{"id":129030,"date":"2021-07-27T15:46:33","date_gmt":"2021-07-27T18:46:33","guid":{"rendered":"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/?p=129030"},"modified":"2021-07-27T16:02:44","modified_gmt":"2021-07-27T19:02:44","slug":"ciro-nogueira-aceita-convite-de-bolsonaro-e-vai-assumir-casa-civil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/ciro-nogueira-aceita-convite-de-bolsonaro-e-vai-assumir-casa-civil\/","title":{"rendered":"Com nomea\u00e7\u00e3o de Ciro Nogueira, governo est\u00e1 ref\u00e9m do Centr\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>O governo do presidente Jair Bolsonaro ficou conhecido, entre outras particularidades, por ser estruturado em diferentes alas. Nelas, a disputa por espa\u00e7o \u00e9 uma constante. Cada grupo desses, seja ideol\u00f3gico, seja econ\u00f4mico ou militar, teve seus dias de protagonismo, at\u00e9 ser escanteado pela crise da vez, ou \u201catropelado\u201d, na express\u00e3o usada pelo general Luiz Eduardo Ramos, atual chefe da Casa Civil, ao saber que, com outros fardados, estava sendo ejetado da articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. A partir de agora, a rela\u00e7\u00e3o com o Congresso estar\u00e1 nas m\u00e3os dos caciques dos partidos que comp\u00f5em o Centr\u00e3o, a mais nova ala desta gest\u00e3o, mas uma velha conhecida nos bastidores das negocia\u00e7\u00f5es do poder em Bras\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"587\" height=\"364\" src=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Bolsonaro-SE-Noticias.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-129032\" srcset=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Bolsonaro-SE-Noticias.jpg 587w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Bolsonaro-SE-Noticias-300x186.jpg 300w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Bolsonaro-SE-Noticias-308x192.jpg 308w\" sizes=\"(max-width: 587px) 100vw, 587px\" \/><figcaption>Ap\u00f3s reuni\u00e3o com o presidente da Rep\u00fablica, Jair Bolsonaro, nesta ter\u00e7a-feira, 27, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) confirmou que ser\u00e1 o novo chefe da Casa Civil. &#8211; Foto: Marcos Corr\u00eaa\/PR<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A sa\u00edda do general Ramos da Casa Civil, na minirreforma ministerial que Bolsonaro deve formalizar nesta semana, \u00e9 o desfecho mais recente dessa disputa por espa\u00e7os dentro do governo. O militar ser\u00e1 substitu\u00eddo no cargo pelo presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), uma das principais lideran\u00e7as do Centr\u00e3o \u2014 bloco que, em troca de cargos e outras benesses da m\u00e1quina p\u00fablica, deu tamb\u00e9m sustenta\u00e7\u00e3o a governos anteriores, como os dos ent\u00e3o presidentes Michel Temer (MDB), Dilma Rousseff (PT), Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB).<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo de todo esse tempo, o Centr\u00e3o vem atuando como o fiel da balan\u00e7a na rela\u00e7\u00e3o do Congresso com o Executivo. Sua atua\u00e7\u00e3o foi determinante, por exemplo, para manter ou tirar presidentes do cargo, aprovar ou rejeitar reformas e estabelecer o ritmo da pauta de vota\u00e7\u00f5es, principalmente quando o governo tem dificuldades em construir uma base parlamentar.<\/p>\n\n\n\n<p>O general Ramos foi o \u00faltimo entre os militares abatidos pelas press\u00f5es do Centr\u00e3o para assumir o controle da articula\u00e7\u00e3o com o Congresso, \u00e0s quais Bolsonaro \u2014 desgastado com as investiga\u00e7\u00f5es da CPI da Covid, com baixos \u00edndices de popularidade e alvo de mais de 130 pedidos de impeachment na C\u00e2mara \u2014 foi obrigado a se curvar. Nessas voltas que a pol\u00edtica d\u00e1, hoje a sobreviv\u00eancia do mandato do presidente depende diretamente da \u201cvelha pol\u00edtica\u201d e do \u201ctoma l\u00e1 d\u00e1 c\u00e1\u201d que ele havia prometido extinguir e que s\u00e3o o principal modus