{"id":104586,"date":"2017-07-05T17:19:39","date_gmt":"2017-07-05T20:19:39","guid":{"rendered":"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/?p=104586"},"modified":"2017-07-05T17:19:39","modified_gmt":"2017-07-05T20:19:39","slug":"filme-os-pobres-diabos-estreia-nesta-quinta-feira-no-cine-vitoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/filme-os-pobres-diabos-estreia-nesta-quinta-feira-no-cine-vitoria\/","title":{"rendered":"Filme \u2018Os Pobres Diabos\u2019 estreia nesta quinta-feira, no Cine Vit\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\nO Nordeste mais uma vez ter\u00e1 sua cultura retratada na telona. Agora, por uma obra assinada pelo dramaturgo cearense de Rosemberg Cariry. Os Pobres Diabos trata sobre a magia do circo, as dificuldades de fazer e viver da arte. O elenco \u00e9 composto por atores globais como Chico Diaz e S\u00edlvia Buarque. Eles interpretam artistas de um circo pobre, que exibem alguns n\u00fameros que eles se vestem de l\u00facifer, o diabo no imagin\u00e1rio nordestino \u2013 por isso Os Pobres Diabos. O p\u00fablico poder\u00e1 prestigiar o trabalho no dia 06 de julho em v\u00e1rias salas do cinema do pa\u00eds. Em Sergipe, o filme ser\u00e1 exibido no Cine Vit\u00f3ria.<\/p>\n<div id=\"attachment_104589\" style=\"width: 609px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-104589\" class=\"size-full wp-image-104589\" src=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Cine-vitoria-SENOTICIAS-e1499285817506.jpg\" alt=\"Com estreia marcada para o dia 6 de julho, longa traz Chico Diaz e Silvia Buarque no elenco\" width=\"599\" height=\"251\" \/><p id=\"caption-attachment-104589\" class=\"wp-caption-text\">Com estreia marcada para o dia 6 de julho, longa traz Chico Diaz e Silvia Buarque no elenco. (Foto: divulga\u00e7\u00e3o\/Farol Comunica\u00e7\u00e3o)<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p>No filme os Pobres Diabos, o diretor mostra-se sereno e atento aos m\u00ednimos detalhes, na condu\u00e7\u00e3o do seu modo de fazer cinema, com um toque autoral. Embora se veja favorecido pela revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica em curso na \u00e1rea, explora a sua faceta humana, natural e artesanal. Sabe que depende sempre ainda da express\u00e3o dram\u00e1tica de atores e atrizes, do rigor da fotografia, da generosidade da luz solar, da criatividade diligente e inspirada da dire\u00e7\u00e3o de arte. Sob o rigor de uma narrativa que se prop\u00f5e simples, a exemplo das narrativas da literatura de cordel, o filme recria e funde artes e artimanhas, saberes e sentimentos, arqu\u00e9tipos e sonhos, tradi\u00e7\u00f5es perdidas e relidas, tempo presente e pret\u00e9rito, em busca de um sentido est\u00e9tico capaz de vencer o vazio individualista e globalizante, na era do desfazimento de tudo, em especial, da dissolv\u00eancia cultural da chamada p\u00f3s-modernidade.<\/p>\n<p>O diretor n\u00e3o se preocupa em revelar um universo fechado ou pitoresco da cultura nordestina, por perceber que muitas vezes isso pode resvalar para estere\u00f3tipos e clivagens muito pr\u00f3ximas do preconceito. Para Rosemberg Cariry, \u201cA discuss\u00e3o sobre o significado de cultura e especificidade cultural \u00e9 um desafio para o qual devemos estar sempre atentos. Nesse sentido, como artistas de circo, os personagens t\u00eam em comum a caracter\u00edstica de viajantes e n\u00f4mades: com o passar do tempo, eles v\u00e3o adquirindo caracter\u00edsticas de tantos lugares por onde passaram e\/ou viveram, que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel identificar de onde eles vieram, ou que lugar ou cultura representam. Esta decis\u00e3o est\u00e1 refletida na escolha que fizemos dos atores e atrizes de Os Pobres Diabos, vindos de v\u00e1rias regi\u00f5es do pa\u00eds\u201d.