{"id":150314,"date":"2025-12-01T11:31:29","date_gmt":"2025-12-01T14:31:29","guid":{"rendered":"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/?p=150314"},"modified":"2025-12-01T11:31:29","modified_gmt":"2025-12-01T14:31:29","slug":"leitura-atividades-manuais-e-jogos-de-tabuleiro-ajudam-a-prevenir-o-brain-rot","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/leitura-atividades-manuais-e-jogos-de-tabuleiro-ajudam-a-prevenir-o-brain-rot\/","title":{"rendered":"Leitura, atividades manuais e jogos de tabuleiro ajudam a prevenir o \u201cbrain rot\u201d"},"content":{"rendered":"<p>O Brasil \u00e9 hoje o 2\u00ba pa\u00eds do mundo onde a popula\u00e7\u00e3o fica mais tempo on-line, com m\u00e9dia de 9h13 por dia. Segundo o Relat\u00f3rio Digital 2024 da We Are Social e Meltwater, estamos atr\u00e1s apenas dos sul africanos. Isso significa que passamos mais tempo conectados do que dormindo. Temos cerca de 6,4 horas de sono por noite, quando o recomend\u00e1vel para os adultos \u00e9 de 7 a 9 horas.<\/p>\n<div id=\"attachment_150321\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/6c729cfa-0e0f-4ffa-b1dd-3c03c9e8f325.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-150321\" class=\"size-full wp-image-150321\" src=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/6c729cfa-0e0f-4ffa-b1dd-3c03c9e8f325.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/6c729cfa-0e0f-4ffa-b1dd-3c03c9e8f325.jpeg 600w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/6c729cfa-0e0f-4ffa-b1dd-3c03c9e8f325-300x225.jpeg 300w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/6c729cfa-0e0f-4ffa-b1dd-3c03c9e8f325-45x35.jpeg 45w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-150321\" class=\"wp-caption-text\">Com iniciativas simples, Instituto JCPM em Aracaju busca reduzir o uso de telas e contribuir com a socializa\u00e7\u00e3o e o pensamento criativo dos alunos &#8211; Foto: ascom\/divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>Entre as consequ\u00eancias desse excesso est\u00e3o sintomas t\u00edpicos do que os especialistas chamam de \u201cbrain rot\u201d \u2014 uma esp\u00e9cie de desgaste mental silencioso. Problemas de sono, solid\u00e3o, baixa autoestima, ansiedade e depress\u00e3o s\u00e3o algumas das consequ\u00eancias para quem passa a maior parte do dia conectado e nas redes sociais.<\/p>\n<p>O Relat\u00f3rio Digital 2024 aponta tamb\u00e9m que o Brasil ocupa a terceira coloca\u00e7\u00e3o no ranking de uso das redes sociais. Durante as 17,6 horas em que fica acordado, o brasileiro passa mais da metade do tempo conectado \u00e0 internet e 3h37 desse per\u00edodo s\u00e3o dedicadas \u00e0s redes sociais.<\/p>\n<p>\u00c9 neste ambiente onde proliferam conte\u00fados e v\u00eddeos curtos, que se destacam pela capacidade de envolver os espectadores de maneira concisa e impactante. No entanto, pesquisadores apontam que, durante a visualiza\u00e7\u00e3o de conte\u00fados curtos e virais, \u00e9 ativado o ciclo de dopamina, um processo neuroqu\u00edmico associado \u00e0 recompensa e gratifica\u00e7\u00e3o. \u201cVoc\u00ea tem essa satisfa\u00e7\u00e3o que \u00e9 r\u00e1pida, mas n\u00e3o \u00e9 duradoura. Ent\u00e3o, cria um ciclo de depend\u00eancia porque voc\u00ea quer, o tempo inteiro, estar feliz\u201d, alerta a pediatra K\u00e9rcia Alc\u00e2ntara. E esse ciclo pode prejudicar a capacidade de concentra\u00e7\u00e3o e de reflex\u00e3o profunda.<\/p>\n<p>Menos leitores<\/p>\n<p>Enquanto o brasileiro se conecta \u00e0s redes sociais, h\u00e1 uma redu\u00e7\u00e3o do h\u00e1bito de ler. A 6\u00aa Pesquisa Retratos da Leitura, realizada em 2024, revela que o Brasil teve uma diminui\u00e7\u00e3o de cerca de 6,7 milh\u00f5es de leitores em quatro anos. Apenas 27% dos entrevistados terminaram a leitura de uma obra por completo em um per\u00edodo de tr\u00eas meses e a falta de tempo, o desinteresse pelo h\u00e1bito e a prefer\u00eancia por outras atividades, como consumir conte\u00fados nas redes sociais, s\u00e3o os principais fatores que afastam as pessoas dos livros.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 resist\u00eancia. Na contram\u00e3o desse movimento, alguns jovens t\u00eam buscado atividades manuais e outras pr\u00e1ticas que estimulam a criatividade e as rela\u00e7\u00f5es interpessoais. Em Aracaju, iniciativas como as do Instituto Jo\u00e3o Carlos Paes Mendon\u00e7a de Compromisso Social (ICPM) t\u00eam auxiliado a juventude nessa jornada.