{"id":119630,"date":"2019-08-14T06:40:19","date_gmt":"2019-08-14T09:40:19","guid":{"rendered":"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/?p=119630"},"modified":"2019-08-14T06:40:19","modified_gmt":"2019-08-14T09:40:19","slug":"prova-pode-trazer-nova-versao-para-morte-do-delegado-ademir-melo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/prova-pode-trazer-nova-versao-para-morte-do-delegado-ademir-melo\/","title":{"rendered":"Prova pode trazer nova vers\u00e3o para morte do delegado Ademir Melo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Mais de tr\u00eas anos j\u00e1 se passaram daquela noite de 18 de julho de 2016, quando o delegado de Pol\u00edcia, Ademir da Silva Melo J\u00fanior, <a href=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/cope-e-dhpp-assumem-as-investigacoes-da-morte-do-delegado-ademir-melo\/\"><strong>foi alvejado enquanto passeava com o seu cachorro<\/strong><\/a> na localidade conhecida como Alameda das \u00c1rvores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje, o processo caminha para a sua reta final e com um saldo um tanto quanto inusitado: um acusado preso, diversos questionamentos da defesa e do Minist\u00e9rio P\u00fablico de Sergipe (MP\/SE), uma negativa de autoria deste acusado e muitas d\u00favidas a serem esclarecidas.<\/p>\n<div id=\"attachment_94340\" style=\"width: 609px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/Delegado-Ademir-Melo-SE-Noticias-e1468881314111.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-94340\" class=\"size-full wp-image-94340\" src=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/Delegado-Ademir-Melo-SE-Noticias-e1468881314111.jpg\" alt=\"\" width=\"599\" height=\"449\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-94340\" class=\"wp-caption-text\"><br \/>O delegado Ademir foi morto por volta das 18h30 de segunda-feira, 18 de julho de 2016 (foto: reprodu\u00e7\u00e3o\/SSP\/SE)<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao final da investiga\u00e7\u00e3o policial, o delegado indiciou o acusado pelo crime de latroc\u00ednio, roubo seguido de morte, e remeteu o inqu\u00e9rito ao Minist\u00e9rio P\u00fablico. O promotor respons\u00e1vel pela persecu\u00e7\u00e3o penal, Rog\u00e9rio Ferreira, discorda do delegado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO delegado apurou e concluiu, \u00f3timo. Mas, eu n\u00e3o concordo com a vis\u00e3o dele e n\u00e3o tenho obriga\u00e7\u00e3o. E n\u00e3o concordo por qu\u00ea? Primeiro, a defini\u00e7\u00e3o de latroc\u00ednio \u00e9 simples: subtrair o patrim\u00f4nio de algu\u00e9m mediante a ofensa \u00e0 integridade f\u00edsica. Nada mais \u00e9 do que a jun\u00e7\u00e3o dos dois crimes, homic\u00eddio ou tentativa de homic\u00eddio e roubo. Eu pergunto o seguinte: o homic\u00eddio ficou caracterizado, e o roubo? Houve consuma\u00e7\u00e3o do roubo? A v\u00edtima tinha dois telefones celulares, um rel\u00f3gio, uma arma de fogo e um cachorro, tudo que valia dinheiro. Algo foi subtra\u00eddo? Foi tentado algum tipo de roubo? Tem alguma prova disso? Alguma testemunha? N\u00e3o h\u00e1 testemunha disso\u201d, afirma o promotor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes de tudo, \u00e9 preciso rememorar os fatos e suscitar questionamentos que fazem parte do processo e que s\u00e3o cruciais para a elucida\u00e7\u00e3o da morte do delegado. Algumas pessoas afirmam ter visto o acusado, seja durante o dia, nas imedia\u00e7\u00f5es, ou ap\u00f3s o cometimento do delito, no processo de fuga.