{"id":39978,"date":"2012-10-12T10:06:28","date_gmt":"2012-10-12T13:06:28","guid":{"rendered":"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/?p=39978"},"modified":"2012-10-14T16:56:54","modified_gmt":"2012-10-14T19:56:54","slug":"internet-e-redes-sociais-vao-liderar-a-midia-do-futuro-diz-presidente-da-sip","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/internet-e-redes-sociais-vao-liderar-a-midia-do-futuro-diz-presidente-da-sip\/","title":{"rendered":"&#8216;Internet e redes sociais v\u00e3o liderar a m\u00eddia do futuro&#8217;, diz presidente da SIP"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #333333;\"><strong>Sociedade Interamericana de Imprensa se re\u00fane a partir desta sexta em SP.<\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #333333;\"><strong>Milton Coleman \u00e9 tamb\u00e9m editor-chefe do jornal &#8216;Washington Post&#8217;.<\/strong><\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_39980\" style=\"width: 260px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Sip.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-39980\" class=\"size-medium wp-image-39980\" title=\"Sip\" src=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Sip-250x300.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Sip-250x300.jpg 250w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2012\/10\/Sip.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 250px) 100vw, 250px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-39980\" class=\"wp-caption-text\">O presidente da SIP e editor s\u00eanior do &#39;Washington Post&#39;, Milton Coleman (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">A internet e as redes sociais t\u00eam democratizado o processo de not\u00edcias como nunca antes e v\u00e3o liderar a m\u00eddia do futuro. A opini\u00e3o \u00e9 de Milton Coleman, editor s\u00eanior do jornal \u201cThe Washington Post\u201d e presidente da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), cuja 68\u00aa Assembleia Geral inicia nesta sexta-feira (12), em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEsta expans\u00e3o \u00e9 boa para os consumidores de not\u00edcias, porque eles aprendem as coisas mais r\u00e1pido, t\u00eam acesso a muitas outras que n\u00e3o sabiam antes e podem desempenhar um papel mais interativo e inovador &#8211; incluindo tornarem-se eles pr\u00f3prios jornalistas\u201d, disse Coleman em entrevista por e-mail ao <strong>G1<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O evento, que reunir\u00e1 at\u00e9 ter\u00e7a-feira (16) cerca de 600 participantes entre jornalistas, pol\u00edticos, pesquisadores e empres\u00e1rios de comunica\u00e7\u00e3o, ter\u00e1 como foco nesta edi\u00e7\u00e3o a liberdade de imprensa. Um estudo in\u00e9dito sobre o tema no continente deve ser divulgado na segunda (15).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Coleman, que est\u00e1 no \u201cWashington Post\u201d desde 1976, ap\u00f3s iniciar a carreira no pequeno \u201cThe Milwaukee Courier\u201d, seman\u00e1rio que servia \u00e0 comunidade negra na sua cidade natal, houve \u201cavan\u00e7os significativos em v\u00e1rias frentes\u201d, mas ainda \u00e9 preciso esfor\u00e7os para alterar \u201cpr\u00e1ticas que podem ser muito prejudiciais\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNo Equador, Venezuela e Argentina, governos democraticamente eleitos est\u00e3o transformando leis contra a liberdade de express\u00e3o em puni\u00e7\u00e3o a donos de organiza\u00e7\u00f5es de comunica\u00e7\u00e3o que discordam deles, barrando o livre fluxo de informa\u00e7\u00f5es e opini\u00f5es com leis de imprensa opressivas\u201d, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia a entrevista concedida por Milton Coleman ao G1 e reproduzida pelo SE Not\u00edcias.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>G1 &#8211;<\/strong> Na sua opini\u00e3o, quais s\u00e3o os principais desafios da imprensa latino-americana nesse come\u00e7o de mil\u00eanio? Em que aspectos o senhor acredita que os brasileiros podem progredir?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Coleman &#8211;<\/strong> Os principais desafios incluem continuar a intermin\u00e1vel batalha para criar e manter padr\u00f5es que impulsionem credibilidade, continuar pressionando o governo a prestar contas, continuar a press\u00e3o para ser mais multimedia e fazer com que isso seja realiz\u00e1vel e aumentar a base de cobertura e relev\u00e2ncia ao se tornar mais inclusivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>G1 &#8211;<\/strong> O senhor acredita em um futuro da informa\u00e7\u00e3o baseado totalmente na TV de segunda tela e TV on demand? Como o senhor v\u00ea o uso da internet por r\u00e1dios, jornais e televis\u00f5es hoje?