{"id":132788,"date":"2022-05-29T10:57:07","date_gmt":"2022-05-29T13:57:07","guid":{"rendered":"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/?p=132788"},"modified":"2022-05-29T14:48:57","modified_gmt":"2022-05-29T17:48:57","slug":"hospital-universitario-da-ufs-prepara-para-realizar-transplantes-de-rim-no-estado-de-sergipe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/hospital-universitario-da-ufs-prepara-para-realizar-transplantes-de-rim-no-estado-de-sergipe\/","title":{"rendered":"Hospital Universit\u00e1rio da UFS prepara para realizar transplantes de rim no estado de Sergipe"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Sergipe ainda \u00e9 um dos estados do Brasil em que nenhum hospital realiza transplante de rim. Dados de fevereiro de 2022, da Secretaria da Sa\u00fade estadual, mostram que h\u00e1 cerca de 1.300 pessoas realizando di\u00e1lise em estabelecimentos de sa\u00fade. Quando uma dessas pessoas precisa de um transplante renal, n\u00e3o tem outra op\u00e7\u00e3o sen\u00e3o ir a outro estado. No entanto, o HU-UFS\/Ebserh est\u00e1 empreendendo esfor\u00e7os para mudar essa realidade: em breve, a institui\u00e7\u00e3o vai realizar o primeiro transplante de rim em Sergipe, desde 2012, e tornar-se o \u00fanico hospital sergipano a fazer o procedimento. Nesta sexta-feira, 27, as instala\u00e7\u00f5es hospitalares receberam a visita do cirurgi\u00e3o Mario Nogueira Junior, do Hospital paulistano Albert Einstein, como parte das tratativas de uma tutoria destinada a capacitar os profissionais locais nos transplantes.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"576\" height=\"324\" src=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Hospital-Universitario-transplante-de-rins-SE-noticias.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-132789\" srcset=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Hospital-Universitario-transplante-de-rins-SE-noticias.jpeg 576w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Hospital-Universitario-transplante-de-rins-SE-noticias-300x169.jpeg 300w\" sizes=\"(max-width: 576px) 100vw, 576px\" \/><figcaption>Profissionais de diversas \u00e1reas est\u00e3o em treinamento coordenado pelo Hospital Israelita Albert Einstein &#8211; ascom\/HU-UFS\/Ebserh<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O centro hospitalar da Ebserh em Aracaju conta com uma equipe de profissionais experientes coordenada pelo chefe da Unidade do Sistema Urin\u00e1rio, Ricardo Bragan\u00e7a. O urologista explica que o trabalho da tutoria com o Hospital Albert Einstein, resultado de um conv\u00eanio com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, permitir\u00e1 o in\u00edcio dos transplantes pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), inicialmente entre pacientes vivos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAssistimos a uma nova etapa. Depois da interrup\u00e7\u00e3o, em 2012, da realiza\u00e7\u00e3o de transplantes renais que faz\u00edamos em hospital privado, estamos preparando a estrutura do nosso hospital-escola para retomar essa realidade em Sergipe. \u00c9 bom para a popula\u00e7\u00e3o, que ter\u00e1 essa op\u00e7\u00e3o sem precisar sair do estado. Neste momento, o Hospital Albert Einstein, parceiro do SUS nessa tutoria que oferece aos nossos profissionais, est\u00e1 avaliando como podemos refor\u00e7ar os servi\u00e7os implicados e dar a cada membro da equipe a forma\u00e7\u00e3o adequada\u201d, ressalta Ricardo Bragan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Parceria com o Albert Einstein<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A tutoria prestada pelo Hospital Israelita Albert Einstein \u00e9 fruto de um conv\u00eanio com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, que prepara hospitais habilitados no SUS para fazerem transplantes renais com os crit\u00e9rios desej\u00e1veis de excel\u00eancia. No caso do HU-UFS\/Ebserh, a parceria come\u00e7ou em 2019, mas a pandemia de covid adiou algumas etapas.<\/p>\n\n\n\n<p>No final de 2021, O HU-UFS\/Ebserh retomou a tutoria com algumas partes pr\u00e1ticas que estavam pendentes e, em janeiro de 2022, iniciou o ambulat\u00f3rio de transplante pr\u00e9-renal. \u201cOs pacientes que s\u00e3o candidatos a realizar transplante por doador vivo, que vai ser a modalidade inicial, come\u00e7aram a ser preparados h\u00e1 alguns meses. Hoje temos algumas duplas que est\u00e3o preparadas e outras que est\u00e3o em fase de preparo\u201d, detalha a enfermeira Michelle Cardoso.