{"id":134678,"date":"2022-11-09T12:05:55","date_gmt":"2022-11-09T15:05:55","guid":{"rendered":"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/?p=134678"},"modified":"2022-11-09T12:11:50","modified_gmt":"2022-11-09T15:11:50","slug":"com-subvariante-da-omicron-covid-volta-a-assustar-o-brasil-apos-eleicoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/com-subvariante-da-omicron-covid-volta-a-assustar-o-brasil-apos-eleicoes\/","title":{"rendered":"Com subvariante da \u00f4micron, covid volta a assustar o Brasil ap\u00f3s elei\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>A redu\u00e7\u00e3o dos casos de covid-19 nos \u00faltimos meses deixou a sensa\u00e7\u00e3o de que a pandemia era coisa do passado. Mas o surgimento de uma nova subvariante, a pouca ades\u00e3o \u00e0s doses de refor\u00e7o das vacinas e as aglomera\u00e7\u00f5es na campanha eleitoral dispararam a taxa de transmiss\u00e3o (Rt), aumentando as interna\u00e7\u00f5es e o risco de uma nova onda \u00e0s v\u00e9speras das festas de fim de ano. Ontem, a morte de uma mulher na cidade de S\u00e3o Paulo, contaminada pela subvariante BQ.1, acendeu o alerta de vez.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"599\" height=\"375\" src=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/lacen-e1610321061926.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-126261\"\/><figcaption> Covid-19 volta a assustar no Brasil &#8211; Foto: arquivo\/SES<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o surgiu primeiro nos hospitais, onde os m\u00e9dicos passaram a atender cada vez mais pacientes com covid. A impress\u00e3o dos m\u00e9dicos \u00e9 confirmada pelo aumento da <strong>Rt do v\u00edrus<\/strong>, que depois de muito tempo voltou a indicar alta na transmiss\u00e3o, segundo a Info Tracker, a plataforma das universidades estaduais paulistas USP e Unesp, que monitora a pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p>Est\u00e1vel at\u00e9 o dia 3 de outubro, a Rt come\u00e7ou a subir nos dias seguintes e, um m\u00eas depois, ultrapassou o n\u00famero 1, quando cada doente passa a contaminar mais de uma pessoa. Para que a transmiss\u00e3o do coronav\u00edrus seja contida, a taxa de Rt precisa ficar abaixo desse patamar.<\/p>\n\n\n\n<p>Testes confirmam alta e interna\u00e7\u00f5es aumentam. O reflexo desse aumento j\u00e1 foi notado nos laborat\u00f3rios de diagn\u00f3sticos: a positividade saltou de 3,7% no come\u00e7o de outubro para 23% na primeira semana de novembro, segundo a Abramed (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Medicina Diagn\u00f3stica).<\/p>\n\n\n\n<p>Nas farm\u00e1cias, os testes positivos cresceram 15% entre 17 e 23 de outubro, \u00faltimo dado coletado pela Abrafarma (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Redes de Farm\u00e1cias).<\/p>\n\n\n\n<p>A consequ\u00eancia \u00e9 que o n\u00famero de pessoas internadas por dia tamb\u00e9m cresceu. Como o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade n\u00e3o consolidou os dados nacionais, a Info Tracker colheu os dados no estado de S\u00e3o Paulo, onde as novas interna\u00e7\u00f5es saltaram de 80, em 17 de outubro, para 168 em 6 de novembro.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Com o aumento da taxa de transmiss\u00e3o, espera-se aumento acelerado de casos nas pr\u00f3ximas duas semanas&#8221;, afirmou ao UOL o coordenador da plataforma, Wallace Casaca. &#8220;Os \u00f3bitos ainda n\u00e3o foram impactados, mas tamb\u00e9m ser\u00e3o nas pr\u00f3ximas duas semanas.&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por que a covid voltou a preocupar?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Imunidade de vacinados caiu.<\/strong> Infectologista do Instituto de Infectologia Em\u00edlio Ribas, Rosana Richtmann explica que a \u00faltima vez que o Brasil dedicou aten\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o foi em junho, durante o \u00faltimo pico da pandemia. &#8220;Foi a \u00faltima vez que a popula\u00e7\u00e3o aderiu em massa \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. J\u00e1 faz cinco meses, que \u00e9 o tempo m\u00e9dio de prote\u00e7\u00e3o da vacina&#8221;, diz ela.<\/p>\n\n\n\n<p>Casaca, da Info Tracker, concorda. Ele lembra que aquele repique come\u00e7ou em maio. &#8220;Quem se vacinou naquela \u00e9poca j\u00e1 est\u00e1 vulner\u00e1vel de novo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Baixa imuniza\u00e7\u00e3o de refor\u00e7o.