<\/p>\n<p>A institui\u00e7\u00e3o atua contribuindo com a forma\u00e7\u00e3o de jovens entre 16 e 24 anos, estudantes ou ex-alunos da rede p\u00fablica de ensino. Al\u00e9m dos cursos regulares que estimulam o pensamento cr\u00edtico e os debates presenciais, os alunos t\u00eam a oportunidade de participar de oficinas de f\u00e9rias e outras atividades que privilegiam a leitura, as artes e outras habilidades. \u201cN\u00e3o se trata de vilanizar a internet, mas de ensinar a us\u00e1-la de forma consciente\u201d, destaca Paula Lib\u00f3rio, coordenadora de Projetos Sociais do IJCPM Aracaju.<\/p>\n<p>Croch\u00ea, jogos de tabuleiro e leitura<\/p>\n<p>Para estimular a intera\u00e7\u00e3o social e a criatividade, na \u00e1rea de conviv\u00eancia, h\u00e1 linhas, agulhas, l\u00e1pis de cor, domin\u00f3 e dama para a juventude ensaiar alguns pontos de croch\u00ea, colorir e se entreter. \u201cMinha tia fazia croch\u00ea e me ensinou alguma coisa quando eu era crian\u00e7a. Quando eu vi as linhas e as agulhas, mem\u00f3rias afetivas foram ativadas e deu vontade de fazer de novo. Vou tentar fazer pulseirinhas da amizade\u201d, relata Junyelly da Costa Silva, 18 anos, ao pedir ajuda da amiga mais habilidosa, Hellen Victoria Silva.<\/p>\n<p>A t\u00e9cnica artesanal tem conquistado a juventude. \u201cSempre achei o croch\u00ea bonito, uma forma de arte. Acabei me interessando em aprender e comecei assistindo a videoaulas. Acho muito interessante e um bom passatempo tamb\u00e9m\u201d, revela Hellen, de 16 anos.<\/p>\n<p>Outra atividade que tem atra\u00eddo os alunos e contribu\u00eddo com a mudan\u00e7a de h\u00e1bitos \u00e9 o Clube de Leitura. Os encontros semanais conduzidos pela instrutora Raquel Santana unem m\u00fasica e literatura e os jovens nem percebem as horas passarem. \u201cCostumo ler no \u00f4nibus, entre um compromisso e outro. Agora, estou reservando um momento s\u00f3 para ler &#8211; algo que eu n\u00e3o fazia. Estou me empolgando para ler cada vez mais\u201d, conta Isaac Ramos, 21 anos.<\/p>\n<p>O apre\u00e7o pela leitura e a busca por atividades que promovam a intera\u00e7\u00e3o social foram alguns dos motivos que levaram Ingridy Vit\u00f3ria Marques, 19 anos, a participar do Clube de Leitura. \u201cEu tinha perdido o h\u00e1bito de ler, mas sempre quis participar de um clube do livro. Estou adorando. Gosto muito da din\u00e2mica da professora Raquel. Ela sempre traz refer\u00eancias sergipanas\u201d, relata.<\/p>\n<p>Criatividade e socializa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Essas atividades promovem o que os pesquisadores chamam de \u00f3cio criativo: momentos desplugados que permitem a mente vagar, reconstruir-se, gerar ideias que n\u00e3o cabem em 15 segundos. Liter\u00e1rias, art\u00edsticas, contemplativas \u2014 s\u00e3o pausas que nutrem a sa\u00fade mental, estimulam empatia, aten\u00e7\u00e3o sustentada, di\u00e1logo real. A proposta \u00e9 reconectar-se com o outro, com o sil\u00eancio e com a pr\u00f3pria imagina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o significa que as tecnologias digitais n\u00e3o est\u00e3o presentes em sala de aula. \u201cA internet, as redes sociais e a intelig\u00eancia artificial s\u00e3o instrumentos importantes, inclusive no processo de aprendizagem. Em sala de aula, os jovens t\u00eam a oportunidade de conhecer como essas tecnologias funcionam e como utiliz\u00e1-las de maneira cr\u00edtica\u201d, explica Raquel Santana.<\/p>\n<p>Essa abordagem tem ajudado os jovens a superarem desafios pessoais. \u201cDesde que comecei a participar das atividades do IJCPM, me sinto mais confiante. Eu era t\u00edmida e hoje consigo me expressar e interagir melhor com as pessoas fora do ambiente da internet. Estava vendo a hora em que n\u00f3s, jovens, ir\u00edamos precisar da intelig\u00eancia artificial at\u00e9 para puxar papo com algu\u00e9m. Ter que pedir para IA: Estou no p\u00e1tio da escola, como devo iniciar uma conversa com um colega?\u201d, revela Ingridy.<\/p>\n<p><strong><em>Acompanhe tamb\u00e9m o SE Not\u00edcias no\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/Senoticias\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Twitter<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/senoticias1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a>\u00a0e no\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/senoticias\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><\/em><\/strong><\/p>\n<p>Da Assessoria de Imprensa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil \u00e9 hoje o 2\u00ba pa\u00eds do mundo onde a popula\u00e7\u00e3o fica mais tempo on-line, com m\u00e9dia de 9h13 por dia. Segundo o Relat\u00f3rio Digital 2024 da We Are Social e Meltwater, estamos atr\u00e1s apenas dos sul africanos. Isso significa que passamos mais tempo conectados do que dormindo. 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