{"id":110258,"date":"2018-01-25T18:13:40","date_gmt":"2018-01-25T21:13:40","guid":{"rendered":"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/?p=110258"},"modified":"2018-01-25T18:14:26","modified_gmt":"2018-01-25T21:14:26","slug":"numero-de-assassinatos-de-travestis-e-transexuais-e-o-maior-em-10-anos-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/numero-de-assassinatos-de-travestis-e-transexuais-e-o-maior-em-10-anos-no-brasil\/","title":{"rendered":"N\u00famero de assassinatos de travestis e transexuais \u00e9 o maior em 10 anos no Brasil"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Fevereiro de 2017. Era dia e pessoas passavam enquanto pelo menos tr\u00eas homens espancavam Dandara dos Santos, 42 anos. A viol\u00eancia vivida ao longo de toda uma vida chegou, em uma rua do bairro Bom Jardim, na periferia de Fortaleza, ao m\u00e1ximo. As cenas foram registradas em v\u00eddeo pelos pr\u00f3prios algozes. As imagens, que ganharam as redes sociais um m\u00eas depois do fato, foram interrompidas antes do ato final da sess\u00e3o de tortura: os tiros disparados contra Dandara.<\/p>\n<div id=\"attachment_110260\" style=\"width: 606px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/ER7_RE_FB_MORTE_TRAVESTI_5-SE-Noticias-e1516914707375.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-110260\" class=\"size-full wp-image-110260\" src=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/ER7_RE_FB_MORTE_TRAVESTI_5-SE-Noticias-e1516914707375.jpg\" alt=\"Imagem Ilustrativa: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Fala Brasil R7 .com\" width=\"596\" height=\"335\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-110260\" class=\"wp-caption-text\">Imagem Ilustrativa: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Fala Brasil R7 .com<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dandara era travesti. No v\u00eddeo, o motivo do assassinato \u00e9 gritado pelos homens, que zombam de sua condi\u00e7\u00e3o e demonstram intoler\u00e2ncia. A causa foi posteriormente confirmada pela pol\u00edcia cearense.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O caso ilustra tantos outros que ocorrem no Brasil. De acordo com a Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), apenas em 2017 foram contabilizados 179 assassinatos de travestis ou transexuais. Isso significa que, a cada 48 horas, uma pessoa trans \u00e9 assassinada no Brasil. Em 94% dos casos, os assassinatos foram contra pessoas do g\u00eanero feminino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dados s\u00e3o detalhados no Mapa dos Assassinatos de Travestis e Transexuais no Brasil em 2017, lan\u00e7ado nesta quinta-feira (25), pela Antra, em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A secret\u00e1ria de Articula\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica da Antra e autora do estudo, Bruna Benevides, disse que a viol\u00eancia est\u00e1 atrelada n\u00e3o ao exerc\u00edcio da sexualidade, mas \u00e0 identidade de g\u00eanero. \u201cA gente diz que o machismo \u00e9 a sementre do \u00f3dio e do preconceito. \u00c9 como se os corpos dessas pessoas que desafiam as normas tivessem que ser expurgados da sociedade. E \u00e9 isso que a sociedade tem feito\u201d, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O relat\u00f3rio destaca que o n\u00famero de assassinatos em 2017 \u00e9 o maior registrado nos \u00faltimos 10 anos. Apenas entre 2016 e 2017 houve um aumento de 15% de casos notificados. A organiza\u00e7\u00e3o aponta que a situa\u00e7\u00e3o mant\u00e9m o Brasil no posto de pa\u00eds onde mais s\u00e3o assassinados travestis e transexuais no mundo. Em segundo lugar est\u00e1 o M\u00e9xico, com 56 mortes. A compara\u00e7\u00e3o \u00e9 feita tendo como base os dados da ONG Internacional Transgender Europe (TGEU).