{"id":153708,"date":"2026-10-21T13:50:15","date_gmt":"2026-10-21T16:50:15","guid":{"rendered":"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/?p=153708"},"modified":"2026-10-21T13:50:15","modified_gmt":"2026-10-21T16:50:15","slug":"dor-persistente-por-mais-de-tres-meses-exige-atencao-e-avaliacao-especializada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/dor-persistente-por-mais-de-tres-meses-exige-atencao-e-avaliacao-especializada\/","title":{"rendered":"Dor persistente por mais de tr\u00eas meses exige aten\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o especializada"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No m\u00eas em que \u00e9 celebrado o Dia Mundial de Combate a Dor, Dr. Guillermo Ramirez alerta para os riscos da automedica\u00e7\u00e3o e os impactos da dor cr\u00f4nica na qualidade de vida<br \/>\nConviver com dores frequentes n\u00e3o deve ser considerado algo normal. Quando persiste por mais de tr\u00eas meses ou apresenta epis\u00f3dios recorrentes relacionados \u00e0 mesma condi\u00e7\u00e3o, a dor pode ser classificada como cr\u00f4nica e precisa de avalia\u00e7\u00e3o especializada. O alerta \u00e9 do m\u00e9dico especialista em Medicina da Dor, Dr. Guillermo Ramirez, em refer\u00eancia ao Dia Mundial de Combate a Dor, celebrado no \u00faltimo dia 17 de outubro.<\/p>\n<div id=\"attachment_153709\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/f4a75784-90c8-4990-85dc-863e8af646b2.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-153709\" class=\"size-full wp-image-153709\" src=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/f4a75784-90c8-4990-85dc-863e8af646b2.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"338\" srcset=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/f4a75784-90c8-4990-85dc-863e8af646b2.jpeg 600w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/f4a75784-90c8-4990-85dc-863e8af646b2-300x169.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-153709\" class=\"wp-caption-text\">Dr. Guillermo Ramirez \u00e9 m\u00e9dico especialista em dor e anestesiologista &#8211; Foto: ascom\/divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>Um dos desafios no tratamento \u00e9 o fato de a dor cr\u00f4nica nem sempre apresentar sinais vis\u00edveis, o que pode levar \u00e0 incompreens\u00e3o do sofrimento do paciente. \u201cUm dos grandes problemas \u00e9 que a dor cr\u00f4nica \u00e9 invis\u00edvel. Quem est\u00e1 ao redor muitas vezes olha para o paciente, v\u00ea que ele est\u00e1 andando, trabalhando ou realizando alguma atividade e questiona como ele pode estar sentindo dor. Esse paciente acaba sendo taxado de exagerado, pregui\u00e7oso ou at\u00e9 de estar inventando o que sente\u201d, explica Guillermo.<\/p>\n<p>Segundo o m\u00e9dico, a dor persistente pode continuar mesmo depois que a causa inicial deixa de existir, em um processo associado \u00e0 sensibiliza\u00e7\u00e3o central. \u201cQuando o paciente passa muito tempo sentindo dor, pode ocorrer um processo chamado sensibiliza\u00e7\u00e3o central. \u00c9 como se o c\u00e9rebro criasse uma mem\u00f3ria da dor. Por isso, quando a dor persiste e n\u00e3o h\u00e1 resolu\u00e7\u00e3o do problema, \u00e9 importante buscar atendimento e tratamento\u201d, alerta.<\/p>\n<p>A tentativa de controlar o sintoma por conta pr\u00f3pria tamb\u00e9m pode trazer riscos, tanto pelo atraso no diagn\u00f3stico quanto pelos efeitos do uso frequente de medicamentos. \u201cA dor pode esconder doen\u00e7as mais graves, inclusive alguns tipos de c\u00e2ncer, ou condi\u00e7\u00f5es que poderiam ser revertidas com medidas menos invasivas. Quando a pessoa tenta controlar a dor sozinha ou simplesmente espera que ela desapare\u00e7a, pode acabar atrasando o diagn\u00f3stico e, consequentemente, o tratamento\u201d, afirma o especialista. O uso prolongado de analg\u00e9sicos e anti-inflamat\u00f3rios tamb\u00e9m pode provocar problemas gastrointestinais, sangramentos e comprometimento dos rins.