{"id":143954,"date":"2024-09-04T06:30:26","date_gmt":"2024-09-04T09:30:26","guid":{"rendered":"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/?p=143954"},"modified":"2024-09-04T06:30:26","modified_gmt":"2024-09-04T09:30:26","slug":"stj-nao-ve-estupro-em-relacao-de-homem-de-20-anos-e-menina-de-13-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/stj-nao-ve-estupro-em-relacao-de-homem-de-20-anos-e-menina-de-13-anos\/","title":{"rendered":"STJ n\u00e3o v\u00ea estupro em rela\u00e7\u00e3o de homem de 20 anos e menina de 13 anos"},"content":{"rendered":"<p>A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) entendeu que a rela\u00e7\u00e3o entre um homem de 20 anos e uma menina de 13 anos n\u00e3o configurou estupro de vulner\u00e1vel.<\/p>\n<p>O C\u00f3digo Penal estabelece que qualquer rela\u00e7\u00e3o sexual com menores de 14 anos \u00e9 classificada como crime, independente do consentimento da v\u00edtima ou de seu passado sexual.<\/p>\n<div id=\"attachment_143955\" style=\"width: 569px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/STJ-SE-Noticias.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-143955\" class=\"size-full wp-image-143955\" src=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/STJ-SE-Noticias.png\" alt=\"\" width=\"559\" height=\"377\" srcset=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/STJ-SE-Noticias.png 559w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/STJ-SE-Noticias-300x202.png 300w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/STJ-SE-Noticias-90x60.png 90w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/STJ-SE-Noticias-180x120.png 180w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/STJ-SE-Noticias-95x64.png 95w\" sizes=\"(max-width: 559px) 100vw, 559px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-143955\" class=\"wp-caption-text\">O ministro Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior, relator do caso, durante sess\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a \u2014 Foto: Sergio Amaral\/STJ<\/p><\/div>\n<p>Em mar\u00e7o, a Quinta Turma, outro colegiado criminal do STJ, j\u00e1 havia entendido que n\u00e3o houve crime de estupro de vulner\u00e1vel de um homem que manteve relacionamento com uma menina de 12 anos e que resultou numa gravidez.<\/p>\n<p><strong>Sem outro &#8216;deslize pessoal&#8217;<\/strong><\/p>\n<p>No novo caso analisado, a maioria da Sexta Turma reconheceu que a conduta formalmente caracteriza o crime de estupro de vulner\u00e1vel, mas que n\u00e3o ficou configurada a infra\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n<p>Os ministros analisaram um recurso do Minist\u00e9rio P\u00fablico contra decis\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a de Santa Catarina, que tamb\u00e9m absolveu o homem sob argumento de que o relacionamento foi permitido pela m\u00e3e da adolescente e que a v\u00edtima reconheceu que era consensual.<\/p>\n<p>O MP defendeu que o crime de estupro contra vulner\u00e1vel ocorre mesmo se h\u00e1 consentimento na rela\u00e7\u00e3o sexual com menores de 14 anos.<\/p>\n<p>Prevaleceu, no entanto, o voto do ministro Sebasti\u00e3o Reis ressaltando que n\u00e3o ficou comprovado que o homem tenha se aproveitado da vulnerabilidade da menina.<\/p>\n<p>O ministro ressaltou que ele n\u00e3o tinha outro &#8220;deslize pessoal&#8221; . Para Reis, n\u00e3o h\u00e1 comprova\u00e7\u00e3o de que a rela\u00e7\u00e3o tenha provocado abalo e que a representante legal da garota na \u00e9poca tinha permitido.<\/p>\n<p>&#8220;Analisando as particularidades do caso n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel concluir que tenha o acusado aproveitado da idade da adolescente ou sua suposta vulnerabilidade, fato que deve ser sopesado evitar condena\u00e7\u00e3o desproporcional e injusta de mais de 8 anos, porque se reconheceria o instituto da continuidade delitiva, a um jovem que n\u00e3o possui outro deslize pessoal. \u00c9 poss\u00edvel extrair do relato da suposta v\u00edtima que essa n\u00e3o se mostrava vulner\u00e1vel e sem condi\u00e7\u00f5es de entender e posicionar sobre os fatos. Em depoimento aos 18 anos, relatou de forma livre que ambos conviviam maritalmente de modo que as rela\u00e7\u00f5es sexuais faziam parte da rotina do casal&#8221;, disse Reis.<\/p>\n<p>O ministro Rogerio Schietti foi o \u00fanico a votar contra. Ao discordar dos colegas, Schietti afirmou que n\u00e3o cabe \u00e0 Justi\u00e7a analisar a vulnerabilidade da garota dessa idade. O ministro ressaltou ainda que o consentimento dos pais da menina tamb\u00e9m n\u00e3o representa um perd\u00e3o para o crime.<\/p>\n<p>&#8220;O que se protege n\u00e3o \u00e9 o poder familiar, mas se protege a crian\u00e7a, o adolescente. Esta havendo em alguns casos a romantiza\u00e7\u00e3o de circunst\u00e2ncias de situa\u00e7\u00f5es frequentes que precisam ser coibidas. Na medida que o STJ aceita que circunst\u00e2ncia ap\u00f3s o crime, a uni\u00e3o isente o agressor de responsabilidade penal, estamos n\u00e3o s\u00f3 chancelando a conduta, mas criando oportunidade para que outras ocorram sem que haja o rep\u00fadio do judici\u00e1rio&#8221;.<\/p>\n<p><strong><em>Acompanhe tamb\u00e9m o SE Not\u00edcias no\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/senoticias\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><\/em><\/strong>,\u00a0<strong><em>\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/senoticias1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a>\u00a0e\u00a0no<\/em>\u00a0<em><a href=\"https:\/\/twitter.com\/Senoticias\">X<\/a><\/em><\/strong><\/p>\n<p>Fonte: G1<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) entendeu que a rela\u00e7\u00e3o entre um homem de 20 anos e uma menina de 13 anos n\u00e3o configurou estupro de vulner\u00e1vel. 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