{"id":115695,"date":"2018-10-17T16:22:30","date_gmt":"2018-10-17T19:22:30","guid":{"rendered":"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/?p=115695"},"modified":"2018-10-18T06:37:29","modified_gmt":"2018-10-18T09:37:29","slug":"pesquisa-constata-so-8-de-imagens-verdadeiras-em-grupos-de-whatsapp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/pesquisa-constata-so-8-de-imagens-verdadeiras-em-grupos-de-whatsapp\/","title":{"rendered":"Pesquisa constata s\u00f3 8% de imagens verdadeiras em grupos de WhatsApp"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #000000;\">Um levantamento realizado pelos professores Pablo Ortellado (USP), Fabr\u00edcio Benvenuto (UFMG) e pela ag\u00eancia de checagem de fatos Lupa em 357 grupos de WhatsApp encontrou entre as imagens mais compartilhadas apenas 8% podendo ser classificadas como verdadeiras. O estudo buscou analisar o fen\u00f4meno da desinforma\u00e7\u00e3o e das mensagens falsas em grupos na plataforma, que vem sendo apontada como principal espa\u00e7o de dissemina\u00e7\u00e3o desse tipo de conte\u00fado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O estudo analisou conte\u00fados enviados entre os dias 16 de setembro de 7 de outubro, ou seja, em boa parte do 1\u00ba turno das elei\u00e7\u00f5es deste ano. A amostra trouxe 347 grupos monitorados pelo projeto Elei\u00e7\u00e3o sem Fake, da UFMG. Os resultados, portanto, n\u00e3o podem ser generalizados. Mas trazem ind\u00edcios importantes para a compreens\u00e3o deste fen\u00f4meno. Ao todo, eles reuniram mais de 18 mil usu\u00e1rios. No per\u00edodo, circularam 846 mil mensagens, entre textos, v\u00eddeos, imagens e links externos.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_109447\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/QUEDA-NO-WHATSAP.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-109447\" class=\"wp-image-109447 size-full\" src=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/QUEDA-NO-WHATSAP.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"314\" srcset=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/QUEDA-NO-WHATSAP.jpg 600w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/QUEDA-NO-WHATSAP-300x157.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-109447\" class=\"wp-caption-text\">(Foto: Sam Azgor \/ Flickr )<\/p><\/div>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Das 50 imagens mais compartilhadas nos grupos checadas pela ag\u00eancia Lupa, considerando foto e texto, apenas quatro foram consideradas verdadeiras (8%), entre elas uma de Bolsonaro em uma maca e outra do autor da facada no candidato, Ad\u00e9lio Bispo de Oliveira. Do total, oito (16%) eram falsas, como a montagem de Dilma com Che Guevara.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Quatro (8%) foram consideradas insustent\u00e1veis, conceito da ag\u00eancia para conte\u00fados que n\u00e3o se baseiam em nenhum banco de dados p\u00fablico confi\u00e1vel, como fotos de Lula e FHC afirmando que os dois se reuniram para planejar assaltos a banco. Outras nove eram fotos reais, mas com alus\u00f5es a teorias da conspira\u00e7\u00e3o sem comprova\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Da amostra, sete fotos eram reais, mas tiradas de contexto, como um registro de A\u00e9cio Neves e Fidel Castro acompanhado da acusa\u00e7\u00e3o do pol\u00edtico tucano ter virado \u201caluno\u201d do dirigente cubano. Tr\u00eas imagens foram consideradas s\u00e1tiras, seis estavam associadas a textos de opini\u00e3o, o que a ag\u00eancia n\u00e3o checa, e tr\u00eas n\u00e3o foram examinadas por n\u00e3o ser poss\u00edvel aferir se a foto havia sido tirada no Brasil ou n\u00e3o. No total, 56% das imagens que mais circularam foram consideradas \u201cenganosas\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>Caso BNDES<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O levantamento dos professores e da Ag\u00eancia Lupa detalhou o caso das mensagens sobre supostos empr\u00e9stimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) para obras fora do Brasil. De oito sobre o tema acompanhadas de fotos, apenas duas eram verdadeiras. Outras tr\u00eas traziam dados considerados \u201cexagerados\u201d e duas eram falsas, como a alega\u00e7\u00e3o de que o banco teria financiado um gasoduto em Montevid\u00e9u e o soterramento de uma ilha em Sarmiento, na Argentina.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>Propostas<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Os autores divulgaram propostas em artigos e em documento ao WhatsApp solicitando a redu\u00e7\u00e3o da possibilidade de encaminhamento de mensagens para, no m\u00e1ximo, cinco destinat\u00e1rios. Hoje, este limite \u00e9 de at\u00e9 20 pessoas ou grupos. Segundo o professor da USP Pablo Ortellado, o WhatsApp respondeu que tal medida seria invi\u00e1vel.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">\u201cN\u00f3s discordamos. Na \u00cdndia, ap\u00f3s uma s\u00e9rie de linchamentos causados por boatos difundidos no aplicativo, o WhatsApp conseguiu implementar mudan\u00e7as em poucos dias. Nossa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 bastante grave. Estamos conclamando tamb\u00e9m o TSE e outras institui\u00e7\u00f5es com poder regulat\u00f3rio para agir\u201d, escreveu Ortellado, em texto em sua rede oficial sobre o relat\u00f3rio.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Logomarca-fone-SE-4-2-1-1-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-115398 size-full\" src=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Logomarca-fone-SE-4-2-1-1-1.jpg\" alt=\"\" width=\"599\" height=\"78\" srcset=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Logomarca-fone-SE-4-2-1-1-1.jpg 599w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/Logomarca-fone-SE-4-2-1-1-1-300x39.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 599px) 100vw, 599px\" \/><\/a><\/p>\n<p><em><strong>Acompanhe o SE Not\u00edcias no<\/strong><span class=\"apple-converted-space\"><b>\u00a0<\/b><\/span><a href=\"https:\/\/twitter.com\/Senoticias\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><b>Twitter<\/b><\/a><strong>,<\/strong><span class=\"apple-converted-space\"><b>\u00a0<\/b><\/span><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/senoticias1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><b>Facebook<\/b><span class=\"apple-converted-space\"><b>\u00a0<\/b><\/span><\/a><strong>e no<\/strong><span class=\"apple-converted-space\"><b>\u00a0<\/b><\/span><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/senoticias\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><b>Instagram<\/b><\/a><\/em><\/p>\n<p>Da Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um levantamento realizado pelos professores Pablo Ortellado (USP), Fabr\u00edcio Benvenuto (UFMG) e pela ag\u00eancia de checagem de fatos Lupa em 357 grupos de WhatsApp encontrou entre as imagens mais compartilhadas apenas 8% podendo ser classificadas como verdadeiras. 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