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, uma testemunha diz ter visto a cena do crime de dentro do ve\u00edculo que passava pelo local naquela noite por volta das 18h45. Segundo ela, um carro seguia \u00e0 sua frente e diminuiu a velocidade para entrar no Condom\u00ednio Ecoville, onde residia a v\u00edtima, for\u00e7ando-a tamb\u00e9m a reduzir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi nesse momento, que ela e uma amiga que tamb\u00e9m estava no ve\u00edculo, teriam ouvido tr\u00eas disparos. Ao olhar para o lado, perceberam um homem em cima de uma moto preta de 150 cilindradas. Ap\u00f3s os disparos, ele ainda ficou com a arma em punho observando o delegado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para uma segunda testemunha, que estava no quarto que fica na parte superior de sua resid\u00eancia, a moto era muito semelhante a uma de 300 cilindradas. O condutor usava uma camisa preta, provavelmente de gola p\u00f3lo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em outro depoimento, outra testemunha afirma ter visto o suspeito nas proximidades do condom\u00ednio Terra Brasilis, minutos antes do crime. Na descri\u00e7\u00e3o, ele afirma que o suspeito estava em uma moto preta e vestia um blus\u00e3o escuro e fino, daqueles utilizados por motoboys para se proteger do sol.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por \u00faltimo, uma quarta testemunha, que estava na varanda do seu apartamento, diz que escutou os tiros e acompanhou com a vis\u00e3o a fuga do motoqueiro at\u00e9 perd\u00ea-lo de vista. Sobre ele, ela tamb\u00e9m tem a sua impress\u00e3o: \u201cEle estava vestido com casaco de mangas compridas de cor preta\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 a pr\u00f3pria secret\u00e1ria que trabalha na resid\u00eancia do delegado Ademir diz ter cruzado com o acusado no momento em que deixava o servi\u00e7o, por volta das 18h. Ela tamb\u00e9m tem uma vis\u00e3o descritiva sobre ele. Em depoimento, ela afirma que ele era moreno e vestia camisa de manga curta. Como se v\u00ea, as informa\u00e7\u00f5es n\u00e3o seguem a mesma linha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, a an\u00e1lise da cena do crime revela falhas ainda mais gritantes. Naquele dia, ao escutarem os disparos, dois policiais do Complexo de Opera\u00e7\u00f5es Policiais Especiais (Cope), que residem nas imedia\u00e7\u00f5es e chegavam do trabalho, foram at\u00e9 o local onde Ademir estava ca\u00eddo e, no af\u00e3 de salv\u00e1-lo, o colocaram no pr\u00f3prio carro e o levaram para o hospital. Eles tamb\u00e9m levaram os pertences do delegado e n\u00e3o se preocuparam com a preserva\u00e7\u00e3o do local para que fosse periciado pelo Instituto de Criminal\u00edstica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Exatamente \u00e0s 21h42, a per\u00edcia foi acionada e chegou cerca de dez minutos depois. Um detalhe chama a aten\u00e7\u00e3o: o local n\u00e3o estava preservado, n\u00e3o tinha isolamento e nem vest\u00edgios do homic\u00eddio, ainda que repleto de autoridades policiais. Lembrando que, o proj\u00e9til que incrimina o indiciado foi recolhido por um policial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O C\u00f3digo de Processo Penal, em seu artigo 6\u00ba, \u00e9 claro: \u201cLogo que tiver conhecimento da pr\u00e1tica da infra\u00e7\u00e3o penal, a autoridade policial dever\u00e1 dirigir-se ao local, providenciando para que n\u00e3o se alterem o estado e conserva\u00e7\u00e3o das coisas, at\u00e9 a chegada dos peritos criminais; apreender os objetos que tiverem rela\u00e7\u00e3o com o fato, ap\u00f3s liberados pelos peritos criminais\u201d. O que n\u00e3o foi feito neste caso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro fato que fragiliza a investiga\u00e7\u00e3o e que tamb\u00e9m \u00e9 motivo de questionamento por parte do MP e da defesa refere-se \u00e0s imagens captadas pelas c\u00e2meras de seguran\u00e7a dos pr\u00e9dios na noite do crime. Uma das c\u00e2meras, a principal delas, que captou a cena exata da morte do delegado, n\u00e3o foi remetida aos autos. Segundo o promotor, a imagem que chegou foi editada