<\/p>\n<p>Os Pobres Diabos mergulha em uma gostosa e envolvente hist\u00f3ria, j\u00e1 que no circo, o p\u00fablico tamb\u00e9m faz parte do espet\u00e1culo. O filme consegue reunir cr\u00edtica social, pitadas de humor e um pouco tamb\u00e9m de drama. \u201cLivre, po\u00e9tico e humanamente pol\u00edtico. Poder trabalhar em um ambiente autoral e regional \u00e9 um privil\u00e9gio, ainda mais nos dias que correm, onde a voz \u00fanica de mercado e de superf\u00edcie condenam qualquer voz dissonante. Poder trabalhar em um tema que versa sobre a condi\u00e7\u00e3o do artista, ambientado em um pequeno circo onde gl\u00f3ria, poder, amor e arte se misturam \u00e9 uma sorte\u201d, assim fala o ator Chico Diaz sobre sua experi\u00eancia nesse trabalho.<\/p>\n<p>A escolha do elenco foi parte fundamental do processo, j\u00e1 que o filme traz o encontro de atores profissionais do teatro e do cinema com artistas circenses. Chico Diaz, diz da sua satisfa\u00e7\u00e3o em realizar esse filme: \u201cPoder trabalhar em um ambiente autoral e regional \u00e9 um privil\u00e9gio, ainda mais nos dias que correm, onde a voz \u00fanica de mercado e de superf\u00edcie condenam qualquer voz dissonante. Poder trabalhar em um tema que versa sobre a condi\u00e7\u00e3o do artista, ambientado em um pequeno circo onde gl\u00f3ria, amor, poder e arte se misturam \u00e9 uma sorte. Poder trabalhar em fam\u00edlia \u00e9 uma b\u00ean\u00e7\u00e3o. A minha, a do Rosemberg, a do circo. Devemos muito \u00e0 fam\u00edlia circense reunida\u201d. \u201cRealizamos um cinema que se coloca dentro da vida, um destino que se constr\u00f3i junto ao acaso. No set, improvisamos muito e incorporamos cada dificuldade, cada chuva, cada dia de sol, cada talento ou idiossincrasias dos atores\u201d, completa Rosemberg.<\/p>\n<p>Para Silvia Buarque, o filme abriu-se com um bom desafio: \u201cTrabalhei o personagem pelo afeto e at\u00e9 pela compaix\u00e3o mesmo, no fundo, a Creuza \u00e9 uma mulher carente e infeliz. Mas a Creuza tomou corpo mesmo quando come\u00e7amos a rodar o filme e o Rosemberg foi me conduzindo, com a sabedoria dos mestres, que nos conduzem entendendo e ouvindo quem somos e o que pensamos. \u00c9 claro que um m\u00eas no set, conviv\u00eancia di\u00e1ria, conversas, improvisa\u00e7\u00f5es, tudo isso foi fundamental para essa comunh\u00e3o. Foi uma das experi\u00eancias mais ricas na minha vida profissional no cinema\u201d.<\/p>\n<p>Apesar da obra ser uma fic\u00e7\u00e3o, o diretor afirma que filme \u00e9 uma mem\u00f3ria reinventada da inf\u00e2ncia nos sert\u00f5es do Cear\u00e1. \u201cLembro-me das atra\u00e7\u00f5es, do le\u00e3o faminto que (conforme a lenda) alimentava-se de gatos; lembro-me tamb\u00e9m da cantora de rumba, do homem forte, do palha\u00e7o que cantava pelas ruas convidando para o espet\u00e1culo. As crian\u00e7as que respondiam aos bord\u00f5es, acompanhando os palha\u00e7os. \u00c9ramos transformados em atores coadjuvantes do grande espet\u00e1culo. Nesse sentido, o circo tinha uma fun\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m inici\u00e1tica. O sonho de todo menino do sert\u00e3o era ser palha\u00e7o, mais do que trapezista ou domador de le\u00e3o\u201d, explica.