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a tutoria, a equipe respons\u00e1vel do HU-UFS\/Ebserh tamb\u00e9m visitou as instala\u00e7\u00f5es do Albert Einstein e conheceu os protocolos aplicados ao transplante renal naquele hospital, al\u00e9m de poder acompanhar, na pr\u00e1tica, a atua\u00e7\u00e3o do centro que \u00e9 considerado refer\u00eancia no Brasil, pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, para esse tipo de procedimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o parecer favor\u00e1vel do Albert Einstein, os primeiros transplantes est\u00e3o previstos para acontecer no m\u00eas de julho de 2022, na forma eletiva e entre pacientes vivos, com algum grau de parentesco. \u201cA partir da experi\u00eancia adquirida, principalmente com os fluxos, poderemos avan\u00e7ar, no futuro, para os transplantes de doadores cad\u00e1veres\u201d, prev\u00ea Michelle.<\/p>\n\n\n\n<p>O chefe da Unidade do Sistema Digestivo do HU-UFS\/Ebserh, Antonio Junior, que comp\u00f5e a equipe de cirurgi\u00f5es para os transplantes renais, ressalta que a tutoria s\u00f3 terminar\u00e1 em 2023, j\u00e1 que o objetivo \u00e9 realizar os cinco primeiros transplantes ainda sob a supervis\u00e3o do Albert Einstein. \u201cAo final da tutoria, os participantes estar\u00e3o plenamente capacitados para a continuidade na realiza\u00e7\u00e3o dos transplantes, o que permitir\u00e1 atender ao anseio da popula\u00e7\u00e3o sergipana em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o frequente e de qualidade de transplantes renais no estado\u201d, opina o gestor.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Avalia\u00e7\u00e3o e ajustes finais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O cirurgi\u00e3o e preceptor do Hospital Israelita Albert Einstein, Mario Nogueira Junior, relata que a sua visita ao HU-UFS\/Ebserh \u00e9 uma das etapas da tutoria que busca viabilizar o in\u00edcio do programa de transplantes. \u201cO meu papel \u00e9 observar se o hospital re\u00fane as condi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas para a realiza\u00e7\u00e3o de transplantes renais. Al\u00e9m disso, a ideia de programas como esse \u00e9 que centros de sa\u00fade maiores possam passar a experi\u00eancia a um servi\u00e7o que est\u00e1 come\u00e7ando\u201d, pontua.<\/p>\n\n\n\n<p>A visita de Mario Nogueira \u00e9 a \u00faltima dos profissionais que o Albert Einstein mandou ao HU-UFS\/Ebserh para avaliar a estrutura do hospital. \u201cComo cirurgi\u00e3o, avaliei a estrutura do centro cir\u00fargico. Posso dizer que as salas est\u00e3o muito bem equipadas e as pessoas com as quais conversei est\u00e3o bastante envolvidas com todos os processos relacionados a doadores e receptores. Faremos alguns ajustes finais e, daqui a algumas semanas, o hospital estar\u00e1 preparado para come\u00e7ar\u201d, assegura o cirurgi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os primeiros dois transplantes, o Albert Einstein vai enviar uma equipe especializada, encabe\u00e7ada por Mario Nogueira, que ficar\u00e1 alguns dias em Aracaju e dar\u00e1 suporte aos profissionais locais no procedimento operat\u00f3rio e no p\u00f3s-operat\u00f3rio imediato. \u201cO hospital est\u00e1 tendo todo o cuidado e empenho para fazer esse sonho acontecer. Aracaju tem todas as condi\u00e7\u00f5es de se tornar um polo e, de repente, at\u00e9 trazer tamb\u00e9m, de outros estados, pessoas que precisam fazer o transplante\u201d, assevera.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tipos de transplantes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O procedimento de transplante renal intervivos consiste em identificar, no entorno social do paciente, pessoas dispostas a realizar a doa\u00e7\u00e3o, desde que n\u00e3o haja incompatibilidade. Nesse caso, se o doador \u00e9 parente do receptor, classifica-se o transplante como de pessoa relacionada (consangu\u00ednea). Esse \u00e9 o primeiro tipo de transplante que o HU-UFS\/Ebserh vai come\u00e7ar a realizar, chamado de eletivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, o procedimento que envolve um doador cad\u00e1ver n\u00e3o \u00e9 eletivo, pois o receptor deve estar inscrito numa lista \u00fanica estadual e preencher os demais crit\u00e9rios legalmente previstos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, o hospital recebe o paciente enviado pelo sistema de regula\u00e7\u00e3o e, havendo compatibilidade, realiza o procedimento. Ademais, o doador deve ter falecido por morte encef\u00e1lica e a doa\u00e7\u00e3o precisa de autoriza\u00e7\u00e3o expressa da fam\u00edlia. O HU-UFS\/Ebserh pretende fazer esse tipo de transplante no futuro, quando j\u00e1 tiver experi\u00eancia suficiente nos respectivos protocolos ambulatoriais e hospitalares.