{"id":133162,"date":"2022-06-30T06:44:04","date_gmt":"2022-06-30T09:44:04","guid":{"rendered":"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/?p=133162"},"modified":"2022-06-30T06:56:20","modified_gmt":"2022-06-30T09:56:20","slug":"seis-em-cada-10-mortos-pela-covid-nao-tomaram-a-3a-dose-da-vacina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/seis-em-cada-10-mortos-pela-covid-nao-tomaram-a-3a-dose-da-vacina\/","title":{"rendered":"Seis em cada 10 mortos pela covid n\u00e3o tomaram a 3\u00aa dose da vacina"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Seis em cada dez mortos e mais da metade dos internados em decorr\u00eancia da covid-19 no Brasil entre mar\u00e7o e junho deste ano n\u00e3o tomaram a terceira dose da vacina. A maioria das v\u00edtimas tem comorbidades e \u00e9 idosa, revela a Info Tracker, plataforma de monitoramento da pandemia ligada \u00e0s universidades estaduais paulistas USP (Universidade de S\u00e3o Paulo) e Unesp (Universidade Estadual Paulista), que compilou os dados a pedido do UOL.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"589\" height=\"393\" src=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Idosos-vacinacao-se-noticias.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-133163\" srcset=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Idosos-vacinacao-se-noticias.jpeg 589w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Idosos-vacinacao-se-noticias-300x200.jpeg 300w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Idosos-vacinacao-se-noticias-90x60.jpeg 90w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Idosos-vacinacao-se-noticias-180x120.jpeg 180w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/Idosos-vacinacao-se-noticias-95x64.jpeg 95w\" sizes=\"(max-width: 589px) 100vw, 589px\" \/><figcaption>Idosos e pessoas com comorbidade s\u00e3o os principais afetados pela covid-19 &#8211; Foto: arquivo\/Abr<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Embora a vacina\u00e7\u00e3o contra o novo coronav\u00edrus tenha evitado milh\u00f5es de \u00f3bitos desde o ano passado, muita gente precisou procurar um hospital ap\u00f3s o aumento de casos nos \u00faltimos meses.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entre mar\u00e7o e 20 de junho <\/strong>\u2014 \u00faltima data atualizada pelo governo federal\u2014, 30 mil pessoas precisaram ser internadas por causa da infec\u00e7\u00e3o pelo novo coronav\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse total, 17 mil pessoas, ou 56% dos casos, n\u00e3o haviam tomado a terceira dose (tamb\u00e9m chamada de primeira dose de refor\u00e7o) contra a covid.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros 34,7% foram internados mesmo ap\u00f3s a terceira dose, mas o refor\u00e7o havia sido aplicado em 2021, o que significa que a prote\u00e7\u00e3o contra o v\u00edrus \u2014que cai ao longo dos meses\u2014 j\u00e1 era menor. Entre todos os internados, apenas 9,2% (2.278) tomaram a terceira dose em 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os \u00f3bitos, a propor\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda maior: 61% dos 7.547 mortos pela covid entre mar\u00e7o e junho n\u00e3o haviam tomado a terceira dose, \u00edndice que chegou a 69% em abril.<\/p>\n\n\n\n<p>Cerca de 32% dos que morreram haviam sido imunizados com a terceira dose em 2021, enquanto apenas 5,9% tomaram a terceira dose este ano.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 por conta do decaimento da prote\u00e7\u00e3o que os governos est\u00e3o implementando a quarta dose, que \u00e9 para reatualizar o esquema vacinal para readquirir a prote\u00e7\u00e3o m\u00e1xima conferida pelas primeiras doses da vacina e por meio natural, pela infec\u00e7\u00e3o&#8221;, diz Wallace Casaca, um dos coordenadores da Info Tracker.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Qual o perfil das v\u00edtimas?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com os dados do levantamento, 68% dos que foram internados entre mar\u00e7o e junho tinham alguma comorbidade, ou seja, a presen\u00e7a de duas ou mais doen\u00e7as. Entre os \u00f3bitos, esse percentual foi de 80%.<\/p>\n\n\n\n<p>A maioria de quem acabou internado ou morreu de covid \u00e9 idosa: 64% e 82%, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00e9dica no Hospital Japon\u00eas Santa Cruz, Aline Mary Akita confirmou ao UOL que as interna\u00e7\u00f5es decorrentes da covid cresceram nos \u00faltimos meses e que a doen\u00e7a &#8220;costuma atingir mais os idosos, que se internam principalmente com infec\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria [comorbidade]&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>No Hospital S\u00edrio-Liban\u00eas, as interna\u00e7\u00f5es aumentaram principalmente a partir de maio, com m\u00e9dia de idade &#8220;agora em torno de 65 anos&#8221;, afirmou ao UOL a coordenadora de pr\u00e1ticas m\u00e9dicas da institui\u00e7\u00e3o, Talia Falc\u00e3o Dal\u00e7\u00f3quio.