{"id":38686,"date":"2012-08-19T06:35:52","date_gmt":"2012-08-19T09:35:52","guid":{"rendered":"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/?p=38686"},"modified":"2012-08-19T06:37:01","modified_gmt":"2012-08-19T09:37:01","slug":"38686","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/38686\/","title":{"rendered":"Nu de professora de &#8216;Carrossel&#8217; faz fracasso de bilheteria bombar na internet"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_38687\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/Carrossel.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-38687\" class=\"size-medium wp-image-38687\" title=\"Carrossel\" src=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/Carrossel-300x168.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"168\" srcset=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/Carrossel-300x168.jpg 300w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/Carrossel-342x192.jpg 342w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/Carrossel.jpeg 550w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-38687\" class=\"wp-caption-text\">Rosanne Mulholland em cena de &quot;Falsa Loura&quot;, de Carlos Reichenbach.(Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando &#8220;Falsa Loura&#8221;, de Carlos Reichenbach, foi lan\u00e7ado nos cinemas, em abril de 2008, o filme atraiu cerca de 12 mil espectadores, deixando o diretor deprimido. O cineasta, morto em junho passado, achava que tinha feito um longa popular. Talvez estivesse certo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Estou bem&#8221;, diz Hebe Camargo no Twitter<br \/>\nGay de &#8220;Avenida Brasil&#8221; apresentar\u00e1 &#8220;Menina Fant\u00e1stica&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Falsa Loura&#8221; virou hit no YouTube, com cerca de 470 mil visualiza\u00e7\u00f5es. O problema? A c\u00f3pia no canal \u00e9 ilegal. &#8220;Estou surpresa com a not\u00edcia. Quisera eu que o longa tivesse feito 400 mil espectadores&#8221;, diz uma at\u00f4nita Sara Silveira, produtora do filme.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com esses n\u00fameros, &#8220;Falsa Loura&#8221;, que ganhou impulso on-line por ter uma cena de nudez de Rosanne Mulholland, a professora Helena da novela &#8220;Carrossel&#8221;, ficaria em sexto lugar nas bilheterias daquele ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Carl\u00e3o estaria contente, porque ele queria que seus filmes fossem vistos, mas n\u00e3o ganhamos um tost\u00e3o e pode atrapalhar as vendas das obras para a TV. Ainda n\u00e3o sei qual a\u00e7\u00e3o tomarei. Vou falar com meu advogado&#8221;, diz Silveira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O longa de Reichenbach, no entanto, \u00e9 apenas a ponta do iceberg.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Filmes nacionais est\u00e3o completos no YouTube h\u00e1 algum tempo, mas agora foram compilados em uma \u00fanica p\u00e1gina, administrada pelo bacharel em filosofia pela USP Eduardo Carli de Morais, que mora em Goi\u00e2nia e mant\u00e9m blogs culturais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Eu mesmo n\u00e3o tenho o costume de fazer upload de filmes, porque a situa\u00e7\u00e3o da contenda entre direitos autorais versus cultura livre ainda n\u00e3o est\u00e1 clara&#8221;, explica Carli.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o \u00e9 a opini\u00e3o do advogado Caio Mariano, da Senna &amp; Mariano Advogados: &#8220;N\u00e3o h\u00e1 um &#8216;lugar cinza&#8217;. \u00c9 uma forma de disponibiliza\u00e7\u00e3o da obra tal qual qualquer outra realizada em cinema, TV, DVD e afins. Tais direitos s\u00e3o de prerrogativa dos distribuidores ou produtores da obra audiovisual&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O canal re\u00fane mais de 150 filmes nacionais completos, de raridades como &#8220;A Hora e a Vez de Augusto Matraga&#8221; (1965), de Roberto Santos, a novidades como &#8220;Para\u00edsos Artificiais&#8221;, de