{"id":100646,"date":"2017-02-15T08:38:30","date_gmt":"2017-02-15T11:38:30","guid":{"rendered":"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/?p=100646"},"modified":"2017-02-15T08:40:45","modified_gmt":"2017-02-15T11:40:45","slug":"pesquisa-vai-mapear-influencia-genetica-e-ambiental-na-ocorrencia-de-cancer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/pesquisa-vai-mapear-influencia-genetica-e-ambiental-na-ocorrencia-de-cancer\/","title":{"rendered":"Pesquisa vai mapear influ\u00eancia gen\u00e9tica e ambiental na ocorr\u00eancia de c\u00e2ncer"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Um projeto global, que contar\u00e1 com a participa\u00e7\u00e3o de tr\u00eas institui\u00e7\u00f5es brasileiras, pretende mapear como os fatores gen\u00e9ticos e ambientais podem influenciar a ocorr\u00eancia de c\u00e2ncer em todo o mundo. O programa, chamado Grand Challenge, foi lan\u00e7ado na \u00faltima sexta-feira (10) pelo Cancer Research UK, um \u00f3rg\u00e3o de pesquisas sobre o c\u00e2ncer no Reino Unido, que vai investir 100 milh\u00f5es de libras \u2013 quase R$ 390 milh\u00f5es \u2013 nessa a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div id=\"attachment_100647\" style=\"width: 609px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-100647\" class=\"size-full wp-image-100647\" src=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/SENot\u00edcias-1065597-1-14.02.2017_rvrs-1397.jpg\" alt=\"O Hospital A.C. Camargo, refer\u00eancia no tratamento de c\u00e2ncer, faz parceria internacional de pesquisa sobre a doen\u00e7a com o Programa Grand Challenge (Foto: Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil)\" width=\"599\" height=\"401\" srcset=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/SENot\u00edcias-1065597-1-14.02.2017_rvrs-1397.jpg 599w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/SENot\u00edcias-1065597-1-14.02.2017_rvrs-1397-300x201.jpg 300w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/SENot\u00edcias-1065597-1-14.02.2017_rvrs-1397-90x60.jpg 90w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/SENot\u00edcias-1065597-1-14.02.2017_rvrs-1397-180x120.jpg 180w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/SENot\u00edcias-1065597-1-14.02.2017_rvrs-1397-95x64.jpg 95w\" sizes=\"(max-width: 599px) 100vw, 599px\" \/><p id=\"caption-attachment-100647\" class=\"wp-caption-text\">O Hospital A.C. Camargo, refer\u00eancia no tratamento de c\u00e2ncer, faz parceria internacional de pesquisa sobre a doen\u00e7a com o Programa Grand Challenge (Foto: Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil)<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que se pretende com o projeto \u00e9 entender, por exemplo, porque determinados tipos de c\u00e2nceres s\u00e3o mais comuns em certas regi\u00f5es e como os comportamentos considerados de risco, como os h\u00e1bitos de fumar e beber, podem levar ao desenvolvimento da doen\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para que isso seja poss\u00edvel, os pesquisadores v\u00e3o analisar e tra\u00e7ar o perfil epidemiol\u00f3gico e as assinaturas gen\u00e9ticas de 5 mil pacientes de cinco continentes, que desenvolveram tumores de rim, p\u00e2ncreas, es\u00f4fago ou intestino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Brasil, a pesquisa ser\u00e1 desenvolvida com o apoio do Hospital do C\u00e2ncer de Barretos, do Instituto Nacional do C\u00e2ncer (Inca) e do A.C. Camargo Cancer Center.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO c\u00e2ncer n\u00e3o \u00e9 mais um problema de S\u00e3o Paulo, do Brasil ou dos Estados Unidos. \u00c9 um problema mundial, existem v\u00e1rios fatores que podem estar relacionados ao processo tumoral e temos que conhecer todos esses fatores para conseguir resolver o problema mundialmente\u201d, disse Vilma Regina Martins, cientista e superintendente de Pesquisa do A.C.Camargo, em entrevista \u00e0<strong> Ag\u00eancia Brasil<\/strong>. \u201cQuanto mais dados voc\u00ea tiver, tanto em amostras quanto em diversidade de amostras e de c\u00e9rebros pensando a respeito do problema, aumenta a chance de se fazer alguma coisa relevante\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sete principais linhas de pesquisa ou questionamentos ser\u00e3o feitos dentro do projeto. O A.C. Camargo Cancer Center, por exemplo, far\u00e1 a parte da pesquisa chamada Mutographs of c\u00e2ncer: discovering the causes of c\u00e2ncer through mutational signatures, liderado pelo professor Mike Stratton, diretor de um campus de pesquisa do genoma do Wellcome Trust Sanger Institute, no Reino Unido. Essa linha de trabalho busca entender como a intera\u00e7\u00e3o de determinada