{"id":139603,"date":"2023-10-25T06:07:11","date_gmt":"2023-10-25T09:07:11","guid":{"rendered":"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/?p=139603"},"modified":"2023-10-25T06:21:52","modified_gmt":"2023-10-25T09:21:52","slug":"sindicato-dos-medicos-denuncia-sergipe-pode-figurar-como-o-primeiro-estado-do-brasil-em-mortalidade-infantil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/sindicato-dos-medicos-denuncia-sergipe-pode-figurar-como-o-primeiro-estado-do-brasil-em-mortalidade-infantil\/","title":{"rendered":"Entidades m\u00e9dicas v\u00e3o criar F\u00f3rum para acompanhar mortalidade infantil ap\u00f3s Sergipe apresentar m\u00e9dia de 19.5%, uma das maiores do pa\u00eds"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Preocupados com os crescentes casos de mortalidade infantil no estado de Sergipe, o Sindicato dos M\u00e9dicos do Estado de Sergipe (Sindimed), a Sociedade Sergipana de Pediatria (Sosepe) e o Comit\u00ea Estadual de Preven\u00e7\u00e3o da Mortalidade Materna, Infantil e Fetal realizaram uma coletiva de imprensa na manh\u00e3 desta ter\u00e7a-feira, 24, no audit\u00f3rio do Sindimed.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com as entidades m\u00e9dicas, Sergipe pode figurar, nos pr\u00f3ximos meses, como o primeiro estado do pa\u00eds em casos de mortalidade infantil.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme o \u00faltimo censo de 2022, a m\u00e9dia nacional da mortalidade infantil era de 12,5%, com Sergipe ocupando a quarta coloca\u00e7\u00e3o, com m\u00e9dia de 18,3%. Atualmente Sergipe encontra-se na terceira coloca\u00e7\u00e3o, atr\u00e1s apenas dos estados de Amap\u00e1 e Roraima; mas os dados preliminares deste ano projetam Sergipe para figurar em primeiro do pa\u00eds, com m\u00e9dia de 19,5%, e o primeiro, entre os estados do Nordeste, que tem uma m\u00e9dia de 14,09%.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"396\" height=\"261\" src=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Sindimed-SE-Noticias.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-139604\" srcset=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Sindimed-SE-Noticias.jpg 396w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Sindimed-SE-Noticias-300x198.jpg 300w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Sindimed-SE-Noticias-90x60.jpg 90w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Sindimed-SE-Noticias-180x120.jpg 180w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Sindimed-SE-Noticias-95x64.jpg 95w\" sizes=\"(max-width: 396px) 100vw, 396px\" \/><figcaption>A taxa de mortalidade infantil analisa o n\u00famero de crian\u00e7as que morrem antes de completarem um ano &#8211; Foto: reprodu\u00e7\u00e3o\/Sindimed<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) preconiza 10 mortes para cada 1000 nascidos vivos. E nesse cen\u00e1rio apresentado, Sergipe est\u00e1 sempre acima da m\u00e9dia nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre 2008 e 2014, houve uma redu\u00e7\u00e3o do coeficiente de mortalidade no Estado, mas n\u00e3o de forma proporcional. J\u00e1 o Brasil vem mantendo esta estabilidade entre os anos de 2012 a 2014. Sergipe mant\u00e9m-se em crescimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo dados da Sociedade Sergipana de Pediatria, com ano base 2023, a mortalidade neonatal precoce, que vai de zero a 6 dias de vida, \u00e9 o componente principal da mortalidade infantil em Sergipe, com 46%, seguido do neonatal tardio, que vai de 7 a 27 dias de nascido, com 35%, e o p\u00f3s-neonatal, de 28 dias at\u00e9 364 dias de vida, com 19%, sendo esse o menor componente da mortalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante frisar que, durante o per\u00edodo da pandemia de Covid-19, Sergipe foi o estado que mais registrou \u00f3bitos de crian\u00e7as por coronav\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros dados importantes s\u00e3o os \u00f3bitos em crian\u00e7as menores de cinco anos com bronquite e bronquiolite. No ano de 2022, Sergipe registrou 692 \u00f3bitos; se comparado com Alagoas, que tem uma popula\u00e7\u00e3o e estrutura geogr\u00e1fica semelhantes, o estado vizinho registrou 370 \u00f3bitos, quase a metade de Sergipe. Esse n\u00famero \u00e9 ainda mais gritante quando comparado com o estado de Pernambuco, que computou 391 mortes de crian\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em 2023, at\u00e9 o momento, j\u00e1 s\u00e3o 1.024 \u00f3bitos em Sergipe.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 2030, a meta do Desenvolvimento sustent\u00e1vel \u00e9 de acabar com as mortes evit\u00e1veis de rec\u00e9m-nascidos e crian\u00e7as menores de 5 anos, com todos os pa\u00edses objetivando reduzir a mortalidade neonatal. Sergipe est\u00e1 andando na contram\u00e3o deste objetivo.