{"id":143137,"date":"2024-07-08T08:51:19","date_gmt":"2024-07-08T11:51:19","guid":{"rendered":"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/?p=143137"},"modified":"2024-07-08T09:09:54","modified_gmt":"2024-07-08T12:09:54","slug":"sergipanos-celebram-204-anos-de-emancipacao-politica-com-investimentos-do-estado-que-projetam-sergipe-para-o-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/sergipanos-celebram-204-anos-de-emancipacao-politica-com-investimentos-do-estado-que-projetam-sergipe-para-o-futuro\/","title":{"rendered":"Sergipanos celebram 204 anos de independ\u00eancia da Bahia"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_137490\" style=\"width: 570px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Sao-Cristovao-SE-Noticias.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-137490\" class=\"size-full wp-image-137490\" src=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Sao-Cristovao-SE-Noticias.jpeg\" alt=\"\" width=\"560\" height=\"374\" srcset=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Sao-Cristovao-SE-Noticias.jpeg 560w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Sao-Cristovao-SE-Noticias-300x200.jpeg 300w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Sao-Cristovao-SE-Noticias-90x60.jpeg 90w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Sao-Cristovao-SE-Noticias-180x120.jpeg 180w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Sao-Cristovao-SE-Noticias-95x64.jpeg 95w\" sizes=\"(max-width: 560px) 100vw, 560px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-137490\" class=\"wp-caption-text\">Sergipe festeja 204 anos de independ\u00eancia da Bahia &#8211; Foto: arquivo\/ASN<\/p><\/div>\n<p>H\u00e1 204 anos, no dia 8 de julho de 1820, os sergipanos receberam do Rei Dom Jo\u00e3o VI, a Carta R\u00e9gia decretando a emancipa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de Sergipe do Estado da Bahia. A independ\u00eancia do territ\u00f3rio sergipano foi marcada por intensas lutas pol\u00edticas. A historiadora e professora da Universidade Federal de Sergipe, Terezinha Alves de Oliva, relata que o tema da emancipa\u00e7\u00e3o de Sergipe ainda \u00e9 um desafio para os estudiosos. Ela conta que, em seus estudos, Felisbelo Freire descreve que al\u00e7ar Sergipe a uma capitania independente foi a maneira que o Rei D. Jo\u00e3o VI encontrou para compensar a participa\u00e7\u00e3o dos sergipanos na vit\u00f3ria da Corte Portuguesa sobre a Revolu\u00e7\u00e3o Pernambucana de 1817.<\/p>\n<p>O territ\u00f3rio sergipano foi conquistado em 1590 por Crist\u00f3v\u00e3o de Barros. Desde ent\u00e3o, Sergipe ficou sob a tutela da Bahia. \u201cDurante mais de dois s\u00e9culos, Sergipe foi capitania subalterna, dedicada a abastecer a capital baiana atrav\u00e9s da sua produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria, recebendo dela as autoridades, as fam\u00edlias dominantes, os encargos e os produtos do seu com\u00e9rcio\u201d, exp\u00f5e a historiadora.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com Terezinha Oliva, somente no s\u00e9culo XVIII a economia de Sergipe conquistou uma nova estatura com o crescimento da atividade a\u00e7ucareira, tornando-se vis\u00edvel a movimenta\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es sergipanas pelos portos baianos.<\/p>\n<p>Nas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XIX, a capitania contava com mais de duas centenas de engenhos a estabelecer rela\u00e7\u00f5es com o com\u00e9rcio da Bahia, com os capitalistas que financiavam a produ\u00e7\u00e3o e controlavam o com\u00e9rcio de a\u00e7\u00facar que abasteciam o com\u00e9rcio de escravos e de todos os bens demandados pela sociedade a\u00e7ucareira.<\/p>\n<p><strong>Contesta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Com o retorno do rei a Portugal, as medidas tomadas por Dom Jo\u00e3o para emancipar Sergipe foram contestadas. Apesar da nomea\u00e7\u00e3o do Brigadeiro Carlos C\u00e9sar Burlamaqui como governador de Sergipe ter ocorrido em 25 de julho de 1820, ele somente tomou posse em 20 de fevereiro de 1821. Ocorrida em S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o, a posse se deu em clima conturbado pela chegada de cartas da Bahia que determinavam que ela n\u00e3o se realizasse.<\/p>\n<p>Apesar dos protestos baianos, a posse ocorreu em fidelidade ao Rei Dom Jo\u00e3o VI. No entanto, no dia 18 de mar\u00e7o do mesmo ano, o governador foi deposto do cargo por uma for\u00e7a armada a mando da Bahia, refor\u00e7ada pelo apoio da Legi\u00e3o de Santa Luzia, comandada pelo senhor de engenho Guilherme Jos\u00e9 Nabuco de Ara\u00fajo. Carlos Burlamaqui foi conduzido preso para Salvador.