{"id":106200,"date":"2017-08-29T14:12:53","date_gmt":"2017-08-29T17:12:53","guid":{"rendered":"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/?p=106200"},"modified":"2017-08-29T14:12:53","modified_gmt":"2017-08-29T17:12:53","slug":"assistencia-social-de-aracaju-debate-visibilidade-lesbica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/assistencia-social-de-aracaju-debate-visibilidade-lesbica\/","title":{"rendered":"Assist\u00eancia Social de Aracaju debate visibilidade l\u00e9sbica"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com dados compilados no Dossi\u00ea Viol\u00eancia Contra as Mulheres no Brasil, trabalho realizado pela organiza\u00e7\u00e3o Ag\u00eancia Patr\u00edcia Galv\u00e3o, a cada 11 minutos uma mulher \u00e9 estuprada; cinco espancamentos acontecem a cada dois minutos; um feminic\u00eddio \u00e9 praticado a cada 90 minutos; 179 casos de agress\u00e3o s\u00e3o relatados diariamente. Os dados gritantes colocam o pa\u00eds em 5\u00ba lugar no ranking de na\u00e7\u00f5es que mais cometem crimes contra o g\u00eanero feminino. Dados estes que hoje n\u00e3o demonstram n\u00fameros espec\u00edficos quando o assunto s\u00e3o as agress\u00f5es lesbof\u00f3bicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje, 29 de agosto, \u00e9 comemorado o Dia da Visibilidade L\u00e9sbica. A data, criada em 1996, marca o dia em que aconteceu o 1\u00ba Semin\u00e1rio Nacional de L\u00e9sbicas e Bissexuais (Senale), no Rio de Janeiro. Embora existam quest\u00f5es comuns ao mundo LGBT, especificar as reivindica\u00e7\u00f5es de cada grupo \u00e9 importante. Principalmente quando o assunto em quest\u00e3o \u00e9 a mulher l\u00e9sbica, grande alvo de viol\u00eancias f\u00edsicas, sexuais, psicol\u00f3gicas e econ\u00f4micas em espa\u00e7os privados e p\u00fablicos.<\/p>\n<div id=\"attachment_106201\" style=\"width: 609px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/visibilidade-l-SENOTICIAS-e1504026473577.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-106201\" class=\"size-full wp-image-106201\" src=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/visibilidade-l-SENOTICIAS-e1504026473577.jpg\" alt=\"L\u00eddia Anjos, diretora do Departamento de Direitos Humanos. Foto: Danillo Fran\u00e7a\" width=\"599\" height=\"399\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-106201\" class=\"wp-caption-text\">L\u00eddia Anjos, diretora do Departamento de Direitos Humanos. Foto: Danillo Fran\u00e7a<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a presidente do Movimento de L\u00e9sbicas de Sergipe (MOLS), Ednalva Monteiro, a invisibiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 movida por motivos que permeiam a opress\u00e3o de uma sociedade patriarcal, machista e heteronormativa que \u00e9 determinante na escolha do papel da mulher como extens\u00e3o do patrim\u00f4nio do homem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cAssumir a lesbianidade transcende a identidade sexual, ela acaba sendo um ato pol\u00edtico. Mas n\u00e3o h\u00e1 como assumir um posicionamento diante do medo da puni\u00e7\u00e3o social pelo simples fato de existir. As pol\u00edticas p\u00fablicas t\u00eam um papel fundamental no desenho de um novo cen\u00e1rio, j\u00e1 que \u00e9 atrav\u00e9s da educa\u00e7\u00e3o, em seus diversos campos, que trabalha com as diferen\u00e7as como algo normal. N\u00f3s s\u00f3 temos medo do que n\u00e3o conhecemos\u201d, pondera Ednalva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0 frente da Diretoria de Direitos Humanos da Secretaria Municipal da Assist\u00eancia Social de Aracaju, L\u00eddia Anjos endossa o discurso da presidente do MOLS. \u201cInfelizmente n\u00f3s somos criados dentro de uma educa\u00e7\u00e3o de g\u00eanero onde a mulher ainda \u00e9 a figura mais invisibilizada. Quando afunilamos essas caracter\u00edsticas, a exemplo de uma mulher l\u00e9sbica, negra, perif\u00e9rica e trans, chegamos numa situa\u00e7\u00e3o ainda maior de vulnerabilidade. Os crimes de \u00f3dio que acontecem deixam um recado muito claro de que \u00e9 preciso mais do que matar, \u00e9 preciso punir e exterminar.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">L\u00eddia ainda fala sobre as a\u00e7\u00f5es que v\u00eam sendo desenvolvidas atrav\u00e9s da administra\u00e7\u00e3o a fim de quebrar as barreiras do preconceito. \u201cN\u00f3s temos levado este debate para todos os equipamentos da pr\u00f3pria Assist\u00eancia, visando tanto um melhor atendimento \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, quanto melhor qualifica\u00e7\u00e3o para os nossos trabalhadores. Mas isso n\u00e3o fica apenas dentro da Assist\u00eancia. Estamos integrados, intersetorialmente, com as secretarias da Sa\u00fade, Educa\u00e7\u00e3o, Esporte e Lazer, Trabalho, Cultura, entre tantos outros, para levar capacita\u00e7\u00e3o e entendimento sobre tudo que envolve o respeito \u00e0 comunidade LGBT\u201d.