{"id":30911,"date":"2012-04-26T12:13:35","date_gmt":"2012-04-26T15:13:35","guid":{"rendered":"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/?p=30911"},"modified":"2012-04-26T12:26:12","modified_gmt":"2012-04-26T15:26:12","slug":"mpfse-visita-comunidade-quilombola-urbana-em-aracaju","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/mpfse-visita-comunidade-quilombola-urbana-em-aracaju\/","title":{"rendered":"MPF\/SE visita comunidade quilombola urbana em Aracaju"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #808080;\"><strong>Maloca foi a segunda comunidade brasileira a ser reconhecida como quilombo urbano<\/strong><\/span><\/p>\n<div class=\"mceTemp\">\n<dl id=\"attachment_27181\" class=\"wp-caption alignleft\" style=\"width: 160px;\">\n<dt class=\"wp-caption-dt\"><a href=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/MPF-SE.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-thumbnail wp-image-27181\" title=\"MPF-SE\" src=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/MPF-SE-150x150.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/MPF-SE-150x150.jpg 150w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/MPF-SE-50x50.jpg 50w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/MPF-SE-70x70.jpg 70w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/MPF-SE-55x55.jpg 55w\" sizes=\"(max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><\/dt>\n<dd class=\"wp-caption-dd\"><\/dd>\n<\/dl>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta quarta-feira, 25 de abril, o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal em Sergipe (MPF\/SE) visitou a comunidade quilombola Maloca, em Aracaju. A comunidade est\u00e1 localizada no bairro Get\u00falio Vargas, regi\u00e3o central de Aracaju, e foi a segunda a ser reconhecida como quilombo urbano no pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O presidente da associa\u00e7\u00e3o que re\u00fane os moradores do local, Luiz Bonfim, mostrou a comunidade \u00e0 procuradora da Rep\u00fablica L\u00edvia Nascimento Tin\u00f4co e falou sobre os anseios e necessidades dos quilombolas. Na pequena vila que come\u00e7ou a ser constru\u00edda em 1914, existem atualmente 54 fam\u00edlias quilombolas, a maioria delas vive em casas alugadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Luiz Bonfim explicou que a press\u00e3o imobili\u00e1ria sobre essas fam\u00edlias \u00e9 grande, e algumas j\u00e1 deixaram a comunidade por isso. Dentro da Maloca ainda h\u00e1 algumas casas que s\u00e3o alugadas por pessoas que n\u00e3o s\u00e3o quilombolas. Dona Neuza, cujo av\u00f4 foi fundador da comunidade, afirma que a conviv\u00eancia com a vizinhan\u00e7a \u00e9 pac\u00edfica. Inclusive, os vizinhos costumam participar das missas e das festas que s\u00e3o realizadas na Maloca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A fam\u00edlia de dona Neuza, vinda do munic\u00edpio sergipano de Riachuelo, deu iniciou \u00e0 comunidade e hoje j\u00e1 est\u00e1 na quinta gera\u00e7\u00e3o nascida na Maloca. Para manter as tradi\u00e7\u00f5es e a mem\u00f3ria viva do lugar, a associa\u00e7\u00e3o de moradores promove oficinas de dan\u00e7a, m\u00fasica, percuss\u00e3o e um projeto chamado \u201cLinguagem e cultura na Maloca\u201d, voltado para as crian\u00e7as.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A comunidade tamb\u00e9m realiza uma tradicional festa junina que costuma atrair muita gente de fora. De acordo com Luiz Bonfim, um dos desejos dos quilombolas \u00e9 ter reformado o largo onde a festa \u00e9 realizada, a fim de atrair mais turistas e gerar renda com a venda de comidas t\u00edpicas tamb\u00e9m em outras \u00e9pocas do ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Titula\u00e7\u00e3o \u2013 Ap\u00f3s a visita, a procuradora L\u00edvia Tin\u00f4co entrou em contato com o Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria (Incra) para solicitar informa\u00e7\u00f5es sobre o andamento do Relat\u00f3rio T\u00e9cnico de Identifica\u00e7\u00e3o e Delimita\u00e7\u00e3o do Territ\u00f3rio (RTID) da Maloca. O Incra afirmou que espera concluir o relat\u00f3rio em at\u00e9 dois meses. Este \u00e9 o primeiro passo para a regulariza\u00e7\u00e3o da \u00e1rea e posterior titula\u00e7\u00e3o das casas em favor da comunidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Instituto informou ainda que um dos antrop\u00f3logos que participou do processo de titula\u00e7\u00e3o do Quilombo Fam\u00edlia Silva, primeiro quilombo urbano do pa\u00eds, localizado em Porto Alegre (RS), est\u00e1 participando do relat\u00f3rio antropol\u00f3gico da Maloca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #808080;\"><strong>Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #808080;\"><strong>Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal em Sergipe\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maloca foi a segunda comunidade brasileira a ser reconhecida como quilombo urbano Nesta quarta-feira, 25 de abril, o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal em Sergipe (MPF\/SE) visitou a comunidade quilombola Maloca, em Aracaju. 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