{"id":148357,"date":"2025-06-28T16:46:47","date_gmt":"2025-06-28T19:46:47","guid":{"rendered":"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/?p=148357"},"modified":"2025-06-28T18:03:22","modified_gmt":"2025-06-28T21:03:22","slug":"orgulho-que-acolhe-e-transforma-conheca-projetos-sociais-voltados-a-populacao-lgbtqiapn-em-sergipe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/orgulho-que-acolhe-e-transforma-conheca-projetos-sociais-voltados-a-populacao-lgbtqiapn-em-sergipe\/","title":{"rendered":"Orgulho que acolhe e transforma: conhe\u00e7a projetos sociais voltados \u00e0 popula\u00e7\u00e3o LGBTQIAPN+ em Sergipe"},"content":{"rendered":"<p>Em Sergipe, a resist\u00eancia LGBTQIAPN+ se fortalece nas bordas das cidades, nos coletivos e movimentos que escutam e acolhem. Em um cen\u00e1rio ainda marcado por preconceito, exclus\u00e3o e viol\u00eancia, s\u00e3o os projetos sociais que constroem redes de apoio, transformam realidades e ampliam horizontes. No Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+, celebrado neste s\u00e1bado, 28 de junho, o <strong><em>Portal SE Not\u00edcias<\/em> <\/strong>apresenta algumas dessas iniciativas que, com coragem e afeto, resistem, acolhem e promovem mudan\u00e7as concretas para a comunidade LGBTQIAPN+ no estado.<\/p>\n<p>Mas antes de apresentar os projetos, \u00e9 fundamental compreender o contexto em que eles atuam, pois s\u00f3 assim \u00e9 poss\u00edvel dimensionar a import\u00e2ncia dessas iniciativas para a comunidade LGBTQIAPN+. Segundo pesquisa do Instituto Datafolha divulgada em 2022, mais de 15,5 milh\u00f5es de brasileiros se identificam como LGBTQIAPN+, o que representa 9,3% da popula\u00e7\u00e3o com 16 anos ou mais.<\/p>\n<p>Apesar desse n\u00famero, essa popula\u00e7\u00e3o enfrenta \u00edndices alarmantes de viol\u00eancia f\u00edsica, verbal e institucional, sobretudo pessoas trans e travestis, que vivem em m\u00e9dia apenas 35 anos, segundo levantamento da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA). Nos \u00faltimos nove anos, mais de mil vidas trans e travestis foram interrompidas no Brasil, de acordo com a Rede Trans Brasil, sendo 105 desses casos registrados somente em 2024. Entre 2022 e 2023, a viol\u00eancia contra homossexuais e bissexuais cresceu 35%, enquanto contra pessoas trans e travestis aumentou 43%, segundo dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a Pesquisa Nacional de Sa\u00fade do IBGE (2019) aponta que a popula\u00e7\u00e3o LGBTQIAPN+ sofre desigualdades socioecon\u00f4micas significativas: a taxa de desemprego \u00e9 1,7 vez maior que a da popula\u00e7\u00e3o geral, e a informalidade no trabalho chega a 48%, enquanto entre a popula\u00e7\u00e3o geral \u00e9 cerca de 39%. Tamb\u00e9m h\u00e1 menor acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o formal, com 25% menos pessoas LGBTQIAPN+ concluindo o ensino m\u00e9dio ou superior em compara\u00e7\u00e3o com a m\u00e9dia nacional. Esses dados refor\u00e7am a necessidade de pol\u00edticas e a\u00e7\u00f5es espec\u00edficas para a inclus\u00e3o e valoriza\u00e7\u00e3o dessa comunidade.<\/p>\n<p>Esse cen\u00e1rio evidencia a urg\u00eancia de pol\u00edticas e a\u00e7\u00f5es espec\u00edficas de acolhimento e inclus\u00e3o. Em Sergipe, diante da aus\u00eancia de pol\u00edticas p\u00fablicas efetivas, os projetos sociais t\u00eam se destacado como redes de apoio essenciais para o enfrentamento da exclus\u00e3o e da viol\u00eancia. Confira a seguir algumas dessas iniciativas que atuam com coragem e compromisso no estado.