<br \/>\nAl\u00e9m dos efeitos f\u00edsicos, a dor cr\u00f4nica pode comprometer o sono, o trabalho, os relacionamentos e a realiza\u00e7\u00e3o de atividades cotidianas. Para Guillermo, esse processo pode provocar perdas progressivas na autonomia e na vida social. \u201cA dor cr\u00f4nica \u00e9, de certa forma, uma experi\u00eancia de perda. A pessoa vai perdendo autonomia, identidade, trabalho, relacionamentos, viagens e atividades que faziam parte da sua vida. Aos poucos, ela come\u00e7a a fazer adapta\u00e7\u00f5es para conseguir conviver com a dor e, quando percebe, j\u00e1 deixou de fazer muitas coisas\u201d, explica.<\/p>\n<p>O sofrimento tamb\u00e9m pode repercutir na sa\u00fade emocional. De acordo com o m\u00e9dico, existe uma rela\u00e7\u00e3o entre o processamento da dor e \u00e1reas cerebrais envolvidas no humor e em outros comportamentos, al\u00e9m de poss\u00edveis altera\u00e7\u00f5es no sono. A falta de compreens\u00e3o por parte das pessoas pr\u00f3ximas pode agravar a situa\u00e7\u00e3o, gerando frustra\u00e7\u00e3o e solid\u00e3o para quem convive com o problema.<\/p>\n<p>A Medicina da Dor busca tratar o paciente de forma integral, considerando n\u00e3o apenas o sintoma, mas tamb\u00e9m os impactos sobre sua rotina e qualidade de vida. \u201cA Medicina da Dor \u00e9 muito mais ampla do que simplesmente tratar a dor. Em muitos casos de dor cr\u00f4nica, n\u00e3o conseguimos oferecer uma cura, mas conseguimos oferecer alternativas para que a pessoa se reinvente, retome a autonomia e tenha mais qualidade de vida\u201d, destaca Guillermo.<\/p>\n<p>O acompanhamento pode envolver cuidados com o sono, a alimenta\u00e7\u00e3o, a mobilidade e a atividade f\u00edsica, al\u00e9m de estrat\u00e9gias para que o paciente retome atividades importantes em sua vida. \u201cA Medicina da Dor acompanha o paciente de uma maneira horizontal e por longos per\u00edodos, pensando em autonomia, qualidade de vida, mobilidade e redu\u00e7\u00e3o da dor. Para isso, precisamos entrar na vida do paciente, e n\u00e3o olhar apenas para a dor\u201d, conclui o especialista.<\/p>\n<p>Sobre o Dr. Guillermo Ramirez<\/p>\n<p>Dr. Guillermo Ramirez \u00e9 m\u00e9dico especialista em dor e anestesiologista, com mais de 20 anos de atua\u00e7\u00e3o na \u00e1rea. Formado em Medicina pela Faculdade de Ci\u00eancias M\u00e9dicas de Minas Gerais, em 2003, realizou resid\u00eancia m\u00e9dica em Anestesiologia pela UNIFENAS e em Medicina Intensiva pela Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de Belo Horizonte. Tamb\u00e9m possui especializa\u00e7\u00e3o em Dor pelo Hospital S\u00edrio-Liban\u00eas.<\/p>\n<p>Membro da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED) e do World Institute of Pain (Instituto Mundial da Dor), Dr. Guillermo \u00e9 criador do Protocolo Vida em Movimento (VEM), metodologia pr\u00f3pria voltada ao manejo da dor cr\u00f4nica. S\u00f3cio-gestor da Cl\u00ednica Paias, atua no tratamento da dor cr\u00f4nica atrav\u00e9s de procedimentos minimamente invasivos para o manejo da dor.<\/p>\n<p>Nas redes sociais, por meio do perfil @drguillermoramirez, Dr. Guillermo Ramirez compartilha conte\u00fados educativos e esclarece d\u00favidas sobre dor cr\u00f4nica, tratamentos e qualidade de vida. Os atendimentos acontecem na Cl\u00ednica Paias (@clinicapaias), localizada na Av. H\u00e9lio de Souza Le\u00e3o, 383 \u2013 Sl 1010 \u2013 Jardins, Aracaju. Outras informa\u00e7\u00f5es podem ser obtidas por meio do telefone (79) 99926 6162.<\/p>\n<p><strong><em>Acompanhe tamb\u00e9m o SE Not\u00edcias no\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/Senoticias\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/senoticias1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a>\u00a0e no\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/senoticias\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><\/em><\/strong><\/p>\n<p>Da Assessoria de Imprensa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; No m\u00eas em que \u00e9 celebrado o Dia Mundial de Combate a Dor, Dr. Guillermo Ramirez alerta para os riscos da automedica\u00e7\u00e3o e os impactos da dor cr\u00f4nica na qualidade de vida Conviver com dores frequentes n\u00e3o deve ser considerado algo normal. 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