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o SindHop (Sindicato dos Hospitais, Cl\u00ednicas e Laborat\u00f3rios de S\u00e3o Paulo), 51% dos 95 hospitais privados que participaram de uma pesquisa em meados de junho afirmam que os pacientes internados em leitos cl\u00ednicos t\u00eam entre 51 e 80 anos, \u00edndice que cai para 45% em leitos de UTI.<\/p>\n\n\n\n<p>Casaca, da Info Tracker, ressalta que &#8220;esses idosos tomaram a terceira dose em setembro, outubro&#8221;: &#8220;O efeito da vacina j\u00e1 passou, e \u00e9 por isso que esse percentual \u00e9 maior. Isso prova a import\u00e2ncia de revacinar.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Ele afirma que o n\u00famero de pessoas que foram parar no hospital ou morreram de covid ap\u00f3s receber a terceira dose \u00e9 muito menor do que as milh\u00f5es de pessoas que receberam o refor\u00e7o vacinal.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o Cons\u00f3rcio de Ve\u00edculos de Imprensa, 101 milh\u00f5es de brasileiros receberam a dose de refor\u00e7o, apenas 47% da popula\u00e7\u00e3o, enquanto esse n\u00edvel chega a 78% entre os que tomaram as duas primeiras.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&#8220;N\u00e3o tomei a terceira dose e peguei covid&#8221;.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Akita, do Santa Cruz, diz que entre os mais idosos &#8220;a chance da doen\u00e7a evoluir para \u00f3bito \u00e9 maior, mas diminui com a vacina e entre os jovens&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o que aconteceu ao servidor p\u00fablico Leonardo Vieira, 36, que ainda n\u00e3o tomou a dose de refor\u00e7o depois de se vacinar pela segunda vez em agosto.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Acabei doente no come\u00e7o de janeiro de 2022&#8221;, diz ele, um m\u00eas depois de o governo federal reduzir para quatro meses o intervalo entre a segunda dose e o refor\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Tive sintomas semelhantes aos da gripe: cansa\u00e7o e dores nas pernas&#8221;, conta. &#8220;Depois da covid, estou com desconforto gastrointestinal persistente e tive um epis\u00f3dio de dor intensa nas costas que, por dias, me deixou com dificuldade para andar.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Ele afirma que acabou deixando de tomar o refor\u00e7o &#8220;por descuido de n\u00e3o separar um tempo para ir num posto de sa\u00fade e tomar a dose&#8221;. &#8220;A correria do dia a dia faz a gente deixar coisas importantes como essa de lado&#8221;. Leonardo pretende agora tomar a terceira dose antes do fim de junho.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Infec\u00e7\u00f5es continuam em alta<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O n\u00famero de exames de covid realizados em laborat\u00f3rios subiu na semana encerrada em 24 de junho, atingindo 177 mil testes contra 162 mil na semana anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A taxa de positividade tamb\u00e9m continua subindo e chegou a 44,65%&#8221;, diz em nota a Abramed (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Medicina Diagnostica), que representa 65% dos laborat\u00f3rios de diagn\u00f3stico do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Foram 79 mil positivos na semana, um aumento de 13% em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00famero da semana encerrada no dia 17 de junho.&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Na ter\u00e7a-feira (28), a m\u00e9dia m\u00f3vel de mortes causadas pelo coronav\u00edrus voltou a ficar acima de 200 ap\u00f3s quase tr\u00eas meses. O indicador ficou em 209, varia\u00e7\u00e3o de 40% em rela\u00e7\u00e3o a 14 dias atr\u00e1s, indicando tend\u00eancia de alta. A m\u00e9dia m\u00f3vel de casos chegou a 54,6 mil, alta de 30%. Quando esse \u00edndice ultrapassa a marca de 15%, a tend\u00eancia \u00e9 de alta.<\/p>\n\n\n\n<p>Na semana passada, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que a quarta dose da vacina contra a covid-19 j\u00e1 pode ser aplicada em pessoas acima dos 40 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>A extens\u00e3o da faixa et\u00e1ria que vai passar a receber a segunda dose do refor\u00e7o vale para aqueles que iniciaram o esquema vacinal com os imunizantes da AstraZeneca, Pfizer ou CoronaVac.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Acompanhe tamb\u00e9m o SE Not\u00edcias no\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/twitter.com\/Senoticias\" target=\"_blank\">Twitter<\/a>,\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/senoticias1\" target=\"_blank\">Facebook<\/a>\u00a0e no\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/senoticias\/\" target=\"_blank\">Instagram<\/a><\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Wanderley Preite Sobrinho, do UOL, em S\u00e3o Paulo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Seis em cada dez mortos e mais da metade dos internados em decorr\u00eancia da covid-19 no Brasil entre mar\u00e7o e junho deste ano n\u00e3o tomaram a terceira dose da vacina. 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