operandi do Centr\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 frente da Casa Civil, o cora\u00e7\u00e3o do governo, o senador Ciro Nogueira vai refor\u00e7ar a presen\u00e7a do bloco partid\u00e1rio no seleto grupo de ministros que despacham no Pal\u00e1cio do Planalto. Antes dele, j\u00e1 havia tomado posse, como ministra da Secretaria de Governo, a deputada Fl\u00e1via Arruda (PL-DF), levada ao cargo pelas m\u00e3os do presidente da C\u00e2mara, Arthur Lira (PP-AL), que tem demonstrado fidelidade a Bolsonaro. Um dos principais caciques do Centr\u00e3o, o deputado \u00e9 respons\u00e1vel, entre outras compet\u00eancias, por determinar o in\u00edcio da tramita\u00e7\u00e3o dos pedidos de impeachment contra o presidente da Rep\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Negocia\u00e7\u00f5es<\/strong><br><br>A partir da minirreforma ministerial, Ciro Nogueira \u2014 que at\u00e9 antes do recesso parlamentar vinha apresentando um desempenho discreto na base governista da CPI da Covid \u2014 comandar\u00e1 negocia\u00e7\u00f5es importantes com o Legislativo, como a indica\u00e7\u00e3o de nomes para cargos no Executivo e a libera\u00e7\u00e3o de verbas de emendas parlamentares. Tamb\u00e9m caber\u00e1 ao l\u00edder do Centr\u00e3o encontrar uma solu\u00e7\u00e3o para o impasse criado ap\u00f3s a decis\u00e3o do Congresso que triplicou os recursos do Fundo Eleitoral, de R$ 1,8 bilh\u00e3o para R$ 5,7 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O Centr\u00e3o foi levado para o governo pelo pr\u00f3prio Luiz Eduardo Ramos, no auge do prest\u00edgio da ala militar e em meio ao avan\u00e7o de investiga\u00e7\u00f5es inc\u00f4modas para Bolsonaro, como a do caso Queiroz. Muito provavelmente pela falta de traquejo pol\u00edtico, o general acabou abrindo um atalho para o bloco tomar de vez o comando do Executivo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Centr\u00e3o mostrou que \u00e9 pol\u00edtico profissional e acabou dando um n\u00f3 na ala militar, que estava bonita na foto, com Braga Netto (general, atualmente ministro da Defesa), Ramos e todo mundo. Se o governo queria profissionais na pol\u00edtica, ent\u00e3o chamou o Centr\u00e3o, e deu no que estamos vendo agora\u201d, diz o cientista pol\u00edtico Andr\u00e9 Pereira C\u00e9sar, da Hold Assessoria Legislativa.<\/p>\n\n\n\n<p>O analista tamb\u00e9m alerta para o fato de o apoio do Centr\u00e3o ser de momento, podendo, inclusive, perdurar. \u201cSe o governo retomar a musculatura pol\u00edtica e a popularidade, superar o desemprego e outros desafios da economia, avan\u00e7ar na vacina\u00e7\u00e3o para que o povo possa voltar a circular com seguran\u00e7a, ou seja, enquanto o governo n\u00e3o atingir isso, esse apoio do Centr\u00e3o estar\u00e1 em risco, e o pre\u00e7o desse apoio vai subir\u201d, destaca.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele acrescenta que tamb\u00e9m pode pesar na balan\u00e7a do Centr\u00e3o o favoritismo do ex-presidente Lula nas pesquisas de inten\u00e7\u00e3o de voto. \u201cTem um outro ator pol\u00edtico no outro lado da rua, chamado Lula, que j\u00e1 trabalhou com o Centr\u00e3o e que est\u00e1 muito forte nas pesquisas. Ent\u00e3o, a perspectiva de poder leva o Centr\u00e3o, pragm\u00e1tico por natureza, por ess\u00eancia, a olhar para o outro lado da rua\u201d, ressalta. \u201cEnt\u00e3o, se Bolsonaro, caminhando para o final do ano, n\u00e3o responder \u00e0s demandas da sociedade, o Centr\u00e3o pode ir para outro lado.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Ele d\u00e1 como exemplo o ex-prefeito e ex-ministro Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, uma das siglas do Centr\u00e3o. O pol\u00edtico paulista tem se afastado do governo e trabalhado na articula\u00e7\u00e3o de uma terceira via para concorrer \u00e0s elei\u00e7\u00f5es do ano que vem. Tudo indica que o nome do candidato ser\u00e1 o do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que, por sua vez, tamb\u00e9m se distanciou de Bolsonaro.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cKassab est\u00e1 pulando fora a cada dia mais. O Centr\u00e3o nunca perdeu, nunca perde e n\u00e3o vai ser agora que vai perder. S\u00e3o profissionais, no bom sentido. O Centr\u00e3o n\u00e3o carrega caix\u00e3o, pois sabe da import\u00e2ncia que tem. Ent\u00e3o, o jogo \u00e9 esse\u201d, frisa o cientista pol\u00edtico. \u201cGanhe (Jo\u00e3o) Doria (governador de S\u00e3o Paulo pelo PSDB), ganhe Lula, reeleito Bolsonaro ou ganhe Ciro Gomes (PDT), n\u00e3o importa. J\u00e1 que o sistema \u00e9 esse, de presidencialismo de coaliz\u00e3o, \u00e9 o jogo que se tem para jogar.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uni\u00e3o<\/strong><br><br>O deputado Bibo Nunes (PSL-RS), um dos aliados mais pr\u00f3ximos de Bolsonaro, considera positiva a indica\u00e7\u00e3o de Ciro Nogueira para o comando da Casa Civil. Segundo ele, como o presidente deve se filiar ao PP, o mesmo partido do senador, \u00e9 natural que esse importante espa\u00e7o no governo seja dado ao aliado.<\/p>\n\n\n\n<p>Nunes discorda de quem v\u00ea contradi\u00e7\u00e3o na aproxima\u00e7\u00e3o entre Bolsonaro e o Centr\u00e3o, bloco que o presidente j\u00e1 apontou como s\u00edmbolo da \u201cvelha pol\u00edtica\u201d e que classificou como \u201ca nata do que h\u00e1 de pior\u201d. Ele assegurou que o mandat\u00e1rio n\u00e3o entrar\u00e1 no \u201cjogo\u201d do grupo partid\u00e1rio. \u201cEu sou daqueles que pensam que o presidente n\u00e3o vai se tornar ref\u00e9m do Centr\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 o presidente que est\u00e1 indo para o Centr\u00e3o, \u00e9 o Centr\u00e3o que est\u00e1 vindo para um governo s\u00e9rio. Seria uma contradi\u00e7\u00e3o se o presidente entrasse no jogo deles\u201d, ressalta. \u201cEu n\u00e3o vejo como um toma l\u00e1 d\u00e1 c\u00e1. O Centr\u00e3o j\u00e1 apoia o governo h\u00e1 bastante tempo e, agora, est\u00e1 recebendo a Casa Civil. Eu n\u00e3o admito toma l\u00e1 d\u00e1 c\u00e1, em hip\u00f3tese alguma.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rachadinhas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O policial militar da reserva Fabr\u00edcio Queiroz responde a processo por peculato, lavagem de dinheiro e organiza\u00e7\u00e3o criminosa no caso das \u201crachadinhas\u201d com o senador Fl\u00e1vio Bolsonaro (Patriota-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Acordo pela sobreviv\u00eancia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A aproxima\u00e7\u00e3o de vez com o Centr\u00e3o \u00e9 uma tentativa do presidente Jair Bolsonaro de estancar as crises pelas quais passa o governo. Se, na campanha eleitoral de 2018, o ent\u00e3o candidato ao Planalto levantou a bandeira da rejei\u00e7\u00e3o \u00e0 \u201cvelha pol\u00edtica\u201d e ao \u201ctoma l\u00e1, d\u00e1 c\u00e1\u201d, agora se rende \u00e0s pr\u00e1ticas que ele demonizou, porque \u00e9 amea\u00e7ado por pedidos de impeachment, est\u00e1 em queda na popularidade e enfrenta den\u00fancias de corrup\u00e7\u00e3o dentro do Executivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Andr\u00e9 Borges, professor de ci\u00eancia pol\u00edtica da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), a decis\u00e3o de Bolsonaro de se unir ao Centr\u00e3o mostra a fragilidade da base do governo. Al\u00e9m disso, representa uma derrota para a ala militar, com a sa\u00edda de Luiz Eduardo Ramos da Casa Civil para a nomea\u00e7\u00e3o do senador Ciro Nogueira (PP-PI). \u201cA articula\u00e7\u00e3o feita pelo Ramos n\u00e3o estava, de fato, funcionando a contento. A entrada de Ciro indica uma derrota desse grupo militar. Por um lado, isso refor\u00e7ar\u00e1, na opini\u00e3o p\u00fablica, a percep\u00e7\u00e3o de que o presidente traiu o compromisso de campanha de governar de forma diferente. Inclusive, pessoas muito pr\u00f3ximas deram a entender que o governo n\u00e3o buscaria esse apoio\u201d, ressalta. \u201cEsse movimento s\u00f3 vai ampliar a percep\u00e7\u00e3o de que quem manda \u00e9 o Centr\u00e3o, mas pode dar um f\u00f4lego para evitar um processo de impeachment. No entanto, isso n\u00e3o garante que o Centr\u00e3o o apoiar\u00e1 at\u00e9 o final.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Ricardo Ismael, cientista pol\u00edtico da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), destaca que Ciro Nogueira no comando da Casa Civil aumentar\u00e1 a influ\u00eancia do Centr\u00e3o nas decis\u00f5es do governo. Ele frisa, no entanto, que o bloco n\u00e3o decidiu sobre o apoio a Bolsonaro em 2022. \u201cO Centr\u00e3o n\u00e3o vai caminhar para o abismo se Bolsonaro n\u00e3o for competitivo. Mas com cargos e emendas, ainda v\u00ea o presidente mais ganhando que perdendo\u201d, diz. \u201cO governo est\u00e1 dependente desse apoio no Congresso. \u00c9 um acordo para sobreviv\u00eancia pol\u00edtica, mas \u00e9 preciso ter cuidado, pois o bloco muda de candidato como se muda de roupa.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O especialista aponta que o mandat\u00e1rio n\u00e3o conseguir\u00e1 evitar o desgaste causado pela alian\u00e7a. \u201cIsso tem reflexo negativo junto ao eleitorado bolsonarista raiz. Ele vai ter de enfrentar esse risco. O Centr\u00e3o vai apoiar propostas do governo como a reforma tribut\u00e1ria, mas Bolsonaro fica ref\u00e9m durante o ano inteiro.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Na opini\u00e3o de Vera Chemin, advogada constitucionalista, com a aproxima\u00e7\u00e3o, Bolsonaro encontrar\u00e1 mais facilidade de aprova\u00e7\u00e3o das pautas no Congresso. \u201cCom Ciro Nogueira na chefia da Casa Civil, \u00e9 poss\u00edvel deduzir que os projetos de interesse institucional da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica ter\u00e3o maior suporte nas duas Casas Legislativas e poder\u00e3o ser agilizados, uma vez que o Centr\u00e3o det\u00e9m um n\u00famero significativo de partidos pol\u00edticos\u201d, afirma. Por\u00e9m, do ponto de vista eleitoral, \u00e9 prov\u00e1vel que esse arranjo cause enfraquecimento do mandat\u00e1rio. \u201cQuem votou em Bolsonaro para n\u00e3o votar no PT poder\u00e1, sim, mudar o voto, isto \u00e9, transitar para uma prov\u00e1vel terceira via. A \u00fanica d\u00favida \u00e9 se haver\u00e1 uma alternativa vi\u00e1vel.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O cientista pol\u00edtico Rodrigo Prando, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, destaca que Bolsonaro \u201cn\u00e3o desceu do palanque e atacou sistematicamente o Centr\u00e3o na campanha, no governo\u201d. \u201cAgora, est\u00e1 de bra\u00e7o dados e o trouxe para o n\u00facleo duro. \u00c9 um presidente enfraquecido e acuado. Em termos de pol\u00edtica imediata, pode sair ganhando, pois mant\u00e9m o m\u00ednimo de uma base que poder\u00e1 ajud\u00e1-lo no tr\u00e2nsito com o Congresso\u201d, ressalta.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Quer receber as principais not\u00edcias do&nbsp;<strong>SE Not\u00edcias<\/strong>&nbsp;no seu&nbsp;<strong>WhatsApp?<\/strong>&nbsp;<strong><a href=\"https:\/\/api.whatsapp.com\/send?phone=5579991715289\">Clique aqui<\/a><\/strong>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Acompanhe tamb\u00e9m o SE Not\u00edcias no\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/twitter.com\/Senoticias\" target=\"_blank\">Twitter<\/a>,\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.facebook.com\/senoticias1\" target=\"_blank\">Facebook<\/a>\u00a0e no\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/senoticias\/\" target=\"_blank\">Instagram<\/a><\/em><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Correio Braziliense<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O governo do presidente Jair Bolsonaro ficou conhecido, entre outras particularidades, por ser estruturado em diferentes alas. 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