<\/p>\n<p><strong>CasAmor Neide Silva<\/strong><\/p>\n<p>No bairro In\u00e1cio Barbosa, em Aracaju, a<strong> CasAmor Neide Silva<\/strong> se consolidou como um espa\u00e7o fundamental de acolhimento, escuta e reconstru\u00e7\u00e3o para pessoas LGBTQIAPN+ em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade. Fundada em 17 de dezembro de 2017, a institui\u00e7\u00e3o leva o nome de Neide Silva, uma mulher negra, bissexual, m\u00e3e de LGBTQIAPN+, como ela mesma gostava de se apresentar. Volunt\u00e1ria incans\u00e1vel, faleceu em 2021 em decorr\u00eancia da pandemia da Covid-19, deixando um legado que segue vivo no trabalho realizado diariamente pelos volunt\u00e1rios da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div id=\"attachment_148358\" style=\"width: 602px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Casamor-SE-Noticias.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-148358\" class=\"size-full wp-image-148358\" src=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Casamor-SE-Noticias.jpeg\" alt=\"\" width=\"592\" height=\"389\" srcset=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Casamor-SE-Noticias.jpeg 592w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Casamor-SE-Noticias-300x197.jpeg 300w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Casamor-SE-Noticias-90x60.jpeg 90w\" sizes=\"(max-width: 592px) 100vw, 592px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-148358\" class=\"wp-caption-text\">A CasAmor Neide Silva se consolidou como um espa\u00e7o fundamental de acolhimento, escuta e reconstru\u00e7\u00e3o para pessoas LGBTQIAPN &#8211; Foto:\u00a0 ascom\/divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>Inicialmente, a proposta do projeto era oferecer uma casa de passagem, mas a falta de recursos e quest\u00f5es t\u00e9cnicas inviabilizaram essa possibilidade. Assim, o grupo direcionou seus esfor\u00e7os para o acolhimento feito de outras formas, contando com uma equipe de volunt\u00e1rios de diversas \u00e1reas profissionais oferecendo suporte psicossocial, orienta\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, campanhas de doa\u00e7\u00e3o e a\u00e7\u00f5es culturais.<br \/>\nRafael dos Santos Machado, professor de Hist\u00f3ria, muse\u00f3logo e atual presidente da CasAmor, explica que o trabalho vai muito al\u00e9m do atendimento inicial. \u201cN\u00f3s acompanhamos desde o acolhimento, oferecendo suporte psicol\u00f3gico e orienta\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, at\u00e9 tentativas de media\u00e7\u00e3o familiar ou aux\u00edlio na busca por moradia tempor\u00e1ria junto a parentes\u201d, conta.<\/p>\n<p>Durante a pandemia, a organiza\u00e7\u00e3o ampliou sua atua\u00e7\u00e3o na distribui\u00e7\u00e3o de cestas b\u00e1sicas e kits de higiene para pessoas LGBTQIAPN+ em situa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a alimentar. Rafael destaca que o volume de pedidos cresceu muito, incluindo solicita\u00e7\u00f5es de diversas cidades do interior do estado. \u201cMuitas pessoas n\u00e3o conseguiam comprovar resid\u00eancia para acessar benef\u00edcios sociais. N\u00f3s orient\u00e1vamos, faz\u00edamos a ponte com os servi\u00e7os e, sempre que poss\u00edvel, oferec\u00edamos ajuda direta.\u201d<\/p>\n<p>A parceria com o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) tamb\u00e9m tem sido um ponto importante. Desde 2018, pessoas LGBTQIAPN+ em situa\u00e7\u00e3o de rua foram encaminhadas para ocupa\u00e7\u00f5es urbanas, como a Beatriz Nascimento, onde a CasAmor oferece suporte jur\u00eddico e promove debates sobre LGBTfobia nesses espa\u00e7os.