Marcos Prado, lan\u00e7ado h\u00e1 tr\u00eas meses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Pela rapidez com que retiram os v\u00eddeos, acho que n\u00e3o teremos problemas, mas vamos discutir se haver\u00e1 uma a\u00e7\u00e3o legal&#8221;, adianta Dod\u00f4 Brand\u00e3o, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Cineastas, que, apesar de ter enviado of\u00edcio \u00e0 Ancine pedindo &#8220;puni\u00e7\u00e3o&#8221;, sabe que o caso \u00e9 mais complicado. &#8220;Sou contra colocar filmes completos, mas alguns autores podem gostar da exposi\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 o caso de Rudi Lagemann, cujo drama &#8220;Anjos do Sol&#8221;, 2006, foi visto por apenas 30 mil pessoas nos cinemas e j\u00e1 ganhou 166 mil espectadores no YouTube.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Fico feliz. \u00c9 ruim quando o vazamento acontece no lan\u00e7amento, mas meu longa j\u00e1 deu o que tinha de dar. H\u00e1 outras pessoas que respondem pelos direitos e podem mandar tirar. Eu n\u00e3o vejo problema. A internet precisa ser nossa parceira&#8221;, afirma o diretor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas outros diretores e produtores n\u00e3o gostaram de ver os seus longas dispon\u00edveis de gra\u00e7a no YouTube, que \u00e9 parte do gigante Google. &#8220;\u00c9 um absurdo, porque \u00e9 preciso respeitar o mercado e a janela de lan\u00e7amento. Acho que as pessoas precisam ter acesso \u00e0 cultura, mas n\u00e3o pode ser leviano&#8221;, reclama Marcos Prado, que conseguiu retirar em 24 horas o seu longa &#8220;Para\u00edsos Artificiais&#8221;, que acaba de sair em blu-ray, DVD e na loja do iTunes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atitude semelhante \u00e9 adotada pela empresa que administra os direitos autorais das obras de Glauber Rocha, um dos cineastas com mais filmes no canal &#8211;h\u00e1 at\u00e9 uma vers\u00e3o italiana de &#8220;O Drag\u00e3o da Maldade contra o Santo Guerreiro&#8221;, de 1969.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O acervo inteiro de Glauber Rocha est\u00e1 dispon\u00edvel na Cinemateca Brasileira para quem quiser ver. Vamos analisar e vamos pedir para ser retirado, mas n\u00e3o queremos colocar ningu\u00e9m na cadeia, apenas lembrar que \u00e9 preciso autoriza\u00e7\u00e3o para exibir esses filmes&#8221;, afirma Silvia Gandelman, advogada e administradora dos direitos autorais das obras de Glauber Rocha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso de uma reclama\u00e7\u00e3o dos donos dos direitos autorais, o Google verifica o v\u00eddeo, retira a obra, notifica o usu\u00e1rio, que pode at\u00e9 perder sua conta. Por meio de sua assessoria de imprensa, a empresa diz que &#8220;respeita os direitos autorais e trabalhou fortemente para criar ferramentas para combater a pirataria&#8221;, referindo-se ao investimento de US$ 30 milh\u00f5es (R$ 60 milh\u00f5es) no ContentID, ferramenta que identifica um conte\u00fado digital protegido por copyright.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;N\u00e3o cheguei a receber nenhuma notifica\u00e7\u00e3o do YouTube por ter criado este canal. S\u00f3 recebo o informe quando um v\u00eddeo que integra alguma de minhas listas \u00e9 exclu\u00eddo. S\u00f3 hoje, 10 filmes foram exclu\u00eddos. Se a tend\u00eancia continuar, grande parte desse material que agora est\u00e1 dispon\u00edvel ser\u00e1 &#8216;exterminado'&#8221;, conta Eduardo Carli de Morais, completando: &#8220;Pelo menos at\u00e9 que brote de outro usu\u00e1rio&#8221;.<\/p>\n<pre><em><strong>RODRIGO SALEM DE S\u00c3O PAULO - UOL<\/strong><\/em><\/pre>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando &#8220;Falsa Loura&#8221;, de Carlos Reichenbach, foi lan\u00e7ado nos cinemas, em abril de 2008, o filme atraiu cerca de 12 mil espectadores, deixando o diretor deprimido. O cineasta, morto em junho passado, achava que tinha feito um longa popular. 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