<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente do Sindicato dos M\u00e9dicos, Dr. Helton Monteiro, lembrou que todos podem sair dessa coletiva com alguns frutos, mas \u00e9 necess\u00e1rio mobiliza\u00e7\u00e3o para criar frentes que venham reduzir esse cen\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 importante cobrar dos gestores das secretarias municipais os n\u00fameros atualizados dos seus munic\u00edpios, as campanhas que est\u00e3o sendo feitas, como est\u00e1 a vacina\u00e7\u00e3o, qual a meta para o seu munic\u00edpio para a mortalidade infantil. S\u00e3o perguntas b\u00e1sicas, mas que podem dizer muito\u201d, disse Helton Monteiro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>F\u00d3RUM PERMANENTE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na ocasi\u00e3o, o dr. Helton comunicou que, diante dos n\u00fameros alarmantes, as entidades m\u00e9dicas presentes v\u00e3o criar um F\u00f3rum Permanente para acompanhar a situa\u00e7\u00e3o da mortalidade infantil em Sergipe.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO intuito dessa coletiva foi ar a sociedade sobre esses n\u00fameros e, claro, unir for\u00e7as com a sociedade civil organizada, com a sociedade de especialidades, o Sindimed junto com a Sociedade de Pediatria, o Comit\u00ea de Preven\u00e7\u00e3o da Mortalidade Materna, Infantil e Fetal para que, juntos, possamos diminuir esses n\u00fameros. Sa\u00edmos daqui com a ideia de implantar o F\u00f3rum Permanente de Preven\u00e7\u00e3o da Mortalidade Infantil\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a presidente da Sosepe, Dra. Ana Jovina, para mudar essa situa\u00e7\u00e3o, \u201c\u00e9 necess\u00e1rio fazer uma for\u00e7a tarefa, envolvendo as Secretarias de Educa\u00e7\u00e3o, de Sa\u00fade, A\u00e7\u00e3o Social, Meio Ambiente, as Sociedades Cient\u00edficas, de Pediatria, Ginecologia, trazer os Conselhos Regionais de Medicina, Enfermagem e Nutri\u00e7\u00e3o, as Universidades, pesquisadores\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a neoropediatra Dra. Aline Siqueira Alves afirmou que \u00e9 preciso tirar esses n\u00fameros do anonimato, torn\u00e1-los vis\u00edveis para que todos tenham o conhecimento da situa\u00e7\u00e3o. \u201cPrecisamos da uni\u00e3o de todos para a redu\u00e7\u00e3o desses n\u00fameros\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A presidente do Comit\u00ea de Mortalidade Infantil do Estado, Dra. Priscila Daisy Cardoso, destacou que, para mudar esse quadro, ser\u00e1 necess\u00e1rio o apoio irrestrito da sociedade. \u201cSa\u00fade se faz com a sociedade. Com a\u00e7\u00e3o, informa\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade, principalmente a sexual reprodutiva, com pr\u00e9-natais qualificados. Apoio \u00e0s gestantes\u201d, frisou.<\/p>\n\n\n\n<p>A\u00c7\u00d5ES URGENTES<\/p>\n\n\n\n<p>Diante deste cen\u00e1rio apresentado pelas entidades m\u00e9dicas supracitadas, \u00e9 necess\u00e1rio refletir como contribuir para que haja redu\u00e7\u00e3o deste cen\u00e1rio t\u00e3o preocupante.<br>Entre os pontos sugeridos na coletiva de imprensa pela Dra. Ana Jovina est\u00e3o: adequar a aten\u00e7\u00e3o ao rec\u00e9m-nascido; adequar a rede de assist\u00eancia, treinamento em reanima\u00e7\u00e3o neonatal de todos os profissionais de sa\u00fade de salas de parto; treinamento de toda equipe do SAMU no transporte do Rec\u00e9m-nascido de risco. \u00c9 primordial a primeira consulta com o pediatra na primeira semana de vida; fazer o pr\u00e9-natal, entre outras.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Acompanhe tamb\u00e9m o SE Not\u00edcias no\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/twitter.com\/Senoticias\" target=\"_blank\">Twitter<\/a>,\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/senoticias1\" target=\"_blank\">Facebook<\/a>\u00a0e no\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/senoticias\/\" target=\"_blank\">Instagram<\/a><\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Mat\u00e9ria extra\u00edda do <strong><a href=\"https:\/\/sindimed-se.org.br\/conteudo\/2958\/sindimed-denuncia-sergipe-pode-figurar-como-o-primeiro-estado-do-brasil-em-mortalidade-infantil\">site <\/a><\/strong>do Sindimed<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Preocupados com os crescentes casos de mortalidade infantil no estado de Sergipe, o Sindicato dos M\u00e9dicos do Estado de Sergipe (Sindimed), a Sociedade Sergipana de Pediatria (Sosepe) e o Comit\u00ea Estadual de Preven\u00e7\u00e3o da Mortalidade Materna, Infantil e Fetal realizaram uma coletiva de imprensa na manh\u00e3 desta ter\u00e7a-feira, 24, no audit\u00f3rio do Sindimed. 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