{"id":23764,"date":"2012-02-02T22:16:24","date_gmt":"2012-02-03T01:16:24","guid":{"rendered":"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/?p=23764"},"modified":"2012-02-02T22:17:04","modified_gmt":"2012-02-03T01:17:04","slug":"supremo-mantem-poderes-de-investigacao-do-cnj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/supremo-mantem-poderes-de-investigacao-do-cnj\/","title":{"rendered":"Supremo mant\u00e9m poderes de investiga\u00e7\u00e3o do CNJ"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A maioria dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quinta-feira manter os poderes de investiga\u00e7\u00e3o do CNJ (Conselho Nacional de Justi\u00e7a). Por 6 votos a 5, a decis\u00e3o reconheceu a autonomia do \u00f3rg\u00e3o em abrir investiga\u00e7\u00f5es contra magistrados sem depender de corregedorias locais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A decis\u00e3o contraria liminar concedida pelo ministro Marco Aur\u00e9lio Mello no fim do ano passado, atendendo pedido feito pela AMB (Associa\u00e7\u00e3o dos Magistrados Brasileiros), que tentava fazer valer a tese de que o CNJ (Conselho Nacional de Justi\u00e7a) s\u00f3 poderia investigar magistrados ap\u00f3s processo nas corregedorias dos tribunais estaduais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Iniciado ontem, o julgamento sobre a atua\u00e7\u00e3o do CNJ provocou intenso debate no plen\u00e1rio.<\/p>\n<div id=\"attachment_23765\" style=\"width: 560px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/12033769.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-23765\" class=\"size-full wp-image-23765\" title=\"12033769\" src=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/12033769.jpeg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"367\" srcset=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/12033769.jpeg 550w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/12033769-300x200.jpg 300w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/12033769-342x228.jpg 342w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-23765\" class=\"wp-caption-text\">Ministros no plen\u00e1rio do STF durante a sess\u00e3o do STF que julgou a\u00e7\u00e3o sobre o CNJ.( S\u00e9rgio Lima\/Folhapress)<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;At\u00e9 as pedras sabem que as corregedorias [locais] n\u00e3o funcionam quando se trata de investigar seus pr\u00f3prios pares&#8221;, afirmou o ministro Gilmar Mendes, que votou a favor da chamada &#8220;compet\u00eancia concorrente&#8221; do CNJ.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;As decis\u00f5es do conselho passaram a expor situa\u00e7\u00f5es escabrosas no seio do poder judici\u00e1rio nacional&#8221;, concordou Joaquim Barbosa, tamb\u00e9m afirmando que, por esse motivo, houve &#8220;uma rea\u00e7\u00e3o corporativa contra o \u00f3rg\u00e3o, que vem produzindo resultados important\u00edssimos no sentido de corre\u00e7\u00e3o das mazelas&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A discuss\u00e3o girou em torno de duas teses distintas. A primeira, que prevaleceu, afirmava que o CNJ deve ter amplo poder de investigar e, inclusive, de decidir quando os processos devem correr nos tribunais de origem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Uma coisa \u00e9 declinar da compet\u00eancia, outra \u00e9 ser privado de sua compet\u00eancia&#8221;, argumentou Ayres Britto. Al\u00e9m dele, de Mendes e Joaquim, tamb\u00e9m votaram assim os colegas Rosa Weber,C\u00e1rmen L\u00facia e Jos\u00e9 Antonio Dias Toffoli.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 a segunda tese, encabe\u00e7ada por Marco Aur\u00e9lio Mello (relator do caso e autor da liminar que suspendeu, no final de dezembro, os poderes origin\u00e1rios de investiga\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o), afirmava que investiga\u00e7\u00f5es contra magistrados devem ser, prioritariamente, ocorrer nas corregedorias dos Estados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com ele, votaram Luiz Fux, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello e o presidente da Corte, Cezar Peluso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>SESS\u00c3O P\u00daBLICA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante o julgamento, os ministros decidiram analisar ponto por ponto do que foi contestado na a\u00e7\u00e3o da AMB.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre os itens discutidos, o Supremo manteve o entendimento de que todos os julgamentos de magistrados devem acontecer em sess\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os ministros entenderam que \u00e9 constitucional a parte da resolu\u00e7\u00e3o do CNJ que estabelece a publicidade de todas as sess\u00f5es que julgam processos disciplinares. A AMB (Associa\u00e7\u00e3o dos Magistrados Brasileiros), autora da a\u00e7\u00e3o contra o conselho, argumentava que, nos processos que pedem a puni\u00e7\u00e3o de &#8220;advert\u00eancia&#8221; e &#8220;censura&#8221; de ju\u00edzes, as sess\u00f5es deveriam ser secretas. Isso porque a Loman (Lei Org\u00e2nica da Magistratura Nancional) define que essas duas san\u00e7\u00f5es tem car\u00e1ter sigiloso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os ministros tamb\u00e9m afirmaram que o CNJ n\u00e3o pode definir onde os magistrados devem responder administrativamente, quando processados em seus respectivos tribunais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A AMB questionou o fato de o CNJ ter escrito em sua regulamenta\u00e7\u00e3o que as corregedorias devem apurar irregularidades cometidas por ju\u00edzes de primeiro grau, enquanto as presid\u00eancias devem investigar os desembargadores e que ambos devem avisar o conselho quando decidirem arquivar os processos. Neste caso, os ministros afirmaram que cada tribunal deve realizar internamente essa &#8220;divis\u00e3o de atribui\u00e7\u00f5es&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O STF, no entanto, n\u00e3o suspendeu os artigos questionados, mas proferiu a chamada &#8220;interpreta\u00e7\u00e3o conforme&#8221;. Ou seja, definiu que a resolu\u00e7\u00e3o do CNJ \u00e9 constitucional, ao definir que os tribunais devem apurar as irregularidades e avisar o conselho quando decidirem arquivar os casos, mas n\u00e3o poderia dizer que os corregedores atuar\u00e3o em alguns casos e os presidentes em outro &#8212; referindo-se apenas ao &#8220;\u00f3rg\u00e3o competente&#8221; respons\u00e1vel pelo processo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong>Folha Online<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; A maioria dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quinta-feira manter os poderes de investiga\u00e7\u00e3o do CNJ (Conselho Nacional de Justi\u00e7a). Por 6 votos a 5, a decis\u00e3o reconheceu a autonomia do \u00f3rg\u00e3o em abrir investiga\u00e7\u00f5es contra magistrados sem depender de corregedorias locais. 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