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Brasil, de acordo com o mapa, o Nordeste \u00e9 a regi\u00e3o que concentra o maior n\u00famero de mortes, 69. Depois est\u00e3o o Sudeste, com 57; o Norte e Sul, com 19 cada; e o Centro-Oeste, com 15. Em n\u00fameros absolutos, Minas Gerais \u00e9 o estado que mais mata a popula\u00e7\u00e3o trans. Em 2017, 20 pessoas trans foram mortas em decorr\u00eancia do preconceito contra sua identidade de g\u00eanero. Na Bahia, foram 17. Em S\u00e3o Paulo, 16, mesmo n\u00famero do Cear\u00e1. No Rio de Janeiro, 14, como em Pernambuco. Alagoas, Esp\u00edrito Santo e Palmas registraram sete mortes cada um. Mato Grosso, seis. Cinco pessoas trans foram assassinadas no Amazonas, Goi\u00e1s, Rio Grande do Sul e tamb\u00e9m em Santa Catarina. No Tocantins, 3. J\u00e1 o Distrito Federal, Maranh\u00e3o, Mato Grosso do Sul e Sergipe somam duas mortes cada. Uma morte ocorreu no Acre, Amap\u00e1, Piau\u00ed, Rio Grande do Norte e Roraima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Perfil das v\u00edtimas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A maior parte das v\u00edtimas da viol\u00eancia transf\u00f3bica possui caracter\u00edsticas semelhantes. Al\u00e9m do g\u00eanero, a idade \u00e9 um fator que merece destaque. No relat\u00f3rio, n\u00e3o foi poss\u00edvel identificar a idade de 68 pessoas. Das outras 111, 67,9% tinham entre 16 e 29 anos. Pessoas que foram assassinadas entre os 30 e 39 anos representam 23% do total, ao passo que as entre 40 e 49 anos, 7,3%. J\u00e1 as maiores de 50 anos, 1,8%.<br \/>\nDe acordo com Bruna Benevides, os dados confirmam a baixa expectativa de vida da popula\u00e7\u00e3o trans. Baseada em pesquisas, a Antra aponta que ela \u00e9 de cerca de 35 anos, metade da m\u00e9dia da popula\u00e7\u00e3o brasileira. \u201cInfelizmente, no Brasil, ser travesti e transexual \u00e9 estar diretamente exposta \u00e0 viol\u00eancia desde muito jovem. Come\u00e7a na inf\u00e2ncia, fam\u00edlia, depois na segunda institui\u00e7\u00e3o social que \u00e9 a escola, que forma pessoas preconceituosas que v\u00e3o reproduzir esse preconceito na sociedade em geral\u201d, detalha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As v\u00edtimas tamb\u00e9m t\u00eam cor preferencial. De acordo com o mapa, \u201c80% dos casos foram identificadas como pessoas negras e pardas, ratificando o triste dado dos assassinatos da juventude negra no Brasil\u201d. Associando diferentes formas de opress\u00e3o, Bruna Benevides conclui que, \u201cn\u00e3o \u00e9 seguro, hoje, no Brasil, ser travesti e transexual, como n\u00e3o \u00e9 seguro ser mulher e negro no pa\u00eds\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do total das pessoas mortas, 70% eram profissionais do sexo. Da\u00ed tamb\u00e9m o fato de 55% dos crimes terem ocorrido nas ruas. Para a Antra, os dados mostram \u201co \u00f3dio \u00e0s prostitutas, em um pa\u00eds que ainda n\u00e3o existe uma lei que regulamente a prostitui\u00e7\u00e3o que, apesar de n\u00e3o ser crime, sofre um processo de criminaliza\u00e7\u00e3o e \u00e9 constantemente desqualificada por valores sociais pautados em dogmas religiosos que querem manter o controle dos seus corpos e do que fazemos com eles\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Requintes de crueldade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao adentrar a hist\u00f3ria desses assassinatos, a Antra detalhou tamb\u00e9m os tipos de agress\u00f5es praticadas. Apenas em sete casos n\u00e3o foi poss\u00edvel, por exemplo, identificar o instrumento utilizado no ato criminoso. Conclui que, dentre os identificados, em 52% as mortes foram cometidas com o uso de armas de fogo; em 18% por arma branca e, em 17%, por espancamento, asfixia e\/ou estrangulamento. Em muitos, houve associa\u00e7\u00e3o de mais de um tipo de arma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA associa\u00e7\u00e3o mais comum \u00e9 com a agress\u00e3o f\u00edsica, tortura, espancamento e facadas. 85% dos casos os assassinatos foram apresentados com requintes de crueldade como uso excessivo de viol\u00eancia, esquartejamentos, afogamentos e outras formas brutais de viol\u00eancia. O que denota o \u00f3dio presente nos casos. Onde vemos not\u00edcias de corpos gravemente mutilados, tendo objetos introduzidos no \u00e2nus das v\u00edtimas, tendo seus corpos incendiados e jogadas de viadutos\u201d, diz o texto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cN\u00e3o \u00e9 s\u00f3 matar. \u00c9 matar, esquartejar. Para expurgar toda e qualquer possibilidade de exist\u00eancia e tamb\u00e9m de humanidade\u201d, analisa Bruna. Apesar dessa situa\u00e7\u00e3o, a impunidade tamb\u00e9m \u00e9 uma marca presente nesses crimes, conforme a associa\u00e7\u00e3o. De acordo com o relat\u00f3rio, foram encontradas not\u00edcias de apenas 18 casos em que os suspeitos foram presos, o que representa pouco menos de 10% do total.