialho, Cada Minuto A reportagem do Minuto Sert\u00e3o foi procurada nesta sexta-feira (22) pelo professor Hermes da Silva Gomes J\u00fanior, 33 anos, residente no Povoado Jacarezinho, Munic\u00edpio de P\u00e3o de A\u00e7\u00facar, Alagoas. 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