<\/p>\n<p><strong>SINOPSE<\/strong><\/p>\n<p>\u201cGran Circo Teatro Americano\u201d perambula por pequenas cidades dos sert\u00f5es, at\u00e9 chegar \u00e0 cidade de Aracati, onde monta uma pe\u00e7a teatral. No cotidiano do circo, acontecem aventuras, nas quais os personagens agem ao modo picaresco dos anti-her\u00f3is da literatura de cordel e do romanceiro popular. As dificuldades se acumulam, mas a arte ajuda a superar desventuras e trag\u00e9dias. O espet\u00e1culo n\u00e3o pode parar.<\/p>\n<p><strong>SOBRE O DIRETOR<\/strong><\/p>\n<p>O cineasta Rosemberg Cariry, nasceu em Farias Brito \u2013 Cear\u00e1, no ano de 1953. Realizou doze filmes de longa-metragem como, Corisco e Dad\u00e1 (1996), Patativa do Assar\u00e9, Ave Poesia (2007) e Siri-Ar\u00e1 (2008). Para a TV realizou dezenas de seriados, document\u00e1rios e programas. \u00c9 jornalista, escritor, poeta e pesquisador das culturas populares brasileiras, tendo publicado v\u00e1rios livros. Participou de v\u00e1rias entidades nacionais de cineastas e lutou pela diversidade do cinema brasileiro, sendo um dos respons\u00e1veis pelo processo de \u201cregionaliza\u00e7\u00e3o\u201d dos meios de produ\u00e7\u00e3o audiovisual, que tem mudado o panorama do cinema brasileiro.<\/p>\n<p><strong>SOBRE A CARIRI FILMES<\/strong><\/p>\n<p>Criada em 1986 a Cariri Filmes \u00e9 pioneira no Nordeste na produ\u00e7\u00e3o de filmes de longa-metragem e programas para TV, documentais e educacionais. Bem mais do que uma empresa brasileira que produz filmes, v\u00eddeo e produtos culturais, a Cariri Filmes \u00e9 uma intera\u00e7\u00e3o entre artistas e t\u00e9cnicos do Nordeste e de outras regi\u00f5es do Brasil que, unindo talentos, experi\u00eancias e conhecimentos, produzem filmes e produtos audiovisuais de qualidade nacional e internacional, tendo conquistado pr\u00eamios em festivais nacionais e internacionais.<\/p>\n<p><strong>A LUME FILMES<\/strong><\/p>\n<p>A Lume Filmes \u00e9 uma distribuidora brasileira que atua h\u00e1 mais de dez anos nos segmentos de salas de cinema, home-v\u00eddeo, televis\u00e3o e, mais recentemente, plataformas VOD. Com foco na distribui\u00e7\u00e3o de cinema autoral e independente, busca levar ao p\u00fablico as mais variadas culturas cinematogr\u00e1ficas, dos mais diversos pa\u00edses, atrav\u00e9s de t\u00edtulos como Lola (Filipinas, 2009, Brillante Mendoza), Azul Profundo (Gr\u00e9cia, 2010, Aris Bafaloukas), M\u00e3e e Filha (Brasil, 2011, Petrus Cariry), Super Nada (Brasil 2012, Rubens Rewald), O que se move (Brasil, 2013, Caetano Gotardo), Apenas Entre N\u00f3s (Cro\u00e1cia\/S\u00e9rvia\/Eslov\u00eania, 2015, Rajko Grlic ), Signo das Tetas (Brasil, 2016, Frederico Machado).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-104544\" src=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Logo-fone-1-2-1-2-4-6.jpg\" alt=\"Logo-fone-1-2-1-2-4-6\" width=\"599\" height=\"78\" srcset=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Logo-fone-1-2-1-2-4-6.jpg 599w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Logo-fone-1-2-1-2-4-6-300x39.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 599px) 100vw, 599px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Acompanhe tamb\u00e9m o SE not\u00edcias no\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/Senoticias\" target=\"_blank\">Twitter<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/senoticias1\" target=\"_blank\">Facebook<\/a>\u00a0e no\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/senoticias\/\" target=\"_blank\">Instagram<\/a><\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>por Ionara Monteiro, da Farol Comunica\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Nordeste mais uma vez ter\u00e1 sua cultura retratada na telona. 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