pessoa com o meio ambiente e o tabaco, por exemplo, pode levar ao desenvolvimento da doen\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisa tamb\u00e9m pretende identificar que outros fatores, ainda desconhecidos, est\u00e3o causando altera\u00e7\u00f5es na leitura do c\u00f3digo gen\u00e9tico do DNA e influenciando o desenvolvimento do c\u00e2ncer. Todos esses fatores provocam algum tipo de altera\u00e7\u00e3o na leitura do c\u00f3digo gen\u00e9tico do DNA. Alguns, como os que s\u00e3o provocados pelo tabaco, j\u00e1 foram identificados. Mas, segundo a cientista, h\u00e1 dezenas de outros que provocam altera\u00e7\u00f5es no c\u00f3digo gen\u00e9tico e que ainda n\u00e3o foram identificados. \u201cConhecemos alguns desses agentes [tabaco, \u00e1lcool, benzeno, v\u00edrus, produtos qu\u00edmicos, entre outros] que s\u00e3o os mais cl\u00e1ssicos e que j\u00e1 foram estudados, mas o ponto \u00e9: e quando h\u00e1 um perfil que n\u00e3o est\u00e1 associado a nenhum desses agentes que conhe\u00e7o. Qual \u00e9 esse agente?\u201d, perguntou Vilma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cQuando se olha para a popula\u00e7\u00e3o mundial, vemos que alguns tumores s\u00e3o mais incidentes em algumas regi\u00f5es. Pode ser por um fator ambiental como tamb\u00e9m por um fato gen\u00f4mico ou da gen\u00e9tica daquela popula\u00e7\u00e3o, que pode ter algumas altera\u00e7\u00f5es que aumentam ou diminuem o risco de desenvolver determinado tumor. Provavelmente o que temos \u00e9 uma combina\u00e7\u00e3o dos dois: do ambiente e da gen\u00e9tica dessas pessoas\u201d, disse a cientista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Outras linhas de pesquisa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outros questionamentos buscam respostas para o desenvolvimento de vacinas destinadas a prevenir os c\u00e2nceres n\u00e3o virais e o desenvolvimento de abordagens inovadoras para tornar a doen\u00e7a control\u00e1vel e n\u00e3o letal, ou abordam a erradica\u00e7\u00e3o dos tumores induzidos pelo Epstein-Barr v\u00edrus (EBV) e a distin\u00e7\u00e3o entre os tumores letais e que precisam de tratamento dos n\u00e3o letais. Tamb\u00e9m est\u00e1 previsto um mapeamento dos tumores em n\u00edveis molecular e celular e uma pesquisa sobre a entrega de macromol\u00e9culas biologicamente ativas a qualquer c\u00e9lula do corpo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A expectativa \u00e9 de que sejam coletadas amostras de 900 pessoas no Brasil, que ser\u00e3o sequenciadas por meio de um exame de DNA. Essas pessoas ter\u00e3o tamb\u00e9m que responder a um question\u00e1rio padronizado que ir\u00e1 ajudar a entender o seu perfil e os h\u00e1bitos alimentares ou sua exposi\u00e7\u00e3o a agentes carcinog\u00eanicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cAo final de cinco anos [tempo de dura\u00e7\u00e3o do projeto], a gente imagina que conseguir\u00e1 identificar outros agentes etiol\u00f3gicos [causadores de doen\u00e7a] que est\u00e3o associados com o c\u00e2ncer. E, talvez, algumas caracter\u00edsticas populacionais. E a\u00ed conseguiremos mapear, no genoma, onde est\u00e3o essas altera\u00e7\u00f5es ou essas diferen\u00e7as entre as popula\u00e7\u00f5es e entender porque elas est\u00e3o em maior risco que outras. Isso ser\u00e1 muito importante porque quando se conhece o agente etiol\u00f3gico, de forma geral voc\u00ea consegue fazer a preven\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou a cientista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Acompanhe tamb\u00e9m o SE Not\u00edcias no <a href=\"https:\/\/twitter.com\/Senoticias\">Twitter<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/PortalSENoticias\/\">Facebook <\/a>e no <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/senoticias\/\">Instagram<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-100543\" src=\"http:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Logo-fone-1-2-1-2-3.jpg\" alt=\"SENOTICIAS\" width=\"599\" height=\"78\" srcset=\"https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Logo-fone-1-2-1-2-3.jpg 599w, https:\/\/senoticias.com.br\/se\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Logo-fone-1-2-1-2-3-300x39.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 599px) 100vw, 599px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Da Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um projeto global, que contar\u00e1 com a participa\u00e7\u00e3o de tr\u00eas institui\u00e7\u00f5es brasileiras, pretende mapear como os fatores gen\u00e9ticos e ambientais podem influenciar a ocorr\u00eancia de c\u00e2ncer em todo o mundo. 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