<\/p>\n<p>Com este epis\u00f3dio, frustrou-se, temporariamente, a emancipa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de Sergipe. Se por um lado os senhores de engenho n\u00e3o queriam a independ\u00eancia, por outro, l\u00edderes do agreste e do sert\u00e3o, criadores de gado como Joaquim Martins Fontes e Jos\u00e9 Leite Sampaio, tomaram posi\u00e7\u00e3o em defesa da Emancipa\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica de Sergipe e, a partir de 1822, pela Independ\u00eancia do Brasil. \u201cOs dois processos se confundem e confluem\u201d, conta Terezinha Oliva.<\/p>\n<p>A ades\u00e3o \u00e0 Independ\u00eancia do Brasil significou a aceita\u00e7\u00e3o da Emancipa\u00e7\u00e3o de Sergipe, uma vez que o Imperador Pedro I confirmou a Carta R\u00e9gia de D. Jo\u00e3o VI. \u201cSergipe fica politicamente separado da Bahia e torna-se uma prov\u00edncia do Imp\u00e9rio\u201d, diz a historiadora.<\/p>\n<p><strong>Independ\u00eancia econ\u00f4mica<\/strong><\/p>\n<p>A Emancipa\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica de Sergipe tamb\u00e9m influenciou a economia local. A partir da independ\u00eancia, de acordo com o economista Ricardo Lacerda, a elite econ\u00f4mica e pol\u00edtica local, ainda que relativamente fr\u00e1gil e incipiente, come\u00e7ou a diminuir sua depend\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pra\u00e7a comercial de Salvador. Segundo ele, a base da economia de Sergipe no momento de sua emancipa\u00e7\u00e3o destacava-se pela atividade a\u00e7ucareira com um grande n\u00famero de engenhos em funcionamento.<\/p>\n<p>\u201cAs principais lideran\u00e7as pol\u00edticas e econ\u00f4micas eram vinculadas \u00e0 atividade a\u00e7ucareira. Mas a pecu\u00e1ria ocupava uma ampla extens\u00e3o do territ\u00f3rio sergipano nas \u00e1reas mais interioranas. Em torno da atividade principal, formou-se um complexo econ\u00f4mico distintivo, com o surgimento de casas de exporta\u00e7\u00e3o e importa\u00e7\u00e3o, fundamentais para o financiamento da atividade a\u00e7ucareira e os n\u00facleos urbanos se adensaram e se multiplicaram na zona canavieira\u201d, destacou.<\/p>\n<p>De acordo com Lacerda, a atividade algodoeira vai se consolidar somente na segunda metade do s\u00e9culo XIX, impulsionada pela revolu\u00e7\u00e3o industrial inglesa e pela oportunidade surgida com o vazio de suprimento de algod\u00e3o causado pela guerra civil norte-americana.<\/p>\n<p>A industrializa\u00e7\u00e3o de Sergipe se dar\u00e1 com a expans\u00e3o da ind\u00fastria t\u00eaxtil nas \u00faltimas d\u00e9cadas do s\u00e9culo XIX. Essas duas atividades v\u00e3o dominar a economia sergipana por um longo per\u00edodo. Somente na segunda metade do s\u00e9culo XX, Sergipe vai conhecer uma transforma\u00e7\u00e3o industrial de maior vulto com a implanta\u00e7\u00e3o da f\u00e1brica de cimento, a explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo pela Petrobr\u00e1s e mais adiante a produ\u00e7\u00e3o de fertilizantes.<\/p>\n<p><strong>Duas datas<\/strong><\/p>\n<p>Pelo fato da Emancipa\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica de Sergipe, em 8 de julho de 1820, ter sido bastante conturbada e contestada pelos l\u00edderes baianos e pelos senhores de engenho, a mem\u00f3ria popular n\u00e3o registrou a data para festejar. Segundo Terezinha Oliva, a primeira comemora\u00e7\u00e3o que se tem not\u00edcia se deu no dia 24 de outubro de 1836.<\/p>\n<p>\u201cNesta data, a festa c\u00edvico-religiosa foi marcada pelo canto do Hino de Sergipe, com letra de Manoel Joaquim de Oliveira Campos e m\u00fasica de Frei Jos\u00e9 de Santa Cec\u00edlia. Em 1839 o dia 24 de outubro foi decretado como feriado da Emancipa\u00e7\u00e3o\u201d, conta.<\/p>\n<p>As duas datas permaneceram como feriado: 8 de julho, data da eleva\u00e7\u00e3o de Sergipe a Capitania Independente; 24 de outubro, data da recupera\u00e7\u00e3o da Independ\u00eancia de Sergipe consagrada pelo povo. No fim da d\u00e9cada de 1990, a Assembleia Legislativa de Sergipe cancelou o feriado de 24 de outubro, pois a festa popular havia deixado de acontecer, e instituiu o Dia da Sergipanidade, preservando uma antiga mem\u00f3ria ligada \u00e0 Independ\u00eancia de Sergipe.<\/p>\n<p><strong><em>Acompanhe tamb\u00e9m o SE Not\u00edcias no\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/senoticias\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><\/em><\/strong>,\u00a0<strong><em>\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/senoticias1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a>\u00a0e\u00a0no<\/em>\u00a0<em><a href=\"https:\/\/twitter.com\/Senoticias\">X<\/a><\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Adiberto de Souza\/Destaque Not\u00edcias<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 204 anos, no dia 8 de julho de 1820, os sergipanos receberam do Rei Dom Jo\u00e3o VI, a Carta R\u00e9gia decretando a emancipa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de Sergipe do Estado da Bahia. 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