O jornalista Igor Gadelha, do portal Metrópoles, publicou nesta terça-feira (6) que lideranças do PT e aliados do presidente Lula acreditam que o apoio do ex-presidente Michel Temer (MDB) a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno envolveria um acordo para salvar o ministro do STF Alexandre de Moraes.
A leitura dos petistas é de que Temer, responsável pela indicação de Moraes ao Supremo em 2017, teria negociado uma forma de evitar o impeachment do ministro, caso Flávio seja eleito presidente da República.
Um dos petistas que aponta o suposto acordo entre Temer e Flávio é o advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador da campanha de Lula em São Paulo e amigo pessoal do atual presidente brasileiro.

Para petistas aliados de Lula, Temer teria declarado apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno mirando acordo para evitar impeachment de Moraes – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
“O ex-presidente Michel Temer não faz nada de graça, como todos nós sabemos. É um velhaco da política. Deve ter feito um acordo para salvar o seu ministro, que, inclusive, trabalhou para que ele fosse contratado pelo Banco Master”, afirmou Marco Aurélio.
Para o advogado, o apoio de Temer “só confirma que o Flávio é o candidato do sistema e vai trabalhar para acomodar interesses não republicanos e impedir as reformas pelas quais o estado tem que passar”.
“O apoio dele (Temer) ao Flávio só não tinha sido publicizado, mas todo mundo sabia que ele trabalhava desde o 1º turno. Tentaram colocar o Alexandre de Moraes no nosso colo, mas, na verdade, ele nunca saiu do colo do Temer”, afirmou Marco Aurélio.
Nos bastidores, uma influente liderança do PT nacional ouvida pela coluna diz que o acordo envolveria uma possível aposentadoria antecipada de Moraes em 2027 para evitar o impeachment do ministro pelo Senado.
A aposta desse petista é de que Moraes deixaria o STF antes de setembro de 2027. Com isso, evitaria assumir a presidência da Corte, deixando o ministro Nunes Marques, indicado por Jair Bolsonaro, assumir o posto.
Interlocutores de Temer e de Flávio, contudo, negam qualquer acordo nesse sentido. O discurso de bolsonaristas é de que não haverá como segurar o impeachment de Moraes após a ampla maioria de direita eleita ao Senado.
“Não adianta o Alexandre de Moraes fazer nenhum aceno agora, que a gente vai impichar ele com o novo Senado. Isso não tem negociação. É inegociável”, afirmou à coluna o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) na terça-feira (6/10).
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Fonte: Portal Metrópoles





















