<\/p>\n<p>Hoje, o maior desafio da organiza\u00e7\u00e3o \u00e9 a sustentabilidade financeira. Toda a manuten\u00e7\u00e3o depende de doa\u00e7\u00f5es volunt\u00e1rias, j\u00e1 que n\u00e3o recebem apoio de pol\u00edticas p\u00fablicas ou conv\u00eanios governamentais. Rafael conta que, mesmo com profissionais excelentes, a equipe de nove pessoas precisa conciliar seus empregos com o trabalho volunt\u00e1rio, o que limita o atendimento diante da grande demanda.<\/p>\n<p>Para ele, a exist\u00eancia da CasAmor \u00e9, por si s\u00f3, uma den\u00fancia. \u201cA CasAmor existe porque h\u00e1 uma realidade de neglig\u00eancia do poder p\u00fablico.\u201d Rafael refor\u00e7a que o preconceito est\u00e1 muito presente dentro das pr\u00f3prias casas, locais onde deveria haver prote\u00e7\u00e3o. \u201cExistem pessoas LGBTQIAPN+ expulsas do seu ambiente familiar apenas por causa da sua sexualidade ou identidade de g\u00eanero. H\u00e1 a expuls\u00e3o direta, quando a pessoa \u00e9 colocada para fora, e a indireta, que \u00e9 a reprova\u00e7\u00e3o constante e a tentativa de deslegitimar o jeito de ser. Isso \u00e9 uma viol\u00eancia ps\u00edquica, que se soma \u00e0s viol\u00eancias f\u00edsica e simb\u00f3lica.\u201d<\/p>\n<p>Ele aponta que grande parte desse cen\u00e1rio est\u00e1 ligado a vis\u00f5es moralistas baseadas em princ\u00edpios religiosos que veem a exist\u00eancia LGBTQIAPN+ como algo errado. \u201cA realidade \u00e9 perversa. Para muitos, o espa\u00e7o familiar n\u00e3o \u00e9 seguro. Pelo contr\u00e1rio, \u00e9 um lugar de inseguran\u00e7a e viol\u00eancia, onde se torna imposs\u00edvel permanecer. A casa, no sentido tradicional, muitas vezes n\u00e3o acolhe.\u201d<br \/>\nPor isso, o nome CasAmor tem um significado profundo. \u201cQuando pensamos em casa, imaginamos seguran\u00e7a, acolhimento e prote\u00e7\u00e3o. A CasAmor surge justamente para dar esse sentido a quem teve isso negado.\u201d<\/p>\n<p><strong>M\u00e3es pela Diversidade<\/strong><\/p>\n<p>Se a viol\u00eancia contra pessoas LGBTQIAPN+ come\u00e7a muitas vezes dentro de casa, h\u00e1 tamb\u00e9m fam\u00edlias que escolhem amar e lutar. Desde 2019, o n\u00facleo sergipano do M\u00e3es pela Diversidade atua no acolhimento de fam\u00edlias e na defesa de direitos para filhos, filhas e filhes LGBTQIAPN+.<\/p>\n<div id=\"attachment_148359\" style=\"width: 599px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Maes-pela-Diversidade-SE-Noticias.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-148359\" class=\"size-full wp-image-148359\" src=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Maes-pela-Diversidade-SE-Noticias.jpeg\" alt=\"\" width=\"589\" height=\"405\" srcset=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Maes-pela-Diversidade-SE-Noticias.jpeg 589w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Maes-pela-Diversidade-SE-Noticias-300x206.jpeg 300w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Maes-pela-Diversidade-SE-Noticias-95x64.jpeg 95w\" sizes=\"(max-width: 589px) 100vw, 589px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-148359\" class=\"wp-caption-text\">M\u00e3es pela Diversidade atua no acolhimento de fam\u00edlias e na defesa de direitos para filhos, filhas e filhes LGBTQIAPN+ &#8211; Foto: ascom\/divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>A iniciativa re\u00fane cerca de 83 pais, m\u00e3es e familiares de pessoas LGBTQIAPN+. O trabalho do grupo \u00e9 pautado no apoio a essas fam\u00edlias que, muitas vezes, convivem com o medo da viol\u00eancia social, da inseguran\u00e7a jur\u00eddica, do preconceito e da exclus\u00e3o. Mais do que isso, o grupo soma for\u00e7as na luta pela extin\u00e7\u00e3o do preconceito e pela garantia dos direitos civis das suas crias.