e mostra apenas 19 segundos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEssa quest\u00e3o das grava\u00e7\u00f5es \u00e9 muito emblem\u00e1tica, porque a pol\u00edcia teve um trabalho de coletar imagens de v\u00e1rias c\u00e2meras de vigil\u00e2ncia, trazendo in\u00fameras filmagens, muitas das quais come\u00e7aram com o dia claro. O crime aconteceu por volta das 18h45 e muitas imagens vieram a partir das 17 horas e fra\u00e7\u00e3o, com a luz do sol ainda. C\u00e2meras de vigil\u00e2ncia vieram com duas horas de grava\u00e7\u00e3o, a maioria delas. Mas, a pol\u00edcia, a princ\u00edpio, mandou as imagens da rua de tr\u00e1s. Depois de alguma insist\u00eancia, mandou as imagens do condom\u00ednio da v\u00edtima, e depois de mais alguma insist\u00eancia, mandou as imagens do condom\u00ednio Terra Brasilis e do Alameda Verdejar. E do Alameda Verdejar, a c\u00e2mera que pega o fato de frente, veio apenas 19 segundos. Comparado a duas horas de grava\u00e7\u00e3o, tem algo errado\u201d, aponta o promotor Rog\u00e9rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele vai mais al\u00e9m: \u201cExistiu uma c\u00e2mera que pegou toda a cena do crime. Ah, doutor, mas n\u00e3o d\u00e1 para ver! Eu n\u00e3o te perguntei isso! Se n\u00e3o d\u00e1 para ver, me entregue. As imagens foram coletadas no dia do fato, retiradas do HD do condom\u00ednio por um determinado delegado no seu pendrive, est\u00e1 l\u00e1 no processo. Essas imagens foram levadas e n\u00e3o chegaram no processo. S\u00f3 chegaram 19 segundos. Essas imagens foram editadas. Um peda\u00e7o pra c\u00e1, um peda\u00e7o pra l\u00e1. Se acha que \u00e9 uma imagina\u00e7\u00e3o do promotor, legal. Manda a per\u00edcia para ver se houve adultera\u00e7\u00e3o das imagens. O que vem antes? N\u00e3o sei. O que vem depois? N\u00e3o sei. Por que tiraram? Tamb\u00e9m n\u00e3o sei. Tem coisas que voc\u00ea pode at\u00e9 saber, mas \u00e9 recomend\u00e1vel n\u00e3o dizer\u201d, lamenta Rog\u00e9rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O promotor tamb\u00e9m reconhece que as imagens podem ter alguma dificuldade de visibilidade por terem sido produzidas no per\u00edodo da noite. Ele afirma ainda que descobriu sobre a exist\u00eancia das imagens ap\u00f3s oficiar os tr\u00eas condom\u00ednios para que apresentassem as imagens. Foi a\u00ed que soube que um delegado j\u00e1 teria recolhido o material.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cTem in\u00fameros requerimentos meus pedindo esse v\u00eddeo, in\u00fameros. S\u00e3o quase dois anos de via-cr\u00facis. Ficaram faltando essas imagens. Eu n\u00e3o sei se o delegado que coletou essas imagens foi ouvido, a quem ele entregou essas imagens. Se conseguir encontrar no inqu\u00e9rito policial o despacho desse delegado recebendo essas imagens, me avise. Seria interessante perguntar l\u00e1, o que \u00e9 cadeia de cust\u00f3dia da prova para ver se sabem. Se souber, talvez cheguem \u00e0 conclus\u00e3o que eu n\u00e3o estou t\u00e3o assim fantasiando. A defesa est\u00e1 certa em n\u00e3o apresentar as alega\u00e7\u00f5es finais\u201d, explica Rog\u00e9rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a defesa de Anderson Santos Souza, preso ap\u00f3s liga\u00e7\u00e3o feita para o disque den\u00fancia remetendo a autoria do crime a ele, essa prova pode inocentar o seu cliente, uma vez que o mesmo negou a autoria do delito dentro do processo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO v\u00eddeo de 19 segundos foi mandado para o processo editado. Hoje, h\u00e1 uma cobran\u00e7a por parte do Minist\u00e9rio P\u00fablico que esse v\u00eddeo seja remetido aos autos, de forma integral, sem cortes, sem edi\u00e7\u00e3o, e que seja feita uma per\u00edcia particular. Al\u00e9m disso, h\u00e1 dois laudos com informa\u00e7\u00f5es diversas. N\u00e3o entendi. Quantas armas existiram nesse crime? Quantas pessoas existiram nesse crime? Quem mandou matar Ademir Melo? Foi um homic\u00eddio passional? Um crime de mando? Ou foi um homic\u00eddio ocasionado pelos destinos da vida?