<\/p>\n\n\n\n<p>Em ambos os casos, os procedimentos s\u00e3o precedidos por uma s\u00e9rie de exames. \u201cPrimeiramente, faz-se o exame da tipagem sangu\u00ednea, que \u00e9 o b\u00e1sico. Depois, h\u00e1 um exame chamado HLA para o que chamamos de prova cruzada, a fim de determinar se as duas pessoas s\u00e3o compat\u00edveis ou n\u00e3o. Al\u00e9m disso, \u00e9 preciso ver as condi\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas do receptor e do doador por meio de exames laboratoriais e de imagem\u201d, explica a enfermeira Michelle Cardoso. No HU-UFS\/Ebserh, o candidato ao transplante renal poder\u00e1 fazer quase todos os exames necess\u00e1rios no pr\u00f3prio hospital-escola. \u201cO HLA e outros exames mais espec\u00edficos s\u00e3o realizados em parceria com a Central de Transplantes da Secretaria da Sa\u00fade de Sergipe\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Acompanhamento p\u00f3s-transplante<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O urologista Ricardo Bragan\u00e7a garante que o HU-UFS\/Ebserh vai acompanhar todos os pacientes de transplante renal. O protocolo de atendimento j\u00e1 est\u00e1 regulamentado para acompanhamento ambulatorial, destinado \u00e0 observa\u00e7\u00e3o do p\u00f3s-operat\u00f3rio e interven\u00e7\u00e3o em eventuais ocorr\u00eancias, inclusive, se necess\u00e1rio, com disponibilidade de nova interna\u00e7\u00e3o hospitalar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO cronograma do protocolo prev\u00ea, como regra, um acompanhamento inicialmente semanal. Depois, com a evolu\u00e7\u00e3o positiva do quadro cl\u00ednico, as consultas se tornam mensais. Se tudo continuar correndo bem, o paciente passa a um acompanhamento bimensal ou trimestral\u201d, detalha o m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Import\u00e2ncia para o ensino e a pesquisa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A experi\u00eancia e a forma\u00e7\u00e3o dos profissionais envolvidos v\u00e3o permitir, tamb\u00e9m, que o hospital da Ebserh em Aracaju cumpra com a sua responsabilidade acad\u00eamica. \u201cAl\u00e9m de prestar assist\u00eancia de excel\u00eancia ao usu\u00e1rio do SUS, temos que deixar ensinamentos aos estudantes. Em particular, os estudantes de gradua\u00e7\u00e3o ter\u00e3o mais um aprendizado de um dos tratamentos poss\u00edveis da insufici\u00eancia renal e poder\u00e3o assistir aos procedimentos. J\u00e1 os residentes da \u00e1rea cir\u00fargica v\u00e3o ter participa\u00e7\u00e3o direta na composi\u00e7\u00e3o da equipe, para despertarmos eventual interesse em especializa\u00e7\u00e3o na \u00e1rea. Por fim, os alunos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o poder\u00e3o, observados todos os preceitos \u00e9ticos, realizar diversos experimentos de pesquisa. Nesse ponto espec\u00edfico s\u00f3 temos a ganhar, pois os resultados das pesquisas nos dizem como podemos fazer o transplante de uma maneira cada vez melhor\u201d, destaca Ricardo Bragan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Equipe multiprofissional<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, a equipe de transplantes renais do HU-UFS\/Ebserh est\u00e1 formada por dois nefrologistas; tr\u00eas cirurgi\u00f5es; um m\u00e9dico intensivista; dois anestesistas; dois enfermeiros; um farmac\u00eautico; um psic\u00f3logo; uma assistente social; um nutricionista; um fisioterapeuta; dois m\u00e9dicos infectologistas; e um assistente administrativo. Al\u00e9m desses membros, outros profissionais dar\u00e3o suporte aos transplantes, entre residentes, pessoal da higieniza\u00e7\u00e3o e colaboradores do servi\u00e7o laboratorial.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Quer receber as principais not\u00edcias do\u00a0<strong>SE Not\u00edcias<\/strong>\u00a0no seu\u00a0<strong>WhatsApp?<\/strong>\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/api.whatsapp.com\/send?phone=5579991715289\">Clique aqui<\/a><\/strong>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por Lu\u00eds Fernando Louren\u00e7o<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sergipe ainda \u00e9 um dos estados do Brasil em que nenhum hospital realiza transplante de rim. Dados de fevereiro de 2022, da Secretaria da Sa\u00fade estadual, mostram que h\u00e1 cerca de 1.300 pessoas realizando di\u00e1lise em estabelecimentos de sa\u00fade. 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