<\/p>\n<p>Alessandra Tavares, advogada, coordenadora do M\u00e3es pela Diversidade em Sergipe e vice-presidenta nacional do movimento, destaca a import\u00e2ncia do grupo no estado. \u201cM\u00e3es e pais de LGBTQIAPN+ se unem preocupados com o avan\u00e7o do fundamentalismo religioso, a inseguran\u00e7a jur\u00eddica, o preconceito e a viol\u00eancia contra a popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+. Lutamos pelos direitos civis de nossas filhas, filhos e filhes.\u201d<\/p>\n<p>O di\u00e1logo com \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos \u00e9 uma marca da atua\u00e7\u00e3o do grupo. Alessandra cita parcerias com a seguran\u00e7a p\u00fablica, como o Instituto de Identifica\u00e7\u00e3o, que contribu\u00edram para que a popula\u00e7\u00e3o trans e travesti come\u00e7asse a utilizar o nome social nos documentos de identidade, incluindo crian\u00e7as trans. O movimento tamb\u00e9m atua junto \u00e0 Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o para a inclus\u00e3o do nome social nas matr\u00edculas escolares do ensino m\u00e9dio. Palestras em escolas p\u00fablicas s\u00e3o promovidas com o objetivo de levar conhecimento e respeito atrav\u00e9s do di\u00e1logo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o grupo promove encontros em espa\u00e7os p\u00fablicos para mostrar que essas fam\u00edlias existem e para celebrar a diversidade e o orgulho que sentem de suas filhas e filhos. Alessandra relata: \u201cN\u00e3o temos um n\u00famero exato de quantas pessoas j\u00e1 receberam nosso suporte, pois isso acontece diariamente. Sempre que algu\u00e9m chega, imediatamente oferecemos apoio psicol\u00f3gico e contato com institui\u00e7\u00f5es que possam ajudar.\u201d<\/p>\n<p>Entre os desafios, Alessandra aponta o crescimento da extrema-direita conservadora que tenta apagar a exist\u00eancia da popula\u00e7\u00e3o LGBTQIAPN+. \u201cMas, na contram\u00e3o disso, dizemos que n\u00e3o recuaremos e ningu\u00e9m vai voltar para o arm\u00e1rio.\u201d<\/p>\n<p>Ela tamb\u00e9m ressalta a import\u00e2ncia das pol\u00edticas p\u00fablicas de sa\u00fade espec\u00edficas para a popula\u00e7\u00e3o trans e travesti, que ainda s\u00e3o negligenciadas pelo poder p\u00fablico, e a necessidade de a\u00e7\u00f5es de inclus\u00e3o e combate ao preconceito que garantam a perman\u00eancia dessas pessoas na escola e o direito de sonhar com um futuro digno. \u201cA import\u00e2ncia do M\u00e3es pela Diversidade est\u00e1 em lutar para que nossos filhes n\u00e3o entrem nas estat\u00edsticas tenebrosas do Brasil. Todos os dias gritamos para o mundo que temos muito orgulho de nossas crias. Nosso lema \u00e9: \u2018tire seu preconceito do caminho que vamos passar com nosso amor\u2019.\u201d<\/p>\n<p><strong>Gaymado Aju<\/strong><\/p>\n<p>Outro espa\u00e7o de resist\u00eancia nasce da leveza. O Gaymado Aju, criado em 2017, transformou o tradicional jogo de queimado em uma pr\u00e1tica pol\u00edtica e afetiva. As partidas, realizadas principalmente na Orla de Atalaia, ressignificam mem\u00f3rias de inf\u00e2ncia. Para muitos homens gays, o queimado era proibido, considerado brincadeira de menina, usada como instrumento de exclus\u00e3o.<\/p>\n<div id=\"attachment_148360\" style=\"width: 594px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Gaymado-Aracaju-SE-Noticias.