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Coleman &#8211;<\/strong> A internet e as redes sociais t\u00eam democratizado o processo de not\u00edcias como nunca visto antes. Elas v\u00e3o liderar a m\u00eddia do futuro, especialmente e provavelmente a m\u00f3vel. Esta expans\u00e3o \u00e9 boa para os consumidores de not\u00edcias, porque eles aprendem as coisas mais r\u00e1pido, t\u00eam acesso a muitas coisas que n\u00e3o sabiam antes e podem desempenhar um papel mais interativo e inovador &#8211; incluindo tornarem-se eles pr\u00f3prios jornalistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora, h\u00e1 uma confus\u00e3o de not\u00edcias flutuando em todos esses meios e muitas vezes \u00e9 dif\u00edcil separar o fato da fic\u00e7\u00e3o, not\u00edcia de rumor, e muitos dos jornalistas mais jovens trabalham por conta pr\u00f3pria, muitas vezes n\u00e3o lado a lado com os profissionais experientes que aperfei\u00e7oaram\u00a0 por um bom tempo maneiras de fazer as coisas direito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E n\u00f3s tamb\u00e9m precisamos aprender a adaptar muitos desses conhecimentos em formas de evitar que a nova tecnologia se torne uma ferramenta para sufocar a liberdade de pensamento e de express\u00e3o por parte dos governos de esquerda e de direita que simplesmente n\u00e3o gostam de cr\u00edticas e de pensamento livre &#8211; dois elementos essenciais da democracia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>G1 &#8211;<\/strong> A assembleia vai abordar a liberdade de imprensa em um momento em que pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, como Equador e Argentina, est\u00e3o discutindo leis de restri\u00e7\u00e3o da m\u00eddia. A situa\u00e7\u00e3o tem se deteriorado na regi\u00e3o?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Coleman \u2013<\/strong> A resposta para esta quest\u00e3o depende de como estabelecemos o ponto de compara\u00e7\u00e3o e de como definimos \u201cregi\u00e3o\u201d. A Am\u00e9rica Latina n\u00e3o \u00e9 um bloco s\u00f3. Col\u00f4mbia e Peru, por exemplo, est\u00e3o certamente melhor do que h\u00e1 10, 15, 20 anos atr\u00e1s. M\u00e9xico e muitos outros pa\u00edses na Am\u00e9rica central est\u00e3o devastados pelas mortes de jornalistas ligadas ao narcotr\u00e1fico, que quase sempre ficam impunes. No Equador, Venezuela e Argentina, governos democraticamente eleitos est\u00e3o transformando leis contra a liberdade de express\u00e3o em puni\u00e7\u00e3o a donos de organiza\u00e7\u00f5es de comunica\u00e7\u00e3o que discordam deles, barrando o livre fluxo de informa\u00e7\u00f5es e opini\u00f5es com leis de imprensa opressivas e, enquanto a Comiss\u00e3o Interamericana de Direitos Humanos em seu Relat\u00f3rio Especial para a Liberdade de Express\u00e3o fizeram avan\u00e7os significativos em v\u00e1rias frentes, agora h\u00e1 novos esfor\u00e7os expressivos para alterar estas pr\u00e1ticas que poderiam ser muito prejudiciais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>G1 \u2013<\/strong> Em M\u00e9xico, a mortes entre jornalistas est\u00e3o muito ligadas aos carteis de tr\u00e1fico de drogas. \u00c9 poss\u00edvel identificar outros tipos de viol\u00eancias cometidas contra jornalistas na Am\u00e9rica Latina? H\u00e1 semelhan\u00e7as entre os pa\u00edses?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Coleman \u2013<\/strong> \u00c9 dif\u00edcil responder a essa quest\u00e3o porque quase sempre as mortes n\u00e3o s\u00e3o amplamente investigadas, muito menos devidamente julgadas. N\u00f3s sabemos, por outro lado, que tr\u00e1fico de drogas e a guerra do tr\u00e1fico tem tido terr\u00edveis consequ\u00eancias, e muitas delas ocorrem mais em cidades pequenas do que grandes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitas boas reportagens vem sendo feitas por portais noticiosos e seus rep\u00f3rteres tamb\u00e9m est\u00e3o entrando na linha de fogo. O fato \u00e9 que jornalistas precisam de prote\u00e7\u00e3o de governantes, em vez de uma resposta que diga \u2018n\u00f3s n\u00e3o temos recursos\u2019 ou que simplesmente ignorem quando jornalistas que tentam informar os cidad\u00e3os de suas democracias s\u00e3o amea\u00e7ados, espancados, intimidados e mortos.<\/p>\n<p><em><strong>Giovana Sanchez e Amauri Arrais<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>Do G1, em S\u00e3o Paulo<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sociedade Interamericana de Imprensa se re\u00fane a partir desta sexta em SP. Milton Coleman \u00e9 tamb\u00e9m editor-chefe do jornal &#8216;Washington Post&#8217;. A internet e as redes sociais t\u00eam democratizado o processo de not\u00edcias como nunca antes e v\u00e3o liderar a m\u00eddia do futuro. 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