<\/p>\n<div id=\"attachment_106202\" style=\"width: 409px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/dsc_1221-e1504026580430.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-106202\" class=\"size-full wp-image-106202\" src=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/dsc_1221-e1504026580430.jpg\" alt=\"Ednalva Monteiro, presidente do MOLS (Fotos: Danillo Fran\u00e7a)\" width=\"399\" height=\"265\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-106202\" class=\"wp-caption-text\">Ednalva Monteiro, presidente do MOLS (Fotos: Danillo Fran\u00e7a)<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ato revolucion\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cQuando eu era pequena, lembro que no col\u00e9gio mandei uma cartinha para uma coleguinha, falando sobre gostar muito dela. A escola inteira ficou falando disso, mas foi considerada uma fase e eu continuei vivendo. At\u00e9 que um dia, ap\u00f3s um relacionamento que tive j\u00e1 perto dos 30 anos, eu vi que n\u00e3o era aquilo que me contemplava. A partir de ent\u00e3o, comecei a me relacionar com mulheres e me entendi como l\u00e9sbica. A milit\u00e2ncia entrou na minha vida atrav\u00e9s dos meus amigos e hoje eu vejo que amar outra mulher \u00e9 um ato revolucion\u00e1rio\u201d, confessou Ednalva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em um mundo ideal, entender a pr\u00f3pria orienta\u00e7\u00e3o bastaria para ser feliz, mas n\u00e3o \u00e9 bem assim que acontece. Segundo Ednalva, mulheres l\u00e9sbicas acabam sendo perseguidas pela nega\u00e7\u00e3o da sexualidade dependente de um homem. \u201cO \u00f3dio como somos tratadas, como se quis\u00e9ssemos \u2018roubar\u2019 o lugar dos homens, \u00e9 impressionante. Ou\u00e7o relatos constantemente de l\u00e9sbicas que apanharam na rua ou em casa por causa da sua orienta\u00e7\u00e3o, que sofreram tentativas ou at\u00e9 mesmo que chegaram a ser v\u00edtimas de estupro corretivo. N\u00e3o h\u00e1 como corrigir o que n\u00e3o est\u00e1 errado, pois ser l\u00e9sbica n\u00e3o \u00e9 doen\u00e7a. N\u00e3o falar sobre isso \u00e9 continuar nos colocando por baixo de uma capa da invisibilidade\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"attachment_106203\" style=\"width: 409px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/bianca-e1504026627959.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-106203\" class=\"size-full wp-image-106203\" src=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/bianca-e1504026627959.jpeg\" alt=\"Bianca Silva, estudante e Servi\u00e7o Social (Foto: Ascom\/Assist\u00eancia Social)\" width=\"399\" height=\"225\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-106203\" class=\"wp-caption-text\">Bianca Silva, estudante e Servi\u00e7o Social (Foto: Ascom\/Assist\u00eancia Social)<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Orgulho L<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bianca Silva tem 25 anos, \u00e9 estudante de Servi\u00e7o Social e l\u00e9sbica assumida desde os 17 anos de idade. Ela afirma que, mesmo com todo o cen\u00e1rio contr\u00e1rio, resistir \u00e9 preciso. \u201cDepois que me assumi, nunca mais senti os olhares tortos para mim, mas entendo que muito disso vem da minha posi\u00e7\u00e3o de privil\u00e9gio por ser uma mulher branca e de classe m\u00e9dia. E, mesmo assim, ainda corro riscos. O apoio da minha fam\u00edlia e o amor da minha m\u00e3e, acima de tudo, foram muito importantes para que eu entendesse que n\u00e3o h\u00e1 nada de mais em ser quem eu sou. Como todo mundo j\u00e1 sabe, acredito muito que educar \u00e9 o melhor caminho. Ningu\u00e9m deveria se importar com quem o outro ama ou deixa de amar\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Acompanhe tamb\u00e9m o SE Not\u00edcias no\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/Senoticias\" target=\"_blank\">Twitter<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/senoticias1\" target=\"_blank\">Facebook<\/a>\u00a0e no\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/senoticias\/\" target=\"_blank\">Instagram<\/a><\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por AAN<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De acordo com dados compilados no Dossi\u00ea Viol\u00eancia Contra as Mulheres no Brasil, trabalho realizado pela organiza\u00e7\u00e3o Ag\u00eancia Patr\u00edcia Galv\u00e3o, a cada 11 minutos uma mulher \u00e9 estuprada; cinco espancamentos acontecem a cada dois minutos; um feminic\u00eddio \u00e9 praticado a cada 90 minutos; 179 casos de agress\u00e3o s\u00e3o relatados diariamente. 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