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-148360\" class=\"size-full wp-image-148360\" src=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Gaymado-Aracaju-SE-Noticias.png\" alt=\"\" width=\"584\" height=\"523\" srcset=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Gaymado-Aracaju-SE-Noticias.png 584w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Gaymado-Aracaju-SE-Noticias-300x269.png 300w\" sizes=\"(max-width: 584px) 100vw, 584px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-148360\" class=\"wp-caption-text\">O Gaymado Aju, criado em 2017, transformou o tradicional jogo de queimado em uma pr\u00e1tica pol\u00edtica e afetiva &#8211; Foto: ascom\/divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>Reunir-se para jogar \u00e9, portanto, mais do que recrea\u00e7\u00e3o. \u00c9 um gesto de reconquista do espa\u00e7o p\u00fablico e de celebra\u00e7\u00e3o da liberdade de existir. \u00c9 o que refor\u00e7a Ant\u00f4nio Francisco dos Santos Neto, arquiteto e urbanista, e um dos organizadores do Gaymado. \u201c\u00c9 um espa\u00e7o de encontro, empoderamento e inspira\u00e7\u00e3o. Ao ocupar locais p\u00fablicos com leveza e espontaneidade, provocamos, convidamos e transformamos. Queremos que as pessoas nos vejam jogando e se sintam \u00e0 vontade para se aproximar. Que entendam que esse tamb\u00e9m \u00e9 um espa\u00e7o delas.\u201d<\/p>\n<p>O coletivo funciona de forma horizontal e volunt\u00e1ria, com oito pessoas respons\u00e1veis pela produ\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o das partidas. A divulga\u00e7\u00e3o ocorre principalmente pelo Instagram, e os encontros s\u00e3o realizados bimestralmente. Apesar das dificuldades log\u00edsticas, como a precariedade das quadras p\u00fablicas e a aus\u00eancia de apoio financeiro, o projeto tem perspectiva de crescimento.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das partidas, o grupo tem buscado fortalecer parcerias com outros coletivos e ampliar sua presen\u00e7a nas redes sociais. A ideia \u00e9 transformar o Gaymado em uma plataforma que dialogue com outras pautas da comunidade LGBTQIAPN+, ultrapassando o esporte. Entre as parcerias mais pr\u00f3ximas est\u00e3o a ASTRA e o M\u00e3es pela Diversidade, com quem compartilham viv\u00eancias e participam de eventos como a Parada LGBTQIAPN+ em Sergipe.<\/p>\n<p>Ao ocupar o espa\u00e7o urbano com alegria, o Gaymado se insere em uma longa tradi\u00e7\u00e3o de resist\u00eancia por meio da arte, do corpo e do coletivo. Ali, cada jogo \u00e9 tamb\u00e9m um recado: \u201cEstamos aqui. E este tamb\u00e9m \u00e9 nosso lugar.\u201d<\/p>\n<p><strong>A rede se fortalece<\/strong><\/p>\n<p>A CasAmor, o Gaymado e o M\u00e3es pela Diversidade n\u00e3o est\u00e3o sozinhos. Em Sergipe, diversas outras iniciativas constroem a base de apoio \u00e0 popula\u00e7\u00e3o LGBTQIAPN+. Outras institui\u00e7\u00f5es que, ao longo dos anos, t\u00eam defendido a comunidade s\u00e3o: Associa\u00e7\u00e3o de Travestis e Transexuais de Aracaju (ASTRA), Associa\u00e7\u00e3o de Travestis Unidas na Luta pela Cidadania (UNIDAS), Projeto Remonta, ADHONES, Movimento de L\u00e9sbicas de Sergipe (MOLS), Associa\u00e7\u00e3o e Movimento Sergipano de Transexuais e Travestis (Amosertrans) e Instituto Brasileiro de Transmasculinidades (IBRAT).<\/p>\n<p>Por Yago Andrade\/ Se Not\u00edcias<\/p>\n<p><strong><em>Acompanhe tamb\u00e9m o SE Not\u00edcias no\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/senoticias\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><\/em><\/strong>,\u00a0<strong><em>\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/senoticias1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a>\u00a0e\u00a0no<\/em>\u00a0<em><a href=\"https:\/\/twitter.com\/Senoticias\">X<\/a><\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Sergipe, a resist\u00eancia LGBTQIAPN+ se fortalece nas bordas das cidades, nos coletivos e movimentos que escutam e acolhem. 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