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Subnotifica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A autora do relat\u00f3rio aponta que, por n\u00e3o existirem dados oficiais sobre a viol\u00eancia contra a popula\u00e7\u00e3o trans no Brasil, o levantamento anual \u00e9 feito a partir de pesquisa em mat\u00e9rias de jornais e informa\u00e7\u00f5es que circulam na internet, bem como de relatos que s\u00e3o enviados para a organiza\u00e7\u00e3o. A coleta \u00e9 di\u00e1ria e manual. Ao longo desse trabalho, as informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o inseridas em um mapa virtual, que detalha nome, identidade de g\u00eanero da v\u00edtima, local da morte e o que mais estiver dispon\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A falta de dados n\u00e3o permitiu, por exemplo, a inclus\u00e3o na lista de sete mortes que n\u00e3o puderam ser tipificadas como assassinatos, bem como aquelas que ocorreram no exterior. O relat\u00f3rio tamb\u00e9m n\u00e3o incluiu o n\u00famero de suic\u00eddios, por n\u00e3o serem necessariamente derivados da condi\u00e7\u00e3o de g\u00eanero, embora as organiza\u00e7\u00f5es que re\u00fanem pessoas trans apontem o alto \u00edndice de suic\u00eddios decorrentes do preconceito, viol\u00eancias e outras dificuldades que marcam a vida de travestis e transexuais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cN\u00f3s forjamos formas de levantar dados, j\u00e1 que o Estado n\u00e3o os t\u00eam. N\u00e3o h\u00e1, por exemplo, uma pol\u00edtica de respeito ao uso do nome social pela pol\u00edcia nos boletins de ocorr\u00eancia. Sobra pra gente tra\u00e7ar estrat\u00e9gia\u201d, aponta. Antes da Antra, o Grupo Gay da Bahia (GGB) j\u00e1 fazia esse mapeamento. Uma semana atr\u00e1s, foi lan\u00e7ado levantamento do grupo sobre a morte de l\u00e9sbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTs) foram mortos em crimes motivados por homofobia. O relat\u00f3rio apontou a ocorr\u00eancia de 445 mortes, n\u00famero tamb\u00e9m recorde.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Da Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n<p style=\"line-height: 14.25pt;\"><strong><span style=\"font-size: 10.0pt; font-family: 'Georgia','serif'; color: #333333;\">Acompanhe tamb\u00e9m o SE Not\u00edcias no<\/span><\/strong><span class=\"apple-converted-space\"><b><span style=\"font-size: 10.0pt; font-family: 'Georgia','serif'; color: #333333;\">\u00a0<\/span><\/b><\/span><a href=\"https:\/\/twitter.com\/Senoticias\" target=\"_blank\"><b><span style=\"font-size: 10.0pt; font-family: 'Georgia','serif';\">Twitter<\/span><\/b><\/a><strong><span style=\"font-size: 10.0pt; font-family: 'Georgia','serif'; color: #333333;\">,<\/span><\/strong><span class=\"apple-converted-space\"><b><span style=\"font-size: 10.0pt; font-family: 'Georgia','serif'; color: #333333;\">\u00a0<\/span><\/b><\/span><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/senoticias1\" target=\"_blank\"><b><span style=\"font-size: 10.0pt; font-family: 'Georgia','serif';\">Facebook<\/span><\/b><span class=\"apple-converted-space\"><b><span style=\"font-size: 10.0pt; font-family: 'Georgia','serif'; color: windowtext; text-decoration: none; text-underline: none;\">\u00a0<\/span><\/b><\/span><\/a><strong><span style=\"font-size: 10.0pt; font-family: 'Georgia','serif'; color: #333333;\">e no<\/span><\/strong><span class=\"apple-converted-space\"><b><span style=\"font-size: 10.0pt; font-family: 'Georgia','serif'; color: #333333;\">\u00a0<\/span><\/b><\/span><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/senoticias\/\" target=\"_blank\"><b><span style=\"font-size: 10.0pt; font-family: 'Georgia','serif';\">Instagram<\/span><\/b><\/a><strong><span style=\"font-size: 10.0pt; font-family: 'Georgia','serif'; color: #333333;\">.<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"line-height: 14.25pt;\"><a href=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Logomarca-fone-SE-4-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-109978\" src=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Logomarca-fone-SE-4-1.jpg\" alt=\"Logomarca-fone-SE-4\" width=\"599\" height=\"78\" srcset=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Logomarca-fone-SE-4-1.jpg 599w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Logomarca-fone-SE-4-1-300x39.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 599px) 100vw, 599px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fevereiro de 2017. 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