\u201d, questiona o advogado Josefhe Barreto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A refer\u00eancia aos laudos feita pelo advogado de defesa se faz por uma raz\u00e3o. Ap\u00f3s a pris\u00e3o de Anderson, foram enviados \u00e0 Coordenadoria Geral de Per\u00edcias do Estado de Alagoas, o proj\u00e9til recolhido pelo policial na cena do crime, juntamente com a arma apreendida com o acusado. O resultado apontou que o proj\u00e9til saiu sim desta arma. O Laudo de Alagoas fez uma microcompara\u00e7\u00e3o bal\u00edstica entre um proj\u00e9til e uma arma, indicando que aquele proj\u00e9til fora expelido pela arma enviada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em seguida, foi feita outra per\u00edcia, desta vez em Sergipe, entre dois proj\u00e9teis acochados aos autos. O laudo sergipano indicou que os dois proj\u00e9teis foram expelidos por armas diferentes. Ou seja, no m\u00ednimo, existiram duas armas diferentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fazendo um paralelo com o caso do designer Clautenes, que chocou a sociedade com a irresponsabilidade da pol\u00edcia sergipana, a reprodu\u00e7\u00e3o simulada indicou que foram utilizadas duas armas, mas s\u00f3 foi indiciado um policial, pois foi o proj\u00e9til da arma dele que foi encontrado no corpo da v\u00edtima. O outro proj\u00e9til se perdeu, pois n\u00e3o foi feita a per\u00edcia no local de crime, o que acabou inocentando um dos envolvidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O laudo do m\u00e9dico legista apontou que apenas um \u00fanico proj\u00e9til lesionou o delegado Ademir. Ent\u00e3o, de qual arma saiu esse proj\u00e9til? Cad\u00ea a outra arma? Neste caso, n\u00e3o se tem como afirmar de que arma saiu o proj\u00e9til que atingiu o delegado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cN\u00e3o adianta jogarem um crime de latroc\u00ednio. Um crime que eu como defesa aponto que seja um crime de solu\u00e7\u00e3o f\u00e1cil. N\u00e3o se aponta mandante, ele chega l\u00e1 para roubar, a v\u00edtima reage e ele mata. Parab\u00e9ns, tudo resolvido. Hoje, a defesa se sente prejudicada. Toda a prova deve ser colhida, instru\u00edda e deve permanecer no processo. A defesa n\u00e3o tem como apresentar as alega\u00e7\u00f5es finais sem a prova concreta e ela n\u00e3o vai apresentar. Se quiserem pronunciar Anderson sem as alega\u00e7\u00f5es finais, que se fa\u00e7a. Eu n\u00e3o apresentei por acreditar que eu estaria antecipando a defesa do meu cliente sem saber qual \u00e9 a prova que vai chegar. Isso fere o contradit\u00f3rio. \u00c9 esdr\u00faxulo o que vem acontecendo nesse processo, com todo o respeito\u201d, afirma Josefhe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar disso, para o advogado Alonso Campos, constitu\u00eddo pela promotora de Justi\u00e7a Caroline Le\u00e3o, vi\u00fava de Ademir, n\u00e3o restam d\u00favidas sobre a autoria e qualifica\u00e7\u00e3o do crime.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEle j\u00e1 foi condenado h\u00e1 mais de 40 anos de cadeia em outros crimes praticados iguais ao que ele praticou com Ademir naquelas redondezas. Ele \u00e9 especialista em crime contra o patrim\u00f4nio. Eu hoje digo, pela narrativa, pela sistem\u00e1tica, pela log\u00edstica, foi ele quem matou Ademir. N\u00e3o tenho d\u00favida disso. Ele diz na delegacia, os parentes dele dizem na delegacia, s\u00f3 que em ju\u00edzo ele cala. Agora vem esse advogado, que est\u00e1 com raiva da Caroline, porque ele \u00e9 r\u00e9u em um processo que ela move contra ele\u201d, diz Alonso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Questionado