<\/strong> A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda mais preocupante entre aqueles que n\u00e3o voltaram para completar o ciclo vacinal ou receber a primeira e segunda dose de refor\u00e7o. O Vacin\u00f4metro do governo federal indica que apenas 16% da popula\u00e7\u00e3o tomou a quarta dose \u2014a segunda do refor\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Subvariante chega ao Brasil. <\/strong>Depois de identificada no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul, a Secretaria Municipal de Sa\u00fade de S\u00e3o Paulo confirmou ontem a primeira morte de um paciente ap\u00f3s contamina\u00e7\u00e3o por uma subvariante, a BQ.1. Uma mulher de 72 anos com comorbidades morreu no dia 17 de outubro depois de uma semana internada no Hospital S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>Derivadas da variante BA.5, da \u00f4micron, as subvariantes BQ.1 e BQ.1.1 j\u00e1 respondiam por 27% dos casos nos Estados Unidos em 29 de outubro. Na Alemanha, Fran\u00e7a, It\u00e1lia, Coreia do Sul e Nova Zel\u00e2ndia, elas elevaram a m\u00e9dia de novos casos acima do alto patamar de 300 por 100 mil habitantes, segundo a OMS (Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade).<\/p>\n\n\n\n<p>A principal caracter\u00edstica da BQ.1 \u00e9 um escape muito maior da prote\u00e7\u00e3o das vacinas gra\u00e7as a muta\u00e7\u00f5es na prote\u00edna spike, localizada na superf\u00edcie do v\u00edrus e respons\u00e1vel por lig\u00e1-lo \u00e0s c\u00e9lulas do corpo.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Richtmann, o v\u00edrus evolui porque &#8220;deseja ganhar na replica\u00e7\u00e3o e n\u00e3o necessariamente causar doen\u00e7a grave&#8221;. Mesmo conseguindo escapar com mais facilidade dos anticorpos produzidos pelas vacinas, ela diz que &#8220;o v\u00edrus vai encontrar mais dificuldade em causar mortes e casos graves quanto mais alta for a cobertura vacinal&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Aglomera\u00e7\u00e3o nas elei\u00e7\u00f5es. Se n\u00e3o bastasse a redu\u00e7\u00e3o da imunidade dos brasileiros e a chegada de uma nova vers\u00e3o do v\u00edrus, o Brasil abandonou h\u00e1 algum tempo as principais medidas sanit\u00e1rias, como uso de m\u00e1scara, em pleno ano eleitoral, quando candidatos re\u00fanem eleitores em passeatas e com\u00edcios.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Houve muita aglomera\u00e7\u00e3o antes mesmo do pleito, nas duas semanas que antecederam o voto, o que tamb\u00e9m acelerou o ritmo de contamina\u00e7\u00f5es&#8221;, diz Casaca.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&#8220;Fui contaminada em uma passeata.&#8221; <\/strong>Foi o que aconteceu com a chefe de cozinha Patr\u00edcia D&#8217;\u00c1villa, 46, contaminada pela primeira vez no dia 19 de outubro.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Nesse dia teve uma caminhada com o Lula em Porto Alegre, e eu disse: &#8216;vou&#8217;. Foi l\u00e1 que me contaminei, com certeza&#8221;, diz. &#8220;L\u00e1 pelo dia 23, num s\u00e1bado, acordei com uma dor forte de cabe\u00e7a e nos olhos, n\u00e3o era uma gripezinha. Quando acordei, parecia que estava pregada na cama: uma semana com cansa\u00e7o e dores no corpo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Diagnosticada, ficou em isolamento dentro de casa e usou paracetamol para reduzir os sintomas. &#8220;J\u00e1 passou de duas semanas e ainda tenho dor de garganta&#8221;, diz.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Vai ter nova onda?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Casaca prefere chamar o aumento de casos de repique, uma vez que a gravidade dos casos \u00e9 menor do que no passado, com menos interna\u00e7\u00f5es e mortes. J\u00e1 a infectologia Richtmann diz que &#8220;chamaria de uma nova onda, mesmo que uma marola&#8221;, em raz\u00e3o do aumento de casos, da chegada das festas de fim de ano e da flexibiliza\u00e7\u00e3o das medidas sanit\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o quero assustar ningu\u00e9m porque a gravidade dos casos \u00e9 mesmo muito menor, mas temos uma tend\u00eancia&#8221;, diz Richtmann. &#8220;\u00c9 indiscut\u00edvel que o n\u00famero de casos est\u00e1 francamente aumentando. Ontem [7\/11] \u00e0 tarde, s\u00f3 vi covid no consult\u00f3rio.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que fazer agora? <\/strong>&#8220;Os v\u00edrus mudam, mas as recomenda\u00e7\u00f5es s\u00e3o as mesmas: o grande vil\u00e3o de transmiss\u00e3o s\u00e3o nossas m\u00e3os: sempre fa\u00e7a a higieniza\u00e7\u00e3o com \u00e1lcool em gel ou sab\u00e3o para diminuir a possibilidade de contamina\u00e7\u00e3o do ambiente e de se contaminar&#8221;, diz a m\u00e9dica.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Acompanhe tamb\u00e9m o SE Not\u00edcias no\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/twitter.com\/Senoticias\" target=\"_blank\">Twitter<\/a>,\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/senoticias1\" target=\"_blank\">Facebook<\/a>\u00a0e no\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/senoticias\/\" target=\"_blank\">Instagram<\/a><\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Wanderley Preite Sobrinho, <strong><a href=\"https:\/\/noticias.uol.com.br\/saude\/ultimas-noticias\/redacao\/2022\/11\/09\/nova-onda-covid-19-aumento-de-casos-internacoes.htm\">Do UOL<\/a><\/strong>, em S\u00e3o Paulo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A redu\u00e7\u00e3o dos casos de covid-19 nos \u00faltimos meses deixou a sensa\u00e7\u00e3o de que a pandemia era coisa do passado. 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