sobre esse processo movido pela promotora Caroline Le\u00e3o, Josefhe afirma que tudo o que foi levantado com rela\u00e7\u00e3o a ela est\u00e1 nos autos processuais. Inclusive, ele lamenta que partes do processo que diziam respeito a Caroline tenham sido riscados nas alega\u00e7\u00f5es finais do processo a pedido do seu advogado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEu n\u00e3o entendo qual \u00e9 a intriga da vi\u00fava para com a defesa. N\u00f3s n\u00e3o criamos nenhuma celeuma processual, n\u00e3o atingimos em nenhum momento a moral dela. As informa\u00e7\u00f5es que constam nos autos, por si s\u00f3, falam sobre ela e eu n\u00e3o tenho culpa sobre isso. Hoje, me encontro processado, ela me processou por entender que eu maculei a imagem dela, n\u00e3o sei qual. A imagem que deve ser resguardada \u00e9 de Ademir, que foi uma pessoa honesta e \u00edntegra e teve a sua vida cerceada por conta de algo que ainda n\u00e3o se sabe o motivo. Eu acredito que se sentir intimidado por algu\u00e9m n\u00e3o \u00e9 crime\u201d, revela Josefhe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A esperan\u00e7a \u00e9 de que o acusado confesse tudo o que aconteceu naquela noite no Tribunal do J\u00fari, que ainda n\u00e3o se sabe se acontecer\u00e1 ou n\u00e3o. Tudo vai depender do magistrado que julgar\u00e1 a a\u00e7\u00e3o. A expectativa da defesa de Anderson \u00e9 pela sua absolvi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cVou mostrar que Anderson n\u00e3o vai carregar essa culpa sozinho. Se houver d\u00favida, e h\u00e1, sobre a autoria delitiva, ele vai ser absolvido. A resposta vai ser dada nem que seja no dia do plen\u00e1rio do j\u00fari. Isso eu garanto. Cada um responde pela sua culpabilidade. Ademir estava marcado para morrer aquele dia, isso \u00e9 fato! Existem evid\u00eancias nos autos de que Ademir foi chamado pelo nome. Existem evid\u00eancias nos autos de que existiu outra moto. Existem evid\u00eancias nos autos de que existiam dois proj\u00e9teis de armas distintas, ent\u00e3o, Ademir estava marcado para morrer. A gente s\u00f3 n\u00e3o sabe o motivo\u201d, finaliza o advogado Josefhe Barreto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Logo-novo-fone.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-119612\" src=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Logo-novo-fone.jpg\" alt=\"\" width=\"599\" height=\"78\" srcset=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Logo-novo-fone.jpg 599w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/Logo-novo-fone-300x39.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 599px) 100vw, 599px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>Acompanhe tamb\u00e9m o SE not\u00edcias no\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/Senoticias\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Twitter<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/senoticias1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Facebook<\/a>\u00a0e no\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/senoticias\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Instagram<\/a><\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Essa mat\u00e9ria \u00e9 de autoria do jornalista Diego Rios e foi publicado originalmente\u00a0 no dia 13 de agosto no <a href=\"http:\/\/www.jornaldacidade.net\/cidades\/2019\/08\/311087\/prova-pode-trazer-nova-versao-para-morte-do-delegado-ademir-.html\">Jornal da Cidade<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais de tr\u00eas anos j\u00e1 se passaram daquela noite de 18 de julho de 2016, quando o delegado de Pol\u00edcia, Ademir da Silva Melo J\u00fanior, foi alvejado enquanto passeava com o seu cachorro na